Arquivos crianças - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/criancas/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 14 Oct 2022 00:02:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Governo libera vacina contra covid-19 em crianças a partir de 6 meses https://canalmynews.com.br/brasil/governo-libera-vacina/ Thu, 13 Oct 2022 23:54:26 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34244 A vacina é da Pfizer e será aplicada em crianças com comorbidades

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O Ministério da Saúde liberou a aplicação de vacinas contra a covid-19 da Pfizer em crianças de 6 meses a 4 anos de idade que tenham comorbidades. Ainda não há informações sobre quando a pasta receberá e qual o total de vacinas específicas para esse público.

A ampliação de uso da vacina da Pfizer para imunizar crianças de 6 meses a 4 anos de idade contra a covid-19 foi aprovada pela Anvisa em setembro. Desde a liberação, há um impasse no Ministério da Saúde sobre a incorporação da vacina no plano de imunização.

Em nota, nesta quinta-feira (13), a pasta informou que solicitará à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) a avaliação de possível ampliação do uso da vacina pediátrica nessa faixa etária. Até que seja analisado pela comissão, a vacinação estará restrita ao publico com comorbidades.

Diferenças

A vacina para crianças de 6 meses a 4 anos de idade tem dosagem e composição diferentes daquelas utilizadas para as faixas etárias previamente aprovadas. A formulação da vacina autorizada hoje deverá ser aplicada em três doses de 0,2 ml (equivalente a 3 microgramas).

As duas doses iniciais devem ser administradas com 3 semanas de intervalo, seguidas por uma terceira dose administrada pelo menos 8 semanas após a segunda dose. A tampa do frasco da vacina virá na cor vinho, para facilitar a identificação pelas equipes de vacinação e, também, pelos pais, mães e cuidadores que levarão as crianças para serem vacinadas. O uso de diferentes cores de tampa é uma estratégia para evitar erros de administração, já que o produto requer diferentes dosagens para diferentes faixas etárias.

“A vacina tem 12 meses de validade, quando armazenada a temperatura entre -90°C e -60°C. Uma vez retirado do congelamento, o frasco fechado pode ser armazenado em geladeira entre 2°C e 8°C durante um período único de 10 semanas, não excedendo a data de validade original”, explicou a Anvisa.

Edição: Fernando Fraga

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Vacina da Pfizer para crianças será liberada após aval de ministério https://canalmynews.com.br/brasil/vacina-da-pfizer-para-criancas-sera-liberada-apos-aval-de-ministerio/ Sun, 18 Sep 2022 20:49:21 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33802 Recomendação do imunizante já foi aprovada pela Anvisa

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A vacina da Pfizer contra a covid-19 para crianças entre 6 meses e 4 anos será oferecida em todo o país assim que a área técnica do Ministério da Saúde aprovar a recomendação do imunizante. A informação foi dada hoje (18) pela pasta, dois dias após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar a aplicação da versão pediátrica da Pfizer.

Segundo o Ministério da Saúde, o início da aplicação não demorará porque o governo tem contrato com a fabricante. “O Ministério da Saúde tem contrato com a Pfizer para fornecimento de todas as vacinas aprovadas pela Anvisa e incluídas no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO). Havendo aprovação da recomendação pela área técnica da Pasta, as vacinas serão disponibilizadas para todo Brasil, como já ocorre com as demais faixas etárias”, informou a pasta, em nota.

O ministério não deu outras informações, como calendário de vacinação. Em tese, cabe aos estados e aos municípios decidir o cronograma de imunização com base na chegada de doses aos postos de saúde.

Dosagem diferente

A versão pediátrica da vacina da Pfizer tem dosagem diferente da usada em faixas etárias acima de 12 anos. A formulação autorizada pela Anvisa deverá ser aplicada em três doses de 0,2 ml (equivalente a 3 microgramas). As duas doses iniciais devem ser administradas com três semanas de intervalo, seguidas por uma terceira dose aplicada pelo menos oito semanas após a segunda dose.

A tampa do frasco da vacina virá na cor vinho, para facilitar a identificação pelas equipes de vacinação e, também, pelos pais, mães e cuidadores que levarão as crianças para serem vacinadas. O uso de diferentes cores de tampa é uma estratégia para evitar erros de administração, já que o produto requer diferentes dosagens para diferentes faixas etárias.

Edição: Nélio Neves de Andrade

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Agência Brasil explica: o que é a entrega voluntária de crianças https://canalmynews.com.br/brasil/agencia-brasil-explica-o-que-e-a-entrega-voluntaria-de-criancas/ Mon, 08 Aug 2022 14:17:53 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32634 Procedimento é legal, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente

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Ainda pouco conhecida da população, a entrega voluntária de crianças recém-nascidas para adoção é um procedimento legal, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criado para oferecer alternativa ao simples abandono ou até mesmo a esquemas irregulares de adoção.

O tema ganhou destaque depois que a atriz Klara Castanho, de 21 anos, revelou no mês de junho, em rede social, ter aderido ao procedimento após ter sido vítima de estupro. O caso foi divulgado por colunistas sociais.

A lei, contudo, garante o sigilo total à mulher grávida que faça a entrega voluntária, incluindo o segredo sobre o próprio nascimento da criança. A ideia é proteger a gestante que não possa ou não queira ficar com o bebê, garantindo que ela depois não será responsabilizada.

Ao manifestar em qualquer hospital público, posto de atendimento, conselho tutelar ou outra instituição do sistema de proteção à infância a vontade de fazer a entrega, a gestante deve ser obrigatoriamente encaminhada ao Poder Judiciário. Tudo deve ser supervisionado por uma Vara da Infância e acompanhado pelo Ministério Público.

A legislação prevê que, nesses casos, a mulher deve ser atendida por uma equipe técnica multidisciplinar, composta por profissionais de assistência social e psicologia. A equipe produzirá um parecer para o juiz, que em audiência com a gestante dará a palavra final sobre a entrega.

Caso haja concordância de todos, a criança é encaminhada para acolhimento imediato por família apta, que esteja inscrita no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA). A mãe biológica tem dez dias para manifestar arrependimento. Depois desse prazo, perde os direitos familiares sobre a criança.

Todo o procedimento foi inserido no ECA pela Lei 13.509/2017. Neste semana, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que está em fase final de elaboração norma destinada a detalhar ainda mais os procedimentos para a entrega voluntária no âmbito dos tribunais de Justiça.

Segundo dados do SNA, a procura pelo mecanismo tem crescido nos últimos anos. Em 2020, foram registradas 1.012 entregas voluntárias no país, número que subiu para 1.238 em 2021. Neste ano, 484 crianças foram recebidas para adoção até o momento.

Registrar o filho de outra pessoa como seu, atribuir o parto alheio como próprio ou ocultar criança para que não seja registrada são crimes previstos no Código Penal, com pena de dois a seis anos de reclusão.

Também é crime prometer ou efetivar a entrega de criança mediante pagamento ou recompensa, com pena prevista de um a quatro anos de reclusão, mais multa. Incide na mesma pena quem recebe o menor. O abandono de incapaz e de recém-nascido também é crime previsto no Código Penal.

Edição: Graça Adjuto

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Operação Acalento contabiliza mais de 18 mil atendimentos https://canalmynews.com.br/brasil/operacao-acalento-contabiliza-mais-de-18-mil-atendimentos/ Mon, 01 Aug 2022 18:17:55 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32387 Policias civis combatem crime contra crianças e adolescentes

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A Operação Acalento, de combate a crimes de violência praticados contra crianças e adolescentes, contabilizou 18.542 atendimentos a vítimas no período de um mês (13 de junho e 13 de julho). Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a operação foi deflagrada pelas polícias civis de todo o país.

Foram solicitadas 2,7 mil medidas protetivas e 1.588 agressores foram presos, além disso 313 mandados de buscas e apreensão foram cumpridos. “A atuação policial teve como foco investigações de violência física, violência sexual, exploração, aliciamento, maus tratos, homicídios envolvendo crianças e adolescentes”, informou o ministério ao destacar que, entre as medidas preventivas adotadas, está a realização de 1.121 palestras e campanhas educativas.

Só na Região Sudeste foram presos 719 suspeitos e feitos 6.433 atendimentos a vítimas. “São Paulo foi destaque a nível nacional, com 347 prisões e 89 apreensões de menores”, detalha o ministério. Foram solicitadas 1.447 medidas protetivas na região; ministradas 329 palestras e campanhas; e cumpridos 174 mandados de busca e apreensão. Ao todo, 114 menores foram apreendidos.

Na Região Sul, 5.132 vítimas foram atendidas. Destas, 3.228 em Santa Catarina. A atuação integrada das polícias civis do Rio Grande do Sul e do Paraná resultou em 183 prisões e na aplicação de 636 medidas protetivas. Segundo o ministério, 67 mandados de busca foram cumpridos, e sete menores apreendidos. Ao todo, 98 palestras e campanhas foram ministradas na região.

No Nordeste, 335 suspeitos de cometer crimes contra crianças e adolescentes foram presos. Só no Maranhão houve 140 prisões e 760 atendimentos a vítimas.

“Com a atuação integrada das polícias civis da Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe e Ceará, o resultado foi o atendimento de 2.494 vítimas de violência, aplicação de 212 medidas protetivas solicitadas, ministração de 67 palestras e campanhas, 18 mandados de busca e apreensão e 86 menores apreendidos”, informou o Ministério da Justiça.

A atuação integrada das polícias civis de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal resultou no atendimento a 967 vítimas na Região Centro-Oeste. O levantamento contabilizou, ainda, 94 prisões e na aplicação de 75 medidas protetivas; 10 mandados de busca e apreensão; e apreensão de 86 menores.

Goiás foi, da região, o estado que mais atendeu vítimas de crimes contra crianças e adolescentes: 579. Das 599 palestras e campanhas implementadas na região, 585 foram no Mato Grosso do Sul.

Na Região Norte, foram presos 255 suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes. “O estado que se destacou em números de prisões foi o Amapá, com 107, e em vítimas atendidas, 768. A região atendeu, no total, 2.310 vítimas de violência”, informa o ministério. A pasta acrescenta que 330 medidas protetivas foram aplicadas; 28 palestras e campanhas foram ministradas; e 50 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Ao todo, 51 menores foram apreendidos.

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Investimento para crianças exige pouco dinheiro e algum risco https://canalmynews.com.br/mynews-previdencia/investimentos-para-criancas-tem-muitos-desafios-por-causa-do-longuissimo-prazo-mas-justamente-por-isso-tambem-traz-muitas-oportunidades/ Tue, 28 Jun 2022 13:26:19 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=30881 Investir para os filhos não é uma tarefa simples porque a perspectiva de longuíssimo prazo traz muitos desafios, mas justamente por isso também muitas oportunidades de investimento

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Os pais querem sempre saber qual o melhor investimento para os filhos. Por terem o tempo a seu favor, as crianças podem ter carteiras com uma dosagem maior de risco e por isso mesmo é tão desafiador porque no curto prazo aplicações de maior risco tendem a ter maior oscilação. Daí a necessidade de se informar e conhecer o real risco da aplicação e suas perspectivas no longo prazo. 

No entanto, são muitos os economistas e estudiosos que dizem que o maior investimento para o seu filho é a sua participação na educação dele. No livro O Valor do Amanhã, o filósofo e economista Eduardo Giannetti descreve algumas experiências neste sentido. Quanto mais você mergulhar neste tema verá que investimento para crianças requer pouco dinheiro. Trata-se mais de atitude, de ter tempo para seus filhos e de, principalmente, não delegar essas funções.

E o que geralmente ocorre é o inverso. Os pais passam tanto tempo cuidando de malabarismos financeiros que acabam dedicando pouca atenção a seus filhos.

A Academia Americana de Pediatras costuma publicar estudos neste sentido. Aqui algumas recomendações da Academia para os adolescentes.  Uma forma de investimento para os filhos é, sem dúvida, ajudá-los a perseguir essas recomendações.

LEIA TAMBÉM: Instagram para crianças: seus filhos nas redes sociais

 

As recomendações da Academia Americana de Pediatras para crianças acima dos 13 anos de idade são:

1.Coma pelo menos uma fruta e um vegetal todos os dias e reduza a quantidade de refrigerantes que você bebe.
2.Cuide bem do seu corpo com atividades físicas e boa nutrição.
3.Escolha programas de TV e video games não violentos e passe no máximo duas horas por dia com essas atividades.
4.Participe de programas voluntários de ajuda aos menos favorecidos.
5.Retire do seu vocabulário expressões negativas sobre você mesmo, como “eu sou muito burro” ou “eu não consigo”.
6.Quando se sentir estressado ou com raiva dê uma parada e encontre formas construtivas de lidar com esse estresse, como praticar exercícios, ler ou discutir seu problema com os pais e/ou amigos.
7.Quando estiver para fazer uma escolha difícil converse primeiro com seus pais sobre suas escolhas.
8.Seja cuidadoso com as pessoas com as quais você se relaciona e sempre trate qualquer pessoa com respeito e sem violência.
9.Resista a pressões para usar drogas ou álcool.
10.Se um de seus amigos estiver usando drogas converse com um adulto para tentar arranjar uma forma de ajudá-lo.

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Pfizer confirma que sua vacina é segura e eficiente para crianças a partir dos cinco anos https://canalmynews.com.br/mais/pfizer-vacina-segura-para-criancas-a-partir-dos-cinco-anos/ Mon, 20 Sep 2021 14:12:28 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pfizer-vacina-segura-para-criancas-a-partir-dos-cinco-anos/ Anúncio ocorre após resultados preliminares dos testes de fase dois e três. Tolerância ao imunizante é comparável à da faixa etária de 16 a 25 anos

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As empresas farmacêuticas Pfizer e BioNTech afirmar nesta segunda-feira (20) que a vacina contra a covid-19 desenvolvida em parceria pelas companhias é segura e eficiente para crianças a partir dos cinco anos.

O anúncio ocorre após análise de resultados de testes clínicos (fase dois e três) realizados em 2.268 participantes, de cinco a onze anos, localizados nos Estados Unidos, Finlândia, Polônia e Espanha – a verificação foi feita com crianças que já tiveram ou não um diagnóstico positivo ao coronavírus.

Com dispensa de licitação, Ministério da Saúde regulariza compra de vacinas da Pfizer e da Janssen.
Pfizer confirma eficiência de seu imunizante em crianças a partir dos cinco anos. Foto: Marco Verch (Flcikr)

Em nota oficial emitida pela entidade norte-americana, os cientistas afirmam que, para além da resposta de imunização “robusta”, “a vacina covid-19 foi bem tolerada, com efeitos colaterais geralmente comparáveis aos observados em participantes de 16 a 25 anos de idade”. O comunicado esclarece que o imunizante foi aplicado em duas doses, de 10 µg (micrograma) cada, em um intervalo de 20 dias.

A vacina da Pfizer possui eficácia comprovada para adolescentes de 12 a 18 anos. No Brasil, é a única que tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser aplicada nessa faixa etária.

A próxima etapa do estudo é a análise por pares, ou seja, a avaliação dos resultados por outros cientistas, fora da estrutura organizacional das empresas. O conteúdo será compartilhado também com os órgãos regulatórios Food and Drug Administration (FDA), dos EUA, Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e outras entidades de fiscalização “o mais rápido possível”.

O propósito inicial é conseguir a autorização para uso emergencial. Albert Bourla, presidente e CEO da Pfizer, em nome da companhia, declarou à imprensa que “estamos ansiosos para estender a proteção conferida pela vacina a esta população mais jovem, sujeita à autorização regulatória, especialmente porque rastreamos a disseminação da variante Delta e a ameaça substancial que ela representa para as crianças”.

O executivo citou ainda os dados dos Estados Unidos que apontam uma alta de crianças internadas com a covid nos últimos meses decorrente da circulação da variante delta.

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Pandemia e infância: “Brasil não respondeu à altura das nossas crianças” https://canalmynews.com.br/mais/pandemia-infancia-brasil-nao-respondeu-a-altura-das-criancas/ Wed, 01 Sep 2021 21:42:47 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pandemia-infancia-brasil-nao-respondeu-a-altura-das-criancas/ Estado falhou em assegurar direitos fundamentais de crianças e adolescentes durante a pandemia, avalia representante da fundação Bernard Van Leer no Brasil

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A infância não foi olhada com atenção durante a pandemia e o Estado falhou em assegurar direitos básicos das crianças e adolescentes durante o período da Covid-19. Esse é o balanço que faz Claudia Vidigal, representante no Brasil da fundação holandesa Bernard Van Leer, sobre o último um ano e meio de crise sanitária no país.

“A falta de uma coordenação nacional foi gravíssima. Ela influenciou todas as políticas no âmbito estadual e municipal. Quem conseguiu criar boas políticas para a primeira infância foi realmente herói nesse momento”, diz Vidigal, que há 20 anos trabalha em organizações da sociedade civil para defesa e promoção dos direitos da infância.

Claudia Vidigal diz que Brasil não respondeu às necessidades das crianças na pandemia
Claudia Vidigal diz que Brasil não respondeu às necessidades das crianças na pandemia/Foto: Cristiano Fukuyama

Apesar dos atos heroicos individuais de gestores municipais, ela lembra que uma promoção de política pública eficiente depende de colaboração entre todos os entes federativos. No fim das contas, o Estado brasileiro falhou em relação às crianças na pandemia, diz ela. “Infelizmente o Brasil não respondeu bem, não respondeu à altura das nossas crianças”.

“Não se pode fazer política pública a partir de atos heroicos. A gente precisa fazer política pública a partir de muito dado, de muita eficiência, de muita competência e muita colaboração. Nós falhamos”, acrescenta a psicóloga, que já foi presidente do Conselho Nacional dos Direitos das Crianças.

Em entrevista ao “Geração Covid – O impacto da pandemia na primeira infância”, ela destaca algumas políticas nacionais que poderiam ter amenizado os efeitos da crise na infância, principalmente para as famílias mais vulneráveis. Uma campanha de vacinação domiciliar infantil, a criação de um auxílio creche para famílias mais pobres e a coordenação de um programa de creches ou escolas emergenciais são algumas das iniciativas que ela destaca para o momento.

Sobre a vacinação infantil, por exemplo, ela lembra que a pandemia levou à queda nos índices de vacinação. “Muitas famílias acharam melhor não levar seus filhos para serem vacinados neste momento. A gente ainda não tem um estudo aprofundado de qual foi o impacto disso, mas a gente já sabe que diminuíram os índices de vacinação no país inteiro”, alerta.

Em julho, dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Unicef mostraram que a pandemia havia feito com que 23 milhões de crianças deixassem de receber as vacinas básicas no mundo em 2020. No Brasil, 29% das famílias atrasaram alguma vacinação dos filhos, segundo pesquisa do Ibope Inteligência, feita a pedido da Pfizer.  Em regiões como Norte e Centro-Oeste, essa média sobe para 40%.

No caso das creches emergenciais, ela explica que o modelo poderia ter sido implementado para atender às crianças de mães e pais que mantiveram o trabalho presencial durante a pandemia. Vidigal também defende que faltou ao Estado a articulação de uma volta ao ensino presencial em alguns momentos de melhora da crise sanitária.

“Houve momentos, de um pouco mais de tranquilidade, ou estabilidade, da pandemia que as crianças pequenininhas, principalmente, precisariam ter voltado às creches, precisariam ter voltado à escola. A gente não fez isso. A gente não fez estudos, a gente não se preparou pra isso. Estamos vivendo as consequências de então, agora, estar em um desespero para a retomada, às vezes até em momentos de muita insegurança”, defende Vidigal.

Até junho deste ano, o Brasil figurava, segundo relatório da Unesco, entre os países que há mais tempo estavam com as escolas parcial ou totalmente fechadas. O país, segundo o documento, estava há 65 semanas com escolas fechadas – mais que os Estados Unidos (58 semanas), a China (27 semanas) e a Rússia (13 semanas), entre outros.

Ao criticar a falta de prioridade de políticas nacionais voltadas para a infância desde março do ano passado, ela lembra do Art. 227 da Constituição Federal, O trecho diz que o “Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da criança, do adolescente e do jovem, admitida”.

Assista ao documentário Geração Covid – O impacto da pandemia na primeira infância, no Canal MyNews

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Reforço de vacina contra covid-19 deve avançar junto com imunização de outras faixas etárias https://canalmynews.com.br/mais/reforco-de-vacina-covid-19-avancar-com-imunizacao-demais-faixas-etarias/ Sat, 28 Aug 2021 00:49:24 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/reforco-de-vacina-covid-19-avancar-com-imunizacao-demais-faixas-etarias/ Dose de reforço da vacina servirá para estimular sistema imunológico de pessoas idosas e com baixa imunidade e deve seguir orientação da ciência

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A divulgação pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, de que o Brasil iniciará a aplicação da terceira dose da vacina contra o covid-19 em grupos prioritários já a partir de setembro gera uma dúvida se toda a população precisará receber uma terceira dose do imunizante para controlar a pandemia do novo coronavírus. Enquanto o Brasil ainda avança na vacinação da população acima de 18 anos e algumas localidades já iniciaram a imunização de adolescentes, a terceira dose começará a ser aplicada em pessoas acima de 70 anos ou que tenham baixa imunidade.

Para o imunologista Gustavo Cabral, é preciso esclarecer que o planejamento é para uma dose de reforço para estimular o corpo a se proteger e não uma terceira dose da vacinação. “Algumas pessoas confundem e dizem ‘ah, mas fulano estava vacinado e veio a óbito’. Nestes casos, os anticorpos não responderam adequadamente ao que se esperava com a vacinação. A dose de reforço é para reforçar o sistema imunológico e será aplicada inicialmente em pessoas mais velhas, que já tendem a diminuir a resposta imunológica”, explicou, durante o programa Quinta Chamada Ciência, no Canal MyNews.

Cabral, que lidera a pesquisa de uma vacina contra o novo coronavírus no Instituto do Coração (Incor) em São Paulo, lembra que não vai adiantar controlar a pandemia em alguns poucos países, se a maioria das nações não tiver acesso à vacinação contra o Covid-19.

“Espero que [a vacina] chegue o mais rápido possível e que o vírus se torne uma coisa comum para a gente, como o H1N1. Mas, até lá, a gente tem muitos problemas. A gente não pode imaginar que vai controlar [a pandemia] num município, um estado e um país; 75% das vacinas do mundo estão sendo utilizadas por 10 países, e o resto está à deriva. A possibilidade de surgirem novas variantes é enorme. [No Brasil] Estamos apenas 27% da população totalmente imunizada”, ressaltou.

Outro ponto destacado pelo imunologista é que o planejamento para a aplicação de uma dose de reforço precisa seguir a orientação dos cientistas. “O corpo tem que tolerar a vacina. Não é simplesmente ‘vou tomar a terceira dose’ – pra não gerar um desequilíbrio no sistema imunológico e não fazer o sistema imunológico nos atacar. Precisa ser de uma forma organizada e planejada, levando a parte científica em consideração. A gente precisa ser cauteloso para unir a segurança e a eficácia para controlar a pandemia como um todo”, alertou.

Aprovação de uma vacina segura para crianças permitirá retorno seguro às aulas

No caso da imunização de crianças, Cabral acredita que, assim que for aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a vacina CoronaVac, do Instituto Butantan, deve ser a mais indicada para esta faixa de idade, por ser considerada a tecnologia mais segura. “As vacinas vão ajudar muito. Existe uma boa expectativa com a CoronaVac e se der tudo certo é a vacina para as crianças, a vacina mais segura, porque é uma metodologia secular. Acredito que o Instituto Butantan vai apresentar os dados à Anvisa e imunizando as crianças com a CoronaVac teremos uma boa resposta e poderemos voltar as crianças para a escola”, finalizou.

O Canal MyNews lançou esta semana o documentário “Geração Covid – Impacto da pandemia na primeira infância”, dirigido pela jornalista Juliana Causin, que mostra os impactos da pandemia sobre a estrutura social brasileira, afetando, em especial, o desenvolvimento das crianças.

Com apoio do Dart Center for Journalism and Trauma, centro de estudos para jornalistas da Columbia University, Juliana Causin mostra como, em pouco mais de um ano, a pandemia do Covid-19 afetou a primeira infância, investigando ainda as possíveis consequências socioeconômicas desse crítico cenário nacional.

Assista à integra do Quinta Chamada Ciência. O programa falou também sobre dinossauros, febre emocional, plataforma de cientistas e a relação entre prática sexual e felicidade

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Fome na pandemia atinge fundamentalmente as crianças, alerta pesquisador https://canalmynews.com.br/mais/fome-pandemia-atinge-criancas-alerta-pesquisador/ Fri, 27 Aug 2021 02:24:12 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/fome-pandemia-atinge-criancas-alerta-pesquisador/ Aumento da pobreza e do desemprego, com alimentos mais caros, agravam a fome no país. Economista alerta para consequências mais graves entre as crianças

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O ano de 2020 terminou com 19 milhões de brasileiros passando fome, enquanto mais da metade das casas do país vivia com algum grau de insegurança alimentar – situação que acontece quando não há possibilidade de alimentação em qualidade ou quantidade suficientes. O quadro, agravado pela pandemia do Covid-19, foi revelado por pesquisa nacional da Rede Penssan, a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar.

O fenômeno atinge fundamentalmente as crianças, alerta Nilson de Paula, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisador da Penssan. “O efeito da fome para uma criança é muito mais preocupante do que para um adulto. Porque a criança está em processo de formação. Então, as consequências disso vão se perpetuar, vão comprometer a própria estrutura física, a estrutura emocional e mental”, explica o economista.

No caso das crianças, o panorama da fome foi agravado no período em que as escolas permaneceram fechadas. Esse é o caso de Juliana Alves, mãe e dona de casa, de 32 anos. Em entrevista ao “Geração Covid – O impacto da pandemia na primeira infância”, ela contou que, sem as escolas, onde os filhos realizavam as principais refeições do dia, ela passou a ter dificuldades para alimentá-los.

Juliana Alves se preocupa com os filhos durante a pandemia
Vivendo do Bolsa Família e do Auxílio Emergencial, Juliana Alves se angustia pela situação de insegurança alimentar da família. Com a pandemia e o fechamento das escolas, a situação se agravou/Foto: Cristiano Fukuyama

“Quando eles estão em casa o dia inteiro, eu faço dois quilos de arroz por dia e um de feijão. A mistura, quando tem, é um pedaço para cada um. Não tem esse negócio de dizer ‘posso repetir a mistura?’ Porque quando eles passam o dia fora de casa, na escola, a gente consegue oferecer um pouco melhor na última refeição, que no caso vem pra casa. Mas quando eles estão em casa, eles comem o que a gente pode proporcionar”, explica.

Com seis filhos e desempregada, Juliana vive desde o início da pandemia com os recursos do auxílio emergencial e do Bolsa Família, que são insuficientes para todas as despesas. “Se não fosse as pessoas de bom coração a gente não tinha sobrevivido”, conta ela.

Ela conta que o preço inflacionado durante a pandemia também agravou a situação. “Sabe o que é você falar pro seu filho não sair de casa? Você pegar dez reais e escolher o pão ou o leite? Ou a mistura ou um álcool?”, diz. Em 12 meses, a inflação no país acumula alta de 8,99%, segundo o IPCA, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Alguns alimentos, no entanto, encareceram bem mais. Esse é o caso do arroz (39%), do tomate (42%) e das carnes (34%).

Enquanto os preços sobem, os dados de desemprego permanecem altos. Segundo a última pesquisa Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE, o país tinha 14,8 milhões de desempregados, patamar ligeiramente menor que o recorde de desemprego no país atingido nos trimestres encerrados em março e abril.

Nilson Maciel destaca que o fenômeno da fome anda de mãos dadas com a pobreza. O empobrecimento da população tem como uma das suas consequências mais imediatas o agravamento insegurança alimentar”, afirma.

Documentário Geração Covid-19

O documentário “Geração Covid – Impacto da pandemia na primeira infância”, obra dirigida pela jornalista Juliana Causin, está disponível no Canal MyNews. Em formato de reportagem especial, expõe os impactos da crise sanitária sobre a estrutura social brasileira, evidenciando as principais adversidades que influenciam no desenvolvimento das crianças. Com apoio do Dart Center for Journalism and Trauma, centro de estudos para jornalistas da Columbia University, Juliana Causin traçou um roteiro que demonstra como, em pouco mais de um ano, a pandemia afetou a primeira infância, investigando ainda as possíveis consequências socioeconômicas desse crítico cenário nacional.

Assista ao documentário Geração Covid – O impacto da pandemia na primeira infância, no Canal MyNews

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Pandemia deixou 21% das famílias de classe D sem orientação escolar para crianças https://canalmynews.com.br/mais/pandemia-deixou-21-das-familias-de-classe-d-sem-orientacao-escolar-para-criancas/ Thu, 26 Aug 2021 23:55:26 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pandemia-deixou-21-das-familias-de-classe-d-sem-orientacao-escolar-para-criancas/ Pesquisa mostra que entre pais e mães da classe A, 56% tiveram “várias vezes” orientação sobre atividades para crianças de até 3 anos

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A pandemia de covid-19 afetou negativamente mais as famílias da classe D em relação aos cuidados com crianças de até 3 anos, fase chamada de primeiríssima infância. O  grupo de renda média mensal de R$ 720 se sentiu mais triste, ansioso e sobrecarregado, além de receber menos orientação para atividades escolares para as crianças durante o período de fechamento das creches.

Essas informações fazem parte da pesquisa Primeiríssima Infância – Interações na Pandemia: Comportamentos de pais e cuidadores de crianças de 0 a 3 anos em tempos de covid-19, realizada pela Kantar Ibope Media, a pedido da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.

Segundo o estudo, 21% das famílias de classe D relatam que não receberam nenhuma orientação durante a pandemia para atividades escolares com crianças. Nas classes ABI, de famílias com renda familiar média acima de R$ 11,3 mil, esse percentual cai para 5%, enquanto 56% afirmam ter recebido “várias vezes” orientações. A diferença aparece também no percentual de famílias que recebeu alguma orientação sobre prevenção do contágio do novo coronavírus: 29% das famílias mais pobres não tiveram nenhuma orientação, número que cai para 6% entre as famílias mais abastadas.

Especial Geração Covid mostra como a pandemia afetou a vida das crianças
Pesquisa mostra que a pandemia do novo coronavírus teve mais impacto nas famílias com menos recursos financeiros, afetando fortemente a vida das crianças/Foto: Reprodução do Youtube Canal MyNews

O tempo de convivência dos pais, mães, avós, avôs ou outros cuidadores com as crianças também mudou na pandemia e evidenciou as diferenças sociais. Entre a classe ABI, 51% relatam que tiveram mais tempo com os filhos e boas oportunidades de convivência. Na classe D, esse número cai para 33%.

Entre as famílias mais pobres, 52% dizem também que a pandemia não alterou o tempo de convivência com os filhos. Os pesquisadores indicam que essa diferença acontece porque, de maneira geral, as famílias mais vulneráveis continuaram com trabalhos informais, ou que não possibilitam o home office, como acontece entre os mais ricos.

Mariana Luz lembra que a qualidade do vínculo nessa fase da infância é determinante para o desenvolvimento das crianças. “Essa é uma fase importante, onde a gente desenvolve as nossas habilidades, nossos aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais. Então, toda essa base intelectual, psicológica, é constituída na primeira infância”, explica. Ela ressalta que os ambientes de estresse e vulnerabilidade econômica podem prejudicar as interações com as crianças nessa fase.

A pesquisa ouviu 1.036 pessoas das classes A, B, C e D durante março de 2021. Os entrevistados têm renda de R$ 720 a acima de R$ 11,3 mil e são responsáveis pelo cuidado de crianças de 0 a 3 anos. Os participantes responderam a questões que envolviam quatro esferas: o espaço familiar, o trabalho de pais e mães e o acesso a serviços básicos de educação, saúde e assistência social.

A pesquisa mostra ainda que a forma de brincar também foi alterada na pandemia. No geral, entre todas as classes, aumentou o número de crianças que passaram a diariamente assistir a programas de TV ou vídeos. Segundo o estudo, 44% das crianças assistiram com frequência diária à televisão ou usaram dispositivos eletrônicos. No caso da classe D, esse número sobe para 60%.

Assista ao documentário Geração Covid – O Impacto da Pandemia na Primeira Infância, no Canal MyNews

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Documentário “Geração Covid – Impacto da pandemia na primeira infância” estreia no Canal MyNews https://canalmynews.com.br/mais/documentario-geracao-covid-impacto-da-pandemia-na-primeira-infancia/ Thu, 26 Aug 2021 02:35:10 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/documentario-geracao-covid-impacto-da-pandemia-na-primeira-infancia/ Dirigida pela jornalista Juliana Causin, a obra expõe as consequências da crise sanitária no desenvolvimento das crianças e o impacto dessas marcas no futuro do Brasil

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Estreia nesta terça-feira (24), às 20 horas, no canal MyNews, o documentário “Geração Covid – Impacto da pandemia na primeira infância”, obra dirigida pela jornalista Juliana Causin. Em formato de reportagem especial, o material expõe os impactos da crise sanitária sobre a estrutura social brasileira, evidenciando, sob a perspectivas de desiguais realidades, as principais adversidades que influenciam no desenvolvimento das crianças.

Com apoio do Dart Center for Journalism and Trauma, centro de estudos para jornalistas da Columbia University, Juliana Causin traçou um roteiro amplamente capaz de demonstrar como, em pouco mais de um ano, a pandemia afetou a primeira infância, investigando ainda as possíveis consequências socioeconômicas desse crítico cenário nacional.  

MyNews.DOC "Geração Covid - O impacto da pandemia na primeira infância".
MyNews.DOC “Geração Covid – O impacto da pandemia na primeira infância”. Foto: Reprodução (MyNews)

Da rotina de mães que têm lutado para conseguir cuidar de seus filhos em casa, sem o suporte da escola, passando pelo isolamento social e a experiência de luto, até as famílias que conseguiram aproveitar o tempo maior de convivência com as crianças, o documentário revela as marcas que essa geração levará para o futuro.

Idealizadora da produção, Causin conta, referindo-se ao recorte econômico apresentado pelo material, que pesquisadores, cientistas e economistas têm, cada vez mais, se debruçado sobre a importância da primeira infância: “Esse início da vida é determinante para o desenvolvimento humano. Os primeiros seis anos são um fundamento de como essa criança vai se desenvolver, tanto no aspecto emocional, quanto no desenvolvimento cerebral, de criação das capacidades cognitivas – é a base do que essa criança vai ter de potencial no futuro”.

Sobre os efeitos da pandemia, a longo prazo, no progresso individual, que posteriormente se reflete na construção do meio social, a jornalista ressalta o fechamento das escolas, caracterizando como fator fundamental para a consolidação de diretrizes comportamentais.

“Quando a gente olha para a pandemia, temos um primeiro efeito: o fechamento de creches e escolas. A escola, na primeira infância, é muito importante justamente por causa dessas habilidades – de sociabilidade e cognição; a criança, quando vai para esse espaço coletivo, ela tem o primeiro contato com outras pessoas que não são do seio familiar, o que reflete um momento extremamente importante. O documentário busca entender como o fechamento das escolas impactou a primeira infância para além, também, do desenvolvimento social das crianças”.

Mesmo que delineadas pela pauta pandêmica, as condições financeiras, atreladas a obtenção ou não de determinados privilégios, são exteriorizadas no documentário, revelando uma hostilidade que vai muito além do contágio e temor da covid-19.

Retomando a relevância do ambiente escolar, Juliana Causin conta que para “as crianças de estratos sociais mais altos, a escola tem toda essa importância da sociabilidade, do desenvolvimento, do brincar… Mas, para as famílias mais pobres, a escola também é importante por ser um ambiente de alimentação, de cuidado. Fora isso, do ponto de vista social, a pandemia agravou muito os indicadores de fome, de pobreza, e tudo isso acaba refletindo na infância”.

“O que os especialistas ouvidos dizem é que o ambiente estressado, o ambiente em que os adultos, familiares, estão preocupados em sobreviver acaba gerando um estresse nas crianças, fator que impacta diretamente no desenvolvimento”, complementa Causin.

O documentário mostra as diferentes e distantes realidades que muitas vezes convivem em um pequeno universo social – definido, no material em questão, pela cidade de São Paulo. Com o depoimento de mães que vivem situações de maior vulnerabilidade, entrevistas com professoras de escolas públicas e privada, conversas com famílias com mais recursos financeiros e a presença de diversos especialistas (economistas, psicólogos e pediatras), o filme traz para o público as consequências não imediatas desse momento de crise.

Juliana Causin sintetiza: “Fora tudo isso, há o próprio medo da pandemia. O luto, que muitas vezes faz parte da vivência dessa criança; o distanciamento social; o fato delas não poderem, muitas vezes, se encontrar com familiares; o medo da doença, de adoecer… Tudo isso gera marcas nas crianças. O documentário, então, olha para esses aspectos principais: o impacto do fechamento das escolas, o impacto da crise econômica e o impacto das condições que a pandemia impõe sobre as crianças”.

Às 20h30 desta terça (24), haverá uma mesa redonda no Canal MyNews, com participação de Juliana Causin, do escritor Pedro Bandeira, da jornalista do portal Papo de Mãe,​​ Mariana Kotscho, da psicóloga Cíntia Aleixo, e do diretor executivo do Todos Pela Educação, Olavo Nogueira Filho. Causin também preparou um conteúdo especial para o site do Canal MyNews, que será disponibilizado nesta quarta (25), quinta (26) e sexta (27).

Trailer do documentário “Geração Covid – O impacto da pandemia na primeira infância”.

Ficha Técnica

Direção, roteiro e reportagem: Juliana Causin

Captação de som e imagem: Cristiano Fukuyama

Imagens de drone: Menino do Drone – Fluxo Imagens

Montagem: Victor Zana

Edição: Cezar Fernandes

Finalização: Carlos Eduardo Borges de Castro

Apoio e orientação: Mariana Kotscho

Artes e motion designer: Paulo Caetano

Redes sociais: Júlia Melo

Direção de operações do MyNews: Luciana Festi

Direção de produção do MyNews: Ana Konichi

Direção geral do MyNews: Beatriz Prates


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“Sofrimento psíquico é primeiro e maior problema”, diz Renato Janine Ribeiro sobre efeito da pandemia na infância https://canalmynews.com.br/mais/sofrimento-psiquico-e-primeiro-e-maior-problema-diz-renato-janine-ribeiro-sobre-efeito-da-pandemia-na-infancia/ Wed, 25 Aug 2021 01:28:05 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/sofrimento-psiquico-e-primeiro-e-maior-problema-diz-renato-janine-ribeiro-sobre-efeito-da-pandemia-na-infancia/ Ex-ministro da Educação avalia que lidar com o emocional de crianças e adolescentes deveria ser prioridade no retorno às aulas presenciais num contexto de pandemia

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É preciso haver um espaço catártico para que as crianças possam expor, nas escolas, as dores e as experiências que tiveram durante a pandemia, com risco de termos uma geração frustrada. Essa é a avaliação que o filósofo e ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, traz sobre os próximos passos para reduzir os efeitos negativos da pandemia do Covid-19 na infância. “É um pouco uma coisa de colocar para fora sentimentos negativos, de modo que eles deixem de nos obcecar, de nos assombrar dentro da gente”, afirma Janine, que é presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Sobre o trabalho do Ministério da Educação (MEC) durante a pandemia, ele diz que faltou e falta ao Ministério da Educação o trabalho de liderança, de uma coordenação nacional de enfrentamento aos efeitos negativos da pandemia na educação. “Não houve fornecimento de tablet, de smartphone, menos ainda de laptop. Pior ainda, muitas vezes as crianças moram em lugares que não têm banda larga, pacote de dados. Faltou iniciativa, faltou generosidade. Faltou noção por parte do Governo”, critica.

Renato Janine Ribeiro
Ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro fala dos efeitos da pandemia do novo coronavírus na infância/Foto: Lula Marques/Agência PT

“Nem o MEC está fazendo liderança na educação e nem o Ministério da Saúde está fazendo o de liderança na saúde”, diz ele. Apesar da inaptidão da resposta federal, Janine elogia o trabalho de alguns gestores municipais e federais, como João Doria (PSDB), governador de São Paulo, e Edinho Silva (PT), prefeito de Araraquara, município do interior de São Paulo.

Em entrevista ao Canal MyNews, no documentário Especial Geração Covid, sobre a pandemia e a primeira infância, o ex-ministro revela também que tem procurado o Congresso Nacional para pressionar os parlamentares para que derrubem a Medida Provisória (MP) do presidente Jair Bolsonaro que altera a Lei de Conectividade. Na prática, a MP retira o prazo para que o governo federal forneça internet a alunos de escolas públicas, como determinava a lei aprovada pelo Congresso.

Confira a entrevista com Renato Janine Ribeiro sobre os efeitos da pandemia na infância

Juliana Causin: Qual o impacto que a pandemia e o descontrole dela no Brasil têm na primeira infância?
Renato Janine Ribeiro: Nós temos que distinguir os acontecimentos ruins que eram previsíveis e os que não eram previsíveis. A pandemia é o tipo de acontecimento que não era previsível. Partindo do fato de que nenhum governo tinha antevisto isso e tinha se preparado para isso, o que nos cabe avaliar é o que os governos fizeram diante dessa surpresa terrível. Infelizmente, o Brasil foi um dos países que se conduziu pior. Enquanto você tem países que foram exemplares, no caso do Brasil foi negado o peso da pandemia, o impacto dela. No caso das crianças, nós temos um sofrimento psíquico que me parece que é o primeiro e maior problema. Você está numa fase de socialização de descobrir o mundo, de encontrar outras pessoas, de ver o mundo rico de possibilidade e de coisas bonitas e, de repente, você está presa, o mundo se torna um lugar perigoso. Essa passagem da promessa para o perigo mexe tremendamente com a psique das nossas crianças. A gente sabe, há estudos a esse respeito, que a fase decisiva de formação das sinapses é entre zero e três anos. Sinapses, para falar em linguagem bem simples, são as conexões que se fazem dentro do cérebro. Nosso cérebro se desenvolve mais e mais e você consegue fazer mais e mais sinapses. Então, nessa fase de zero a 3 anos, há uma diferença muito grande entre você ter a criança numa creche em que ela vai aprender coisas brincando e você ter a criança dentro de casa, controlada pelo que antigamente chamava-se de babá eletrônica, que era a televisão. Por isso que o Plano Nacional de Educação aprovado em 2014 previa a expansão das creches, previa que elas fossem expandidas, de modo a cobrir metade da população infantil de até 2024. 

Juliana Causin: O que deveria ser feito a partir de agora para reduzir os impactos que a pandemia no Brasil teve na infância?
Renato Janine Ribeiro: Cuidar delas. Então, primeiro lugar, uma vez se voltando ao presencial, como parte já voltou, eu acho que a primeira coisa a ser feita nas escolas seria ainda abrir a palavra pras crianças ou para os adolescentes contarem o que viveram. Colocar um grande ‘colocar para fora’, sabe? Dizer todo sentimento, os medos, eventualmente o que que foi bom. Pode ter sido ver uma borboleta, ver um filme, brincar à distância. Mas também colocar espaço para todo sofrimento ser posto para fora. Senão nós vamos ter uma geração de pessoas frustradas. Eu tenho muito receio de que o resultado psicológico da pandemia seja muita gente sofrendo, muita gente com uma dor armazenada no peito que vai acabar explodindo de forma negativa nos relacionamentos das pessoas, amorosos, de amizade, profissionais, políticos, tudo mais. Então, a primeira coisa a fazer agora, e já estamos muito atrasados nisso — eu digo isso desde março do ano passado, desde quando pensávamos que a pandemia ia nos levar a um confinamento de semanas — é uma grande catarse, pra usar o termo técnico que vem da filosofia grega. É um pouco uma coisa de colocar para fora sentimentos negativos, de modo que eles deixem de nos obcecar, de nos assombrar dentro da gente. Um segundo ponto são as políticas públicas que deveriam ter sido adotadas.

“Eu tenho muito receio de que o resultado psicológico da pandemia seja muita gente sofrendo, muita gente com uma dor armazenada no peito que vai acabar explodindo de forma negativa nos relacionamentos das pessoas, amorosos, de amizade, profissionais, políticos, tudo mais”

Renato Janine Ribeiro

Juliana Causin: Qual a sua avaliação sobre o trabalho do Ministério da Educação para a primeira infância durante a pandemia?
Renato Janine Ribeiro: Nós ficamos nessa situação muito difícil. Ou nós temos crianças que estão absolutamente presas e sofrendo psicologicamente, ou temos crianças que estão soltas na rua sem cuidados, com risco de morrerem, de levarem a morte aos entes queridos. E, nisso tudo, fez e faz muita falta uma liderança do governo federal. O governo tem o papel de liderança, reunindo os secretários de educação de estados e municípios. Uma sala de tamanho médio com uma mesa comprida cabem todos [os secretários estaduais]. São 27 pessoas, um grupo de WhatsApp. É muito difícil você fazer um Plano Municipal de Educação, fazer uma política de educação, adquirir material escolar, sem o apoio do Estado e o apoio da União. Então faltou e falta [apoio nacional]. Sempre é necessário que a União tenha um papel de liderança; não é o papel de dizer: ‘Nós mandamos, vocês obedecem’. Porque é uma estrutura federativa, uma estrutura na qual estados e municípios têm autonomia. Mas se a União, por exemplo, não fornecer o material escolar, o material didático vai ser muito difícil. Nem o MEC está fazendo liderança na educação e nem o Ministério da Saúde está fazendo o de liderança na saúde. Esses dois ministérios nasceram juntos e eles têm que trabalhar juntos para liderar o enfrentamento das questões de saúde das crianças e adolescentes, ainda mais na faixa de zero a 6 anos.

Juliana Causin: O processo de reabertura das escolas e volta às aulas tem sido bem coordenado?
Renato Janine Ribeiro:
Bom, a volta às aulas é algo que obviamente é necessário ter. Tem havido muita polêmica a respeito, com vários secretários de Educação e alguns pais de família e donos de empresas educacionais insistindo na volta o mais rápido possível. Isso é um certo problema. Meu filho mais novo, que tem 15 anos, está no Ensino Médio em uma escola particular de São Paulo. Eles voltaram às aulas no começo de agosto e no final da primeira semana já constatou-se que algumas alunas da sala dele e da sala ao lado estavam com suspeita de covid-19. A escola restabeleceu o remoto emergencial por dez dias. Por que eu dou esse exemplo? Por que eu estou falando de uma escola particular em que os alunos e suas famílias têm condições econômicas maiores e mesmo assim houve [infecções pela] covid-19. Mesmo assim tivemos que voltar ao ensino remoto. Então imagine onde você não tem essas condições; onde as condições são mais precárias. Porque as crianças das escolas públicas não se beneficiaram de um apoio governamental. Não houve fornecimento de tablet, de smartphone, menos ainda de laptop. Pior ainda, muitas vezes as crianças moram em lugares que não têm banda larga, pacote de dados. Faltou iniciativa, faltou generosidade. Faltou noção por parte do Governo.

Juliana Causin: O que poderia ter sido feito na prática pelo MEC?
Renato Janine Ribeiro: Era uma lei extremamente humana, extremamente importante, que ajudaria a vida de milhões de crianças. Ele vetou e o Congresso derrubou o veto. O governo esperou chegar a hora que, pela lei, ele deveria repassar o dinheiro e baixou uma Medida Provisória suspendendo os prazos [a MP foi publicada no dia 5 de agosto e suspende repasse da União para conexão]. Ou seja, ele tentou uma espécie de segundo veto que deve ser totalmente inconstitucional. Eu tenho tentado, como presidente da SBPC, falar com o presidente do Senado e pleitear que ele devolva essa Medida Provisória. Não consegui, até agora, uma audiência. Estamos tentando também com o apoio de parlamentares esse contato, não estamos conseguindo, e isso tudo mostra como a questão do retorno às aulas é uma questão delicada. Quer dizer, se nem uma forma de reduzir os danos foi pensada e na hora em que virou lei demorou um ano para virar a lei, projeto, na hora que virar lei o Governo sabota esse essa lei; então a nossa situação é crítica, é delicada.

O Brasil infelizmente está na contramão do mundo, com exceção de alguns governadores e de alguns prefeitos que agiram bem“.

Renato Janine Ribeiro

Juliana Causin: E em relação às medidas de saúde?
Renato Janine Ribeiro: No fundo essas medidas que a gente tomou e ainda toma, como máscara, álcool gel, distanciamento, visam evitar que todo mundo se contagie ao mesmo tempo e que os hospitais sejam transbordados. Tudo isso faltou e falta [por parte do governo federal]. O Brasil infelizmente está na contramão do mundo, com exceção de alguns governadores e de alguns prefeitos que agiram bem. Até pra ver pessoas que de lados bem opostos na política, o governador de São Paulo, que é do PSDB, fez uma boa atuação na defesa das vacinas, o prefeito de Araraquara, que é do PT, fez uma ação decisiva no lockdown da cidade, na hora em que a saúde de Araraquara estava em colapso, e com isso conseguiu salvar muitas vidas. Então, acho que houve condutas exemplares, mas minoritárias no Brasil.

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