Arquivos finanças pessoais - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/financas-pessoais/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 11 Feb 2025 15:04:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Plano de previdência privada facilita o empréstimo bancário https://canalmynews.com.br/mynews-previdencia/previdencia-privada-facilita-o-emprestimo-bancario/ Tue, 12 Sep 2023 19:45:35 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39562 Uma nova lei permite usar a previdência privada como garantia para empréstimos, reduzindo juros. Os recursos ficam aplicados, rendendo sem tributação, e a menor alíquota de IR é de 10%. No entanto, o dinheiro não pode ser resgatado até quitar a dívida ou substituir a garantia.

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Os recursos do plano de previdência privada, agora, podem ser usados como garantia dos empréstimos bancários. Devido ao menor risco da operação para o credor e tomador dos recursos, os benefícios são: taxa de juros menor, possibilidade de ampliação do crédito e até mesmo do prazo de pagamento. É uma ótima opção para quem não tem imóvel ou qualquer outro bem para oferecer como garantia. E ainda pode estimular a poupança de longo prazo no plano de previdência, importante para o desenvolvimento da economia do País.

A lei 14652, de 2023, que permite o uso dos recursos do plano de previdência privada, foi sancionada e publicada na última semana de agosto. Ela permite usar, como garantia, os recursos do plano de previdência privada e recursos capitalizados em seguro de vida ou títulos de capitalização.

O volume depositado no segmento de previdência privada aberta, no Brasil, soma R$ 1,3 trilhão. Teoricamente, esse montante poderia ser usado como garantia nas operações de empréstimo, explica Sandro Bonfim, presidente da Comissão de Produtos por Sobrevivência da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).

Na entrevista ao Canal My News Vida & Previdência, Sandro Bonfim explica que, muitas vezes, quando a pessoa resgata o dinheiro de um plano para fazer uma compra de um bem ou serviços, como uma viagem, o dinheiro sai do plano de previdência e, dificilmente, retorna. Mas, quando os recursos permanecem no plano de previdência, continuam rendendo, sem tributação. A pessoa só paga o imposto lá na frente na hora que fizer o saque.

Uma das grandes vantagens do plano de previdência, é a tributação, principalmente, a regressiva que tem a menor alíquota de imposto de renda (IR), de 10%, quando o dinheiro permanece no fundo por 10 anos.

O uso do plano como garantia nos empréstimos bancários, com menor juros na operação, passa a ser outro benefício da previdência privada, explica Sandro Bonfim, presidente da Comissão de Produtos por Sobrevivência da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), representante das empresas que operam nos segmentos de seguros de pessoas e de previdência privada.

É importante ressaltar que o tomador do empréstimo não poderá resgatar o dinheiro do plano de previdência até a quitação da dívida ou substituição dessa garantia por outra, em comum acordo com as instituições envolvidas

Após a publicação da lei, o segmento de previdência privada aberta, junto com integrantes do governo, está regulamentando itens para que a nova garantia de empréstimos bancários seja colocada em prática o mais rápido possível.

Um dos itens é a comunicação entre bancos e seguradoras no caso da pessoa pegar empréstimo na instituição financeira concorrente do conglomerado financeiro onde ela tem plano de previdência. Busca-se regras de comum acordo para a interação entre as empresas. Também em relação à portabilidade. Quando o consumidor decide mudar de entidade administradora dos planos de previdência, dependerá da anuência da instituição que conceder o crédito.

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Veja como receber de volta Imposto de Renda pago em pensão alimentícia https://canalmynews.com.br/economia/veja-como-receber-de-volta-imposto-de-renda-pago-em-pensao-alimenticia/ Sun, 16 Oct 2022 14:08:49 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34288 Devolução deve ser feito por meio de declaração retificadora

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Quem pagou o Imposto de Renda sobre a pensão alimentícia recebida nos últimos cinco anos pode solicitar a restituição deste dinheiro à Receita Federal. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que esses rendimentos são isentos e não é mais necessário recolher imposto sobre a pensão. 

Com o resultado da votação, a Receita Federal emitiu um comunicado no dia 7 de outubro para esclarecer como será o processo de devolução do dinheiro, que deverá ser feito por meio de declaração retificadora.

A decisão vale para contribuintes que, nos últimos cinco anos, de 2018 a 2022, incluíram a pensão alimentícia como rendimento tributável.

Julgamento

A incidência do imposto de renda sobre pensões alimentícias decorrentes do direito de família foi vetada em junho pelo plenário do STF. No início deste mês, a Corte julgou um recurso no qual a União pretendia evitar a retroatividade da devolução. O caso foi julgado no plenário virtual, em sessão encerrada no dia 30 de setembro.

Prevaleceu ao final do julgamento o entendimento do relator, ministro Dias Toffoli, para quem a tributação é inconstitucional e fere os direitos fundamentais por atingir interesses de pessoas vulneráveis.

Impacto

Segundo estimativas da Receita Federal anexadas ao processo pela Advocacia-Geral da União (AGU), o governo deve deixar de arrecadar R$ 1 bilhão por ano.

O impacto pode ser ainda maior no caso de pensionistas que tiveram o imposto recolhido pelo governo. De acordo com as estimativas oficiais, o impacto nos cofres públicos com os chamados indébitos pode chegar a R$ 6,5 bilhões pelos próximos cinco anos.

Retificação

A Receita Federal informou que quem, entre 2018 e 2022, apresentou declaração incluindo a pensão alimentícia como um rendimento tributável pode retificar a declaração e fazer o acerto. A declaração retificadora, referente ao ano de exercício do recolhimento ou retenção indevidos, pode ser enviada por meio do Programa Gerador da Declaração, no Portal e-CAC (https://cav.receita.fazenda.gov.br/autenticacao/login), ou pelo aplicativo “Meu Imposto de Renda”.

Para isso, basta informar o número do recibo de entrega da declaração que será retificada e manter o modelo de dedução escolhido no envio da declaração.

O valor de pensão alimentícia declarado como imposto tributável deve ser excluído e informado na opção ‘Rendimentos Isentos e Não Tributáveis/Outros’, especificando ‘Pensão Alimentícia’. As demais informações sobre o imposto pago ou retido na fonte devem ser mantidas.

O declarante que deixou de inserir um dependente que tenha recebido rendimentos de pensão alimentícia poderá incluí-lo, assim como as despesas relacionadas ao dependente. As condições para a inclusão são:

• Ter optado na declaração original pela tributação por deduções legais (já que a declaração por dedução simplificada não inclui dedução por dependentes), e

• O dependente não ser titular da própria declaração.

Se, após retificar a declaração, o saldo de imposto a restituir for superior ao da declaração original, a diferença será disponibilizada na rede bancária, conforme cronograma de lotes e prioridades legais.

Se, após você retificar a declaração, o saldo do imposto efetivamente pago for reduzido, o valor excedente será restituído, por meio de pedido eletrônico de restituição (Perdcomp).

Nesse caso, a restituição ou compensação do imposto pago indevidamente ou a maior deverá ser solicitada por meio do programa PER/DCOMP web (Pedido de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação), disponível no Portal e-CAC, ou em alguns casos por meio do PGD Perdcomp.

A Receita Federal alerta que é importante guardar todos os comprovantes referentes aos valores informados na declaração, inclusive na retificadora, que podem ser solicitados para conferência até que ocorra a prescrição dos créditos tributários envolvidos.

* Com informações da Receita Federal

Edição: Fábio Massalli

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Festas infantis compartilhadas são alternativa para economizar no bufê https://canalmynews.com.br/economia/festas-infantis-compartilhadas-sao-alternativa-para-economizar-no-bufe/ Sun, 04 Sep 2022 17:11:51 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33486 Familiares apostam na tendência de comemoração conjunta

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Com a vacinação de crianças, o retorno de eventos presenciais e o fim das restrições de isolamento da pandemia, as festas de aniversário infantis voltam a ser comemoradas.

Porém, o alto custo dos bufês fez surgir uma tendência: as festas compartilhadas. Para economizar, pais e responsáveis juntam crianças com datas de aniversário próximas e dividem custos para não deixar a data passar em branco. É um exercício para a criança aprender a negociar os itens e temas da festinha.

Bem antes de surgir essa tendência, três mães contaram à reportagem da Agência Brasil que já haviam organizado a festa compartilhada com outros pais. É uma opção para gerar economia de verba e de tempo, segundo a servidora pública federal Giovana Tiziani. “Eu sou super a favor, porque todo final de semana tinha uma festinha ou um final de semana com duas festinhas. Era muito cansativo, acho que juntar facilita a vida de todo mundo. Não só pela economia, mas para concentrar as festas e ocupar menos a agenda das pessoas”, defende a mãe do Inácio de 9 anos e o Joaquim de 11 anos.

A servidora fez duas festas compartilhadas do filho caçula. Uma delas foi feita em um bufê, com um amigo da criança. “Valeu a pena, porque conseguimos alugar ônibus para levar as crianças e dividimos a responsabilidade com outra família. Como era uma família muito amiga, eu só vi vantagens. O amigo era pequeno e aceitou super bem, porque era muito próximo e as famílias são amigas. Com a festa, conseguimos levar as duas turmas do ano, que eles estavam no colégio. A negociação do tema também foi fácil, porque os dois brincavam muito de um jogo e o escolheram como tema da festa”.

A advogada Gabriela produziu a festa da filha compartilhada com duas crianças da mesma sala de aula. “Sugerimos um tema bem tranquilo, que foi festa junina, e as crianças toparam a aventura de festejarem juntas”.

A dificuldade foi a quantidade de convidados, ela contou. “Participaram familiares e os amigos fora da escola. Então, tentamos reduzir os convidados ao máximo, dando prioridade aos amigos da escola e à família mais próxima. Todos colaboraram com a redução de convites para tornar viável juntar as festas”.

Deu certo e a economia compensou. “Foi tudo dividido por três: decoração, comida, bebida, local, lembrancinha e monitores. No fim, a quantidade de pessoas não aumenta tanto o preço e nos acertamos super bem nas escolhas, sem brigas ou discussões”.

Desentendimentos

A  jornalista Maria Thereza Reis também já fez festa compartilhada da filha. A ideia, inclusive, partiu dela. Na época, a criança comemorava seus 8 anos com outras seis crianças da sala de aula. “As crianças gostaram bastante da ideia e o grupo estava organizado. A escolha foi por um tema neutro e calhou de estarem estudando a Amazônia, então fechamos nisso. Dividimos as ideias e as tarefas no começo e organizamos a arrecadação de dinheiro. Pensamos na decoração, nas lembrancinhas e nos bolos”.

Mas tudo desandou por causa de uma das mães. “As outras cinco, eu incluída, não tiveram qualquer tipo de problema, mas uma não entendeu o espírito coletivo da festa. Abrimos mão de várias coisas já decididas para acatar o que ela queria. Ela quis que fosse no espaço escolhido por ela, com bufê e recreadores também escolhidos por ela. Isso nos fez gastar mais. A situação ficou um pouco incontornável, porque ela foi bastante intransigente e chegamos à conclusão que iríamos causar uma briga desnecessária. Perto da festa, ela comprou outras lembrancinhas, além da que já tínhamos decidido e, claro, dividiu a conta conosco. No dia da festa, ela implicou com a decoração”.

Apesar da situação, ela afirma que a economia valeu a pena. “A festa foi um sucesso, entretanto, poderia ter saído bem mais em conta se não tivéssemos feito as concessões para uma única mãe. Acho que eu só faria de novo se fosse com uma mãe mais íntima”, afirmou.

Alternativa

A alternativa para quem não consegue juntar um grupo, mas quer economizar é por meio de plataformas de compartilhamento disponíveis na internet. A economia gerada ocorre para os dois lados: aniversariantes e bufês infantis, afirma o fundador da plataforma Festou, Marcelo Golfieri.

“Com o ganho em escala, o bufê consegue reduzir em até 40% o valor que as pessoas pagariam pela festa se ela fosse exclusiva. Então, é um ganha-ganha. Ganha o dono do bufê, que acaba fazendo com que o espaço tenha uma capacidade mais próxima da sua capacidade total, e ganha o consumidor, que, com esse ganho em escala, tem uma redução de custo e isso também se estende, não só para a questão da contratação da festa, mas também para a contratação de serviços opcionais.”

As festas compartilhadas em buffets funcionam assim: dentro da plataforma estão cadastrados os espaços de festas, que colocam as ofertas. A pessoa entra e procura, por exemplo, um aniversário para o mês de setembro, coloca a região e alguns outros filtros que existem. Assim ela vê na região de interesse quais são os buffets que estão com ofertas disponíveis e datas para a festa compartilhada. “A partir daí pode comprar, por exemplo, um pacote para dez pessoas,  a partir de dez pessoas você já consegue fazer uma festa compartilhada, que tem uma redução de custo na comparação com uma festa exclusiva”, reforça Golfieri.

O fundador garante que, através da tecnologia da plataforma, pode-se agendar festas compartilhadas que vai até a capacidade de cada bufê, sem prejudicar a circulação e a segurança. “Vamos supor que um buffet tenha capacidade para 150 pessoas. Então, por exemplo, pode ter cinco aniversariantes levando 30 convidados cada, pode ter uma festa de 50 pessoas e mais dez festas de 10 pessoas. Isso vai depender muito da estrutura e da capacidade de cada espaço, é uma organização que a tecnologia da plataforma junto ao buffet disponibiliza”.

Junto e separado

Na festa compartilhada, explica Golfieri, o que é compartilhado são os brinquedos e a área de parques. “Cada família e seus convidados tem o seu camarote onde são servidas as comidas e as bebidas. A decoração é colocada dentro do seu camarote. Então, não tem porque ter nenhum tipo de conflito. Dentro dos camarotes tem essa personalização para a família do aniversariante”.

Na opinião do fundador da plataforma, todo mundo merece comemorar. “A festa compartilhada é uma forma de democratizar um momento que é muito importante dentro da infância, que é a realização da festa de aniversário”.

Para ele, a ideia de compartilhamento, já amplamente utilizado em outros serviços, veio para ficar. “É a questão da economia colaborativa, assim como em empresas como Uber e Airbnb. Hoje você tem iates e aviões que estão sendo compartilhados. Quando a gente olha para o Airbnb, não existe disruptura maior do que você ter a sua casa e você permitir que pessoas que você não conhece venham a dormir nos quartos que você tem disponível. Então assim se isso funciona no Airbnb, funciona numa festa, num espaço terceirizado”, garante.

Edição: Maria Claudia

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Percentual de famílias com dívidas a vencer atinge recorde de 78% https://canalmynews.com.br/economia/percentual-de-familias-com-dividas-a-vencer-atinge-recorde-de-78/ Mon, 08 Aug 2022 20:33:00 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32652 Alta nas duas faixas de renda ocorre depois de dois meses de queda

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O percentual de famílias com dívidas a vencer cresceu 0,7 ponto percentual em julho, atingindo a marca recorde de 78% dos lares brasileiros. O aumento em relação a julho de 2021 foi de 6,6 pontos percentuais. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (8) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O total de famílias com dívidas ou contas em atraso ficou em 29% em julho, ante 28,5% em junho deste ano e 25,6% em julho de 2021. Desses, 10,7% disseram não ter como pagar os compromissos assumidos, proporção 0,1 ponto percentual maior do que no mês anterior e 0,2 ponto percentual menor do que no mesmo período do ano anterior.

O aumento do endividamento foi de 0,5 ponto percentual entre as mulheres e de 1 ponto percentual entre os homens, ficando em 80,6% e 77,5% respectivamente. Entre as mulheres, a pesquisa aponta desaceleração no endividamento nos últimos meses, mas o incremento na comparação anual foi de 8,3 pontos percentuais, enquanto entre os homens subiu 6,3 pontos percentuais.

Por faixa de renda, a Peic aponta que as famílias na faixa acima de dez salários mínimos mensais contraíram mais 0,8 ponto percentual de dívidas em julho, chegando a 75% com dívidas. Na faixa com renda abaixo de dez salários mínimos, o endividamento cresceu 0,6 ponto percentual, atingindo 78,8%. Nas duas faixas, a taxa é recorde.

Modalidades de endividamento

Por modalidade de endividamento, a Peic mostra queda de 1,2 ponto percentual no número de famílias que devem no cartão de crédito, a terceira queda seguida. Entre os que têm dívidas, 85,4% possuem dívidas no cartão de crédito. Em abril, a proporção havia chegado a 88,8%.

Na avaliação da CNC, a queda no cartão de crédito ocorreu pela busca por opções mais baratas de juros.

“Esse movimento de queda da proporção de endividados no cartão de crédito mostra que as famílias têm buscado alternativas de crédito mais baratas no contexto de juros elevados. Com isso, carnês de lojas e crédito pessoal foram as modalidades que avançaram no endividamento, neste início de semestre, representando 18,8% e 9,2% do total de famílias com dívidas, respectivamente”, diz a nota da confederação.

Inadimplência

O número de famílias com contas ou dívidas em atraso subiu 0,5 ponto percentual em julho, para 29%. A proporção é 3,4 pontos percentuais maior do que o apurado em julho de 2021. Já a proporção daquelas que não terão condições de saldar seus débitos ficou em 10,7%, percentual que se manteve praticamente estável no último ano.

“A alta dos indicadores de inadimplência, após moderação e queda entre abril, maio e junho, indica que as medidas extraordinárias de suporte à renda, como os saques extras do FGTS e a antecipação do 13º salário aos beneficiários do INSS, aparentemente tiveram efeito restrito ao segundo trimestre no pagamento de contas e/ou dívidas já atrasadas”, avalia a CNC.

De acordo com a confederação, o mercado de trabalho está absorvendo trabalhadores com menor nível de escolaridade e de maneira informal, o que aumenta a incerteza na gestão das finanças pessoais. Além disso, segundo a CNC, a inflação elevada achata os rendimentos e dificulta a organização do orçamento familiar.

Os dados da Peic são coletados em todas as capitais e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores. Os principais tipos de dívida levantados são cartão de crédito, cheque especial, cheque pré-datado, crédito consignado, crédito pessoal, carnês, financiamento de carro e financiamento de casa.

Edição: Denise Griesinger

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Onde estão os que querem mudar o mundo? https://canalmynews.com.br/mara-luquet/onde-estao-os-que-querem-mudar-o-mundo/ Mon, 08 Aug 2022 13:52:37 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32626 Hoje, grande parte das pessoas que conheço está apenas preocupada em construir um patrimônio. Não que isso seja desimportante ou ilegítimo, mas seria triste que a vida se resumisse a dinheiro

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“Não vim ao mundo para brincar. Nem para resolver meus problemas. Estes teriam

sido resolvidos há muito, muito tempo. Faço o teatro que faço para fazer história. Meu

ego, admito, é grande, muito grande. Já disse e afirmo: não quero mudar minha vida;

quero, sim, mudar o mundo”.

“Entre o nada e o infinito” – Ivan Cabral (Giostri/2022)

Tenho a impressão de que, nos dias de hoje, são poucas as pessoas que querem mudar o mundo. Na minha adolescência, eu, meus amigos (ao menos era o que eu acreditava à época), queríamos mudar o mundo. Criamos um jornal no colégio que, na minha mente, seria um instrumento de mudança. Vivíamos os primeiros anos da redemocratização. Teríamos eleições em breve. Acompanhávamos debates calorosos pela TV.

Demos ao jornal o nome Solidariedade, inspirados mais no movimento social e político de mudança que representaria do que propriamente em Lech Walesa (fundador do sindicato Solidariedade e presidente da Polônia, entre 1990 e 1995). Era nosso jeito de dizer: queremos um mundo melhor.  Hoje, grande parte das pessoas que conheço está apenas preocupada em construir um patrimônio. Não que isso seja desimportante ou ilegítimo, mas seria triste que a vida se resumisse a dinheiro.

Acredito ser possível conciliar as duas coisas. No entanto, me parece que a utopia está desbotada, esquecida em algum canto do cérebro das pessoas. Converso com os jovens de hoje e não enxergo aquele brilho em seus olhos. Sinto que, para eles, o sucesso não passa por aquele lugar da minha turma do Solidariedade. Ainda que tenhamos passado e ainda estejamos passando por momentos difíceis nos últimos anos, mais do que nunca, precisamos ter esperança para mudar, construir um mundo melhor. Um mundo com menos distopia e mais utopia.

Na minha conversa com Ivam Cabral (se escreve assim mesmo com ‘m’), você conhecerá um pouco desse cara que sabe muito como mudar o mundo. Vai ter certeza de que há outras métricas, além da financeira, para medir o sucesso. Ivam trocou uma carreira promissora no mercado financeiro para criar o Satyros, uma companhia de teatro que nasceu na Praça Roosevelt, em São Paulo, e ganhou o mundo.

Já eu … bem, eu não tenho a poesia e a teatralidade do Ivam, mas, desde o final dos anos 1980, ainda adolescente no colégio, tento criar canais de notícias com informações e conexões que deixem bem-informados aqueles que, cada um a seu modo, querem um mundo melhor.

O MyNews é meu jeito de tentar melhorar o mundo. Provavelmente, estaria ganhando mais dinheiro se aplicasse no mercado financeiro a grana que já investi no canal. Mas, parafraseando o Ivam, o mercado financeiro nunca me daria o que o MyNews me dá.

A íntegra da conversa você pode ver no vídeo abaixo.

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Lei do Superendividamento não é perdão de dívida, mas vai ajudar famílias a equilibrar finanças https://canalmynews.com.br/mynews-investe/lei-do-superendividamento-equilibrar-financas/ Mon, 26 Jul 2021 22:52:57 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/lei-do-superendividamento-equilibrar-financas/ Presidente da Ordem dos Economistas do Brasil explica como nova lei pode ajudar mais de 30 milhões de pessoas superendividadas

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Manuel Enriquez Garcia, professor sênior da FEA-USP e presidente da Ordem dos Economistas do Brasil (OEB) vê a Lei do Superendividamento como muito importante para a negociação de dívidas e equilíbrio das finanças das famílias. Sancionada em 02 de julho de 2021 pelo presidente Jair Bolsonaro, a Lei 14.181 foi incorporada ao Código de Defesa do Consumidor e estabelece medidas para evitar o superendividamento e prevê mesas de conciliação para que uma pessoa superendividada possa negociar os débitos com os credores de forma conjunta.

Lei do Superendividamento vai ajudar famílias a quitar débitos
Com a Lei do Superendividamento será possível usar a conciliação da Justiça para quitar débitos sem prejuízo para a sobrevivência das famílias/Foto: Pixabay

Atualmente, o Brasil se vê com mais de 30 milhões de pessoas superendividadas. Mas o que classifica um superendividado? É quando a pessoa já não tem condição de arcar com seus compromissos financeiros e da família, sem que isso afete o mínimo existencial. “Fizemos alguns cálculos na Ordem dos Economistas do Brasil e chegamos à conclusão de que o mínimo de subsistência que poderia ser chamado de mínimo existencial deve estar em torno de 65% da renda do trabalhador, desse consumidor”, explica Garcia, em entrevista ao MyNews Investe.

A Lei 14.181, que segundo o professor sênior da USP, será chamada de Lei Cláudia Lima Marques, prevê a conciliação. No acordo – mediado junto aos Procons – o consumidor superendividado deve levar uma proposta para seus credores com até 35% de sua renda, para negociação e pagamento dos débitos.

“Temos a primeira parte, que é a parte da conciliação administrativa, são pessoas de boa-fé, que têm que apresentar toda a documentação para que possam negociar com os credores e vamos fazer a conciliação. Os credores devem aparecer porque se não aparecerem ou demonstrarem algum desinteresse na proposta, o juiz poderá resolver a questão dando uma sentença. Não há um perdão de dívida. Todos querem pagar as suas dívidas; só precisamos de tempo, apenas isso”, argumenta o presidente da OEB.

Para quem se enquadra nos requisitos da lei e quer tentar achar uma forma de passar a pagar suas dívidas, Garcia indica o passo a passo. “Procure o Procon mais próximo, informe-se, faça um formulário. É muito simples preencher o formulário junto ao Procon e vai ter toda a assistência necessária para que faça esta negociação com seus credores. Essa é uma questão muito importante que a lei está trazendo. É fazer a recuperação judicial dessas pessoas para que com o seu salário elas possam pagar as suas dívidas sem comprometer o mínimo existencial”.

Para ajudar nesse processo de quitação das dívidas, é importante que a pessoa faça uma lista como todos os credores, para que sejam convidados a negociar os débitos de forma conjunta, utilizando a mediação judicial e respeitando o limite de 35% da renda. Se não houver acordo, a Justiça determinará como a dívida será quitada e as condições de pagamento.

Legislação também altera condições na hora de conseguir empréstimos

Para ajudar a evitar o superendividamento, as condições para se conseguir crédito e empréstimos também mudam um pouco. As instituições financeiras não poderão oferecer crédito a pessoas já endividadas.

“Com a Lei do Superendividamento, é necessário que as duas partes tenham uma educação financeira muito precisa. É necessário que o consumidor superendividado saiba os riscos que está correndo quando está tomando um determinado empréstimo, mas também é necessário que a instituição financeira saiba quais são esses riscos e diga para o consumidor com bastante clareza e transparência: ‘não temos condições de dar esse empréstimo, o risco para a sua sobrevivência é muito elevado, vamos te ajudar a você fazer um melhor planejamento do seu orçamento financeiro, mas neste momento não podemos te conceder esse crédito’”, esclarece o presidente da OEB.

Assista à íntegra do MyNews Investe. O programa é diário, sempre a partir do meio-dia, no Canal MyNews

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Brasileiros vivem com saúde financeira ‘no limite’, aponta índice do Banco Central https://canalmynews.com.br/mynews-investe/brasileiros-saude-financeira-no-limite/ Thu, 22 Jul 2021 23:33:44 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/brasileiros-saude-financeira-no-limite/ Pesquisa mostrou que 69,4% dos brasileiros gastam mais ou o equivalente ao que ganham

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Em uma escala de 0 a 100, a média da saúde financeira dos brasileiros está em 57 pontos, segundo apontou o Índice de Saúde Financeira do Brasileiro (I-SFB), lançado nesta semana pelo Banco Central e pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Quanto mais alto o número, melhor o resultado. Com pontuação um pouco acima do patamar intermediário, a situação média da população brasileira é de equilíbrio de contas no limite, sem espaço para o erro.

Indicador do Banco Central aponta que maioria dos brasileiros gasta mais ou o equivalente ao que ganha

O indicador foi elaborado com base em pesquisa feita com 5.220 pessoas de diferentes regiões do país, classes econômicas e faixas etárias. Ao todo, segundo a pesquisa, 48,3% da população está abaixo da faixa média de pontuação – ou seja, tem saúde financeira “baixa”, “muito baixa” ou “ruim”. Outros 41,6% tem a situação “boa”, “muito boa” ou “ótima”, enquanto 10,1% tem a saúde financeira “ok”.

A pesquisa mostra ainda que 69,4% dos brasileiros gastam mais ou o equivalente ao que ganham. Para 58,4% da população,  as despesas e compromissos financeiros são, de alguma forma, motivo de estresse em casa. Mais da metade da população (62%) também considera que a maneira como cuida do dinheiro não permite aproveitar a vida.

Desenvolvido pelo Banco Central, Febraban e especialistas, o I-SFB foi criado com base em ferramentas já aplicadas em outros países como Estados Unidos, Escócia e Cingapura. O índice é composto por um questionário com 15 perguntas obrigatórias e três opcionais. Entre as questões avaliadas, estão: a capacidade de cumprir as obrigações financeiras correntes, a disciplina e o autocontrole para cumprir os objetivos e a sensação de segurança em relação ao futuro financeiro, entre outras.

Como reorganizar as finanças? 

Em entrevista ao MyNews Investe, Igor Rongel, chefe de investimentos do C6 Bank,  diz que a pandemia trouxe complicações adicionais à saúde financeira dos brasileiros, mas o cenário, antes, já era preocupante. “A gente tem um percentual alto da população com dificuldade de fechar o mês ou que fecham no limite”, diz.

Assista à integra do MyNews Investe, com apresentação de Juliana Causin e participação Igor Rongel, chefe de investimentos do C6Bank. O programa vai ao ar diariamente no Canal MyNews no Youtube

Para Rongel, o primeiro passo para organização das finanças é a disciplina. “O melhor é você guardar um pouco todo o mês e tentar eventualmente guardar uma quantia de dinheiro mais relevante. Isso faz muita diferença no médio prazo”, diz ele. “Você ter um recurso guardado, reservado para uma emergência, é extremamente importante para fazer frente a períodos instáveis. A gente deveria ter essa disciplina de ter um recurso que você possa acessar em uma eventualidade”, completa.

Em relação à formação de uma reserva de emergência, ele explica que o ideal é que esse dinheiro seja alocado em recursos com instabilidade, sem riscos. “Carteira de ações, ações e mercado de renda variável são indicados para pessoas que já têm uma reserva de emergência”, diz.

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