Arquivos finanças - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/financas/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Mon, 29 Jul 2024 19:04:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Quem cuidará do dinheiro da sua aposentadoria no século da longevidade? https://canalmynews.com.br/vida-e-previdencia/quem-cuidara-do-seu-dinheiro-no-seculo-da-longevidade/ Sun, 28 Jul 2024 00:11:43 +0000 https://localhost:8000/?p=45317 Mercado ainda carece de produtos e serviço que atendam as novas demandas criadas com o aumento da expectativa de vida. A gestão financeira é apenas uma delas, os planos de saúde os casos mais emblemáticos

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Responda rápido: quem vai cuidar do seu dinheiro quando você já não estiver em condições de acompanhar, saldos, aplicações, gastos e pagamentos de produtos e serviços? Quem cuidará do seu dinheiro e aposentadoria no século da longevidade?

Seus filhos? Qual deles? Sobrinhos? Netos? Tutores? O século da longevidade nos impõe pensar sobre essas e outras questões. Questões que nossos avós nunca se preocuparam simplesmente porque não viveram o bastante para ter que tomar essas decisões.

A indústria de serviços financeiros nos oferece alguns produtos, entre seguros de vida e planos de previdência, que nos ajudam a acumular patrimônio para o futuro. E chegando lá, como vamos usar esses recursos? Quem estará no comando?

Infelizmente ainda não há produtos nas prateleiras financeiras para esta fase da vida. Ou seja, o mercado está tão perdido quanto nós.

Vivemos num mundo completamente diferente dos nossos avós. Guardar dinheiro já não quer dizer mais nada. Duvida? Quais as chances de um filho pouco habilidoso com as finanças assumir a rédea de sua carteira? 

E claro você pensou logo no filho gastador que pode estourar seus recursos em poucas semanas ou meses. Mas digamos que seja aquele que gosta de tomar riscos nos investimentos. Níveis de risco até aceitável para a idade dele, mas não para a sua. E há várias outras hipóteses que podemos elencar. O filho, por exemplo, que economiza tanto que não permite que você gaste com alguns prazeres da vida como fazer uma viagem, ir a um bom restaurante etc. 

E estamos falando de filhos, mas a verdade é que poucos são aqueles que terão filhos no futuro, a queda brutal da taxa de natalidade é fato e um dos principais problemas da previdência. Então, aqueles que não têm filhos, netos, bisnetos, a quem entregará a missão de cuidar de seu patrimônio e aposentadoria quando já não tiver cognição suficiente para tomar decisões financeiras?

Observe que no século da longevidade você poderá estar perfeitamente bem aos 80, 90 e além para continuar desfrutando de tudo que aprendeu a apreciar nessas décadas de vida. No entanto, a questão financeira é outra história bastante diferente. Até mesmo os novinhos não são azes no tema em muitos dos casos.

E aí? Quem soluciona? 

A questão da aposentadoria está na pauta apenas pelo lado do benefício que o governo paga. Como o modelo se baseia em mais novos pagando a pensão dos mais velhos, a conta não está mais fechando e por isso reformas e reformas estão vindo e não devem parar tão cedo. 

Mas são tantas as mudanças estruturais e o mercado, sempre ele, que poderia entregar soluções que poderiam ser lucrativas para a empresas e segura para os consumidores (por incrível que pareça essas duas coisas não são antagônicas), se mostra incapaz de lidar com essa mudança estrutural de forma eficiente. Basta ver o que vem ocorrendo com os planos de saúde.

Saiba mais: mynewsprevidencia.com.br

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A educação financeira e o machismo https://canalmynews.com.br/voce-colunista/a-educacao-financeira-e-o-machismo/ Wed, 07 Dec 2022 20:05:07 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34829 Questão do machismo não é abordada com frequência em discussões sobre educação financeira

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Cada vez mais o tema educação financeira se torna pauta das redes sociais. Influenciadores ganham espaço mostrando que aprender a lidar com o dinheiro vai bem além da conta básica de gastar menos do que se ganha. A chamada economia comportamental – que atrela questões emocionais à gestão do dinheiro ganha força e com razão, pois muito da nossa gestão financeira vem da gestão das emoções. Quando digo “nossa” falo do grupo que ganha o suficiente ou mais do que o suficiente para manter suas necessidades básicas, pois temos uma parcela considerável do país que não sabe se terá condições de comer amanhã.

Mesmo dentre esses influenciadores que trazem a questão comportamental para as finanças – e tem muita gente boa fazendo isso – vejo que um tema específico não aparece com relevância (pode até ser que apareça e que eu tenha pesquisado menos do que deveria). Esse tema é o machismo e seus impactos na vida financeira de uma família. 

Vou contar um caso que ilustra a relevância de trazer esse tema à tona.  Não sou educadora financeira (inclusive aprendi a gerir bem meu dinheiro há poucos anos), mas como já fiz alguns cursos de economia comportamental, há cerca de dois anos um cliente me pediu ajuda para lidar com um funcionário. A história é real, só vou trocar os nomes. Vamos chamá-lo de Marcelo. Aos 40 anos, Marcelo trabalha em uma empresa de médio porte em um cargo de coordenação na área operacional. Casado, dois filhos e renda mensal de quase cinco salários-mínimos. Não paga aluguel, pois construiu uma casinha nos fundos da casa dos pais.

Marcelo tem um sedan médio com alguns anos de uso, valendo por volta de 80 mil reais. A esposa não trabalha e os colegas de trabalho de Marcelo se referem a ela como “madame” pois toda semana vai ao cabeleireiro, frequenta o shopping e faz questão de viajar nas férias e “ganhou” um carro do marido. Marcelo está endividado. E muito. Já “pediu para ser mandado embora”, gastou a indenização e o FGTS, foi recontratado em outro CNPJ do mesmo grupo e está pedindo o segundo empréstimo para a empresa.  Uma situação recorrente nos quase 20 anos em que trabalhei nesse meu cliente.

Foi na segunda solicitação de empréstimo – com o primeiro ainda não totalmente pago – que meu cliente pediu para eu entrar em ação e aplicar os meus poucos conhecimentos de economia comportamental para que Marcelo fosse “mais firme com a madame” que “exige” tanto. Vamos chamar a suposta “madame” de Soraia. Na primeira conversa com Marcelo, vi que Soraia não tinha nada de “madame”.  Ela simplesmente não sabia da situação financeira do marido porque Marcelo escondia dela até o quanto ganhava. Para Soraia, o estilo de vida da família era totalmente compatível com o salário de Marcelo.

Foram várias conversas até convencer Marcelo que ele não deixaria de ser “homem” se Soraia soubesse o quanto ele ganhava de verdade e que todas as semanas o casal se sentasse para analisar uma planilha de gastos. Que Soraia continuaria bela mesmo com uma visita mais espaçada ao cabeleireiro. E que os meninos já não eram tão pequenos assim, então Soraia poderia trabalhar, já que eles moravam no mesmo terreno dos pais de Marcelo e os filhos poderiam ficar com a avó ao voltarem da escola.

Marcelo foi bem resistente, pois além de ter de assumir sua real condição dentro de casa, como nos encontros de família ele poderia dizer que naquele ano eles não passariam férias no Nordeste? Afinal ele era o irmão mais velho então deveria ser o mais bem sucedido. Como encarar que a irmã dois anos mais nova poderia ter um salário maior que o dele? Se fosse um irmão mais novo ainda vai, mas a irmã?

Conversa daqui, conversa dali, Marcelo resolveu abrir o jogo com Soraia. Ela, além de acolher imediatamente o marido, arrumou um emprego em uma movimentada loja menos de um mês depois. Acabei conhecendo Soraia por acaso, já que é uma loja que eventualmente frequento. Ela me contou que estava feliz com o emprego e parecia mesmo. Menos de um ano depois não vi mais Soraia na loja. Pode ter arrumado outro emprego, pensei.

Passados quase dois anos desse caso, há cerca de dois meses meu cliente me chamou novamente para falar sobre Marcelo. Ele fora promovido na empresa – com salário agora um pouco maior do que seis salários-mínimos – e mesmo assim estava mais endividado que nunca. O dono da empresa se recusava a dar mais um empréstimo já que novamente havia sido feita a “jogada da demissão” para o recebimento do FGTS e do auxílio-desemprego e que novamente já havia um empréstimo em dívida. Soraia – que tem o ensino médio e nenhuma capacitação profissional – havia parado de trabalhar porque “o marido considerou que ela ganhava pouco” então era melhor “ficar em casa, pois ele poderia dar conta”. 

A conversa semanal do casal com a planilha de gastos em mãos não durou seis meses. O patrão de Marcelo passou a temer que ele recorresse a um agiota, o que é bem provável que aconteça. Sugeri ao patrão de Marcelo que desta vez não focasse na educação financeira, mas custeasse um psicólogo ou grupo de apoio, pois não há educação financeira que derreta o machismo arraigado. Pode não derreter, mas a economia comportamental precisa aprender a detectar e trazer esse assunto para o debate.

*Karen Gimenez é mestre em Comunicação, jornalista com pós-graduação em Estratégia Empresarial e geógrafa. É professora de pós-graduação da Universidade Paulista, pesquisadora associada do Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão – Escola do Futuro da Universidade de São Paulo; facilitadora convidada do Sebrae-SP e consultora em Comunicação, Gerenciamento de Crises e Programas de Desenvolvimento para empresas e instituições. O conteúdo deste artigo é de cunho pessoal e não representa qualquer posicionamento das instituições para as quais a autora trabalha.

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Pix deixará de ter limite por transação em 2023, anuncia BC https://canalmynews.com.br/economia/pix-deixara-de-ter-limite-por-transacao-em-2023-anuncia-bc/ Thu, 01 Dec 2022 21:12:14 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34758 Aposentadorias e pensões passarão a ser pagos por essa modalidade

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A partir de 2 de janeiro, o Pix não terá mais limite por transação, anunciou hoje (1º) o Banco Central (BC). Os limites de valor serão mantidos apenas por período: diurno (6h às 20h) ou noturno (20h às 6h).

Com a mudança, o cliente poderá transferir todo o limite de um período (diurno ou noturno) em apenas uma transação Pix ou fazê-lo em diversas vezes, ficando a critério do correntista.

O BC também elevou o limite para as retiradas de dinheiro por meio das modalidades Pix Saque e Pix Troco. O valor máximo passou de R$ 500 para R$ 3 mil durante o dia e de R$ 100 para R$ 1 mil no período noturno.

As regras para o cliente personalizar os limites do Pix não mudaram. As instituições financeiras terão de 24 a 48 horas para acatar a ampliação dos limites e deverão aceitar imediatamente os pedidos de redução.

Em nota, o BC informou que a atualização das regras simplificará o Pix, além de aprimorar a experiência dos usuários, “ao efetuar a gestão de limites por meio de aplicativos, mantendo o atual nível de segurança”. Quanto ao Pix Saque e ao Pix Troco, o órgão informou que as mudanças pretendem igualar o Pix ao saque tradicional nos caixas eletrônicos.

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A sugestão para abolir o limite por operação foi feita no Fórum Pix de setembro, grupo de trabalho coordenado pelo órgão e secretariado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que reúne as instituições participantes do Pix. Segundo o grupo, o valor máximo por transação era pouco efetivo porque o usuário pode fazer diversas operações pelo valor do limite desde que respeite a quantia fixada para o período diurno ou noturno.

Aposentadorias e pensões
O BC também alterou a regulamentação para o pagamento de salários e benefícios previdenciários pelo governo. O Tesouro Nacional poderá pagar salários ao funcionalismo, aposentadorias e pensões por meio do Pix. O BC também facilitará o recebimento de recursos por correspondentes bancários pela modalidade.

Outras regulamentações foram atualizadas. Ficará a critério de cada instituição financeira definir os limites para transações em que os usuários finais sejam empresas. A personalização do horário noturno diferenciado passará a ser facultativa. Além disso, as instituições financeiras passarão a considerar os limites da transferência eletrônica disponível (TED) para definir os limites das operações Pix com finalidade de compra. Até agora, os valores máximos eram definidos com base no cartão de débito.

A maioria das regras valerá a partir de 2 de janeiro. No entanto, os ajustes relacionados à gestão dos limites para os clientes por meio do aplicativo ou do canal digital da instituição valem a partir de 3 de julho de 2023.

Desde o lançamento, em novembro de 2020, o Pix tornou-se o meio de pagamento mais usado no Brasil. Com o pagamento da primeira parcela do 13º salário ontem (30), o sistema bateu um novo recorde diário de transações. Segundo o BC, foram realizadas 99,4 milhões operações Pix em apenas um dia.

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Câmara aprova projeto que regulamenta criptomoedas https://canalmynews.com.br/economia/camara-aprova-projeto-que-regulamenta-criptomoedas/ Wed, 30 Nov 2022 17:05:39 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34751 Texto segue para sanção presidencial

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A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (29) o projeto de lei que prevê que a prestação de serviços de ativos virtuais (criptomoedas) seja regulamentada por um órgão do governo federal. O texto segue para sanção presidencial.

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Segundo o texto, serão consideradas prestadoras de serviços de ativos virtuais as pessoas jurídicas que executam serviços como troca, em nome de terceiros, de moedas virtuais por moeda nacional ou estrangeira; troca entre um ou mais ativos virtuais; transferências deles; custódia ou administração, mesmo que de instrumentos de controle; e participação em serviços financeiros e prestação de serviços relacionados à oferta por um emissor ou venda de ativos virtuais.

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Vendas do Tesouro Direto caem 20,1% em outubro https://canalmynews.com.br/economia/vendas-do-tesouro-direto-caem-201-em-outubro/ Thu, 24 Nov 2022 15:28:15 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34717 Apesar de queda, volume foi o segundo maior para o mês

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As vendas de títulos públicos a pessoas físicas pela internet somaram R$ 2,801 bilhões em outubro, divulgou hoje (24) o Tesouro Nacional. O volume representa queda de 20,1% em relação ao registrado no mesmo mês do ano passado (R$ 3,506 bilhões), mas está o segundo melhor nível da história para meses de outubro.

Os títulos mais procurados pelos investidores foram os corrigidos pela Selic (juros básicos da economia), cuja participação nas vendas atingiu 69,3%. Os títulos vinculados à inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) corresponderam a 19,1% do total, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, foram 11,6%.

De março de 2021 até agosto deste ano, o Banco Central (BC) elevou a Selic. A taxa, que estava em 2% ao ano, no menor nível da história, saltou para 13,75% ao ano de lá para cá. Os juros altos continuam atraindo o interesse por papeis vinculados aos juros básicos.

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Pela primeira vez, o estoque total do Tesouro Direto ultrapassou a marca de R$ 100 bilhões. No fim de outubro, o volume de títulos associados ao programa somava R$ 101,23 bilhões, aumento de 1,34% em relação ao mês anterior (R$ 99,89 bilhões) e de 35,84% em relação a outubro do ano passado (R$ 74,52 bilhões). Essa alta ocorreu porque as vendas superaram os resgates em R$ 774,1 milhões no mês passado.

Investidores
Em relação ao número de investidores, 439.537 novos participantes se cadastraram no programa no mês passado. O número total de investidores atingiu 21.600.786. Nos últimos 12 meses, o número de investidores acumula alta de 52,48%. O total de investidores ativos (com operações em aberto) chegou a 2.102.313, aumento de 23,14% em 12 meses.

A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas de até R$ 5 mil, que correspondeu a 83,8% do total de 489.507 operações de vendas ocorridas em outubro. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 62,9%. O valor médio por operação foi de R$ 5.722,17.

Os investidores estão preferindo papéis de curto prazo. As vendas de títulos com prazo entre 1 e 5 anos representaram 82,1% e aquelas com prazo entre 5 e 10 anos, apenas 5,6% do total. Os papéis de mais de dez anos de prazo representaram 12,3% das vendas.

O balanço completo do Tesouro Direto está disponível na página do Tesouro Transparente.

Captação de recursos
O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros.

O aplicador só precisa pagar uma taxa semestral para a B3, a bolsa de valores brasileira, que tem a custódia dos títulos. Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis pré-fixados.

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Investimento de pessoa física em renda variável cresce 35% https://canalmynews.com.br/economia/investimento-de-pessoa-fisica-em-renda-variavel-cresce-35/ Mon, 21 Nov 2022 20:21:43 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34692 Pesquisa da B3 é referente ao terceiro trimestre

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Levantamento da B3, bolsa de valores de São Paulo, mostra que o número de pessoas físicas que investem em renda variável cresceu 35% no terceiro trimestre de 2022 na comparação com igual período do ano passado, passando de 3,3 milhões em 2021 para 4,6 milhões neste ano. Na comparação com o segundo bimestre, houve um aumento de 200 mil investidores.

Renda variável são ativos em que o retorno financeiro não pode ser dimensionado no momento da aplicação. Ela pode variar positivamente ou negativamente, conforme as expectativas do mercado.

O estudo mostra que houve aumento nas negociações e no valor de todas as modalidades de investimento na bolsa. O número de investidores em produtos de renda fixa passou de 9,6 milhões para 12,6 milhões, o que reflete a alta da taxa Selic. O Tesouro Direto, por sua vez, é opção de investimento para cerca de 2,1 milhões de pessoas físicas, com alta de 25% no terceiro trimestre em relação a igual período de 2021.

Em nota, Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3, disse que os números mostram que o brasileiro tem buscado diversificação de investimentos para além da poupança. Segundo ele, isso demonstra o potencial desse segmento e explica “o saldo positivo e crescimento recorrente do número de pessoas físicas nos últimos anos”.

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A B3 fez um estudo complementar para avaliar o comportamento de investidores pessoa física em outubro, mês das eleições. O levantamento mostrou que houve crescimento no número de pessoas físicas, inclusive com aumento no volume negociado e na participação em custódia dos ativos. “O volume médio negociado por dia no mercado à vista de renda variável aumentou 18%, passando de R$ 7,8 bilhões para R$ 9,2 bilhões”, aponta o estudo.

Os dados mostram ainda que, entre as 106 mil pessoas que começaram a investir em renda variável no mês de setembro, 31% fizeram a primeira operação com valor de até R$ 40. Outros 29% fizeram investimentos com valores entre R$ 40 e R$ 200. “Isso reforça que mais brasileiros têm descoberto que é possível começar a investir em renda variável com tíquetes de entrada menores e têm buscado experimentar novas opções”, disse a B3.

As pessoas físicas representam 16% de todo o volume negociado no mercado à vista na bolsa de valores de São Paulo.

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Guido Mantega pede desligamento da equipe de transição https://canalmynews.com.br/economia/guido-mantega-pede-desligamento-da-equipe-de-transicao/ Fri, 18 Nov 2022 15:13:15 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34676 Ex-ministro da Fazenda atuava como voluntário em grupo temático

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O ex-ministro Guido Mantega comunicou, nesta quinta-feira (17), sua renúncia ao trabalho voluntário na equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. O afastamento foi confirmado no fim da tarde. Segundo a assessoria do governo de transição, o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, coordenador-geral dos trabalhos, telefonou para o ex-ministro e “o agradeceu pela colaboração, cooperação e gesto de desprendimento”.

Mantega foi titular dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, durante os governos de Lula e Dilma Rousseff. Ele também ocupou outros cargos importantes, como o de presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O ex-ministro foi anunciado na equipe de transição na semana passada, como voluntário não-remunerado do grupo temático da área de planejamento, orçamento e gestão.

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Mantega responde a procedimento administrativo do Tribunal de Contas da União (TCU) que o proíbe de exercer cargos públicos. A investigação se refere à suposta postergação de pagamento de despesas do governo quando foi ministro, no caso que ficou conhecido como pedaladas fiscais e que foi uma das bases do processo que levou ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.

Até o momento, 285 pessoas foram incorporadas à equipe de transição, a maioria são voluntários não remunerados e servidores públicos requisitados, e 13 nomeados para cargos comissionados previstos na legislação, além do coordenador-geral, o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin. Ao todo, são 31 grupos temáticos.

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Promessa de Lula, correção da tabela do IR é tema de projetos no Senado https://canalmynews.com.br/economia/promessa-de-lula-correcao-da-tabela-do-ir-e-tema-de-projetos-no-senado/ Mon, 07 Nov 2022 15:11:39 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34569 Atualização na faixa de isenção do Imposto de Renda foi uma das propostas apresentadas pela campanha de Lula

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Promessa de campanha do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) é um dos ítens que está em negociação entre a equipe de transição do novo governo e o Congresso. Uma série de projetos sobre o tema tramitam no Senado.

Como a tabela não é atualizada desde 2015, a cada ano mais pessoas precisam pagar Imposto de Renda. Hoje só estão livres do imposto quem recebe até R$ 1.903,98 por mês. Se a tabela não for corrigida, quem recebe 1,5 salário mínimo mensal (R$ 1.947, com base na correção prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – Lei 14.436, de 1922) já deverá pagar o imposto no próximo ano.

Durante a campanha eleitoral, Lula defendeu ampliar a faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

— Em relação ao efeito da defasagem do IR, o que acontece em termos econômicos é que, ao não reajustar a tabela, cria-se uma distorção ao longo do tempo, por conta da inflação. A correção, considerando essa proposta de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês, geraria uma perda de receita para União, estados e municípios — disse a diretora da Instituição Fiscal Independente (IFI) Vilma Pinto à Agência Senado.

A faixa de isenção da tabela e eventuais compensações devem seguir no centro das discussões do Congresso até o final do ano. Desde o último reajuste da tabela, vários senadores apresentaram projetos para evitar a defasagem. Parte deles institui fórmulas para correção anual, independentemente da aprovação de novos projetos no futuro. É o caso do PL 1.198/2022, do senador Rogério Carvalho (PT-SE).

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O texto prevê isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 3,3 mil a partir de 2023. Além disso, determina a correção anual da tabela a partir de 2024, de acordo com a inflação. O indexador usado seria o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado e divulgado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativo ao ano anterior.

Uma proposta anterior, de 2019, apresentada pela bancada do PT acaba com o escalonamento das faixas de incidência da alíquota do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e fixá-la em 27,5% para quem ganha acima de cinco salários mínimos (R$ 6.060 nos valores de hoje).  Assinam o projeto os senadores Humberto Costa (PE), Jean Paul Prates (RN), Jaques Wagner (BA), Paulo Paim (RS), Paulo Rocha (PA) e Rogério Carvalho (SE).

Já o PL 2.337/2021, do Poder Executivo, que altera várias regras do IR, foi aprovado na Câmara mas ainda não foi analisado Senado. A proposta era parte da reforma tributária. Uma das mudanças era a faixa de isenção IR, que passaria de R$ 1.903,98 para R$ 2,5 mil mensais. Segundo levantamento da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), cerca de 13,5 milhões de contribuintes já deixariam pagar o imposto em 2023 se aprovada essa mudança, que considera a inflação de 2018 a 2021.

Outros projetos
Ainda em 2019, o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) apresentou um projeto que divide as faixas de renda em salários mínimos. Pelo PL 2.988/2019, quem recebe até quatro mínimos mensais ficaria isento do imposto a partir do ano seguinte. O texto também prevê o reajuste da tabela de acordo com o IPCA.

Já o senador Angelo Coronel (PSD-BA) é autor do PL 4.452/2021. O projeto determina que, a partir de 2023, sempre que a inflação acumulada superar 10% devem ser corrigidos pelo IPCA não só as faixas de renda, mas também os limites de dedução do imposto.

Com o mesmo objetivo de reajustar os valores, o PLP 125/2019 estabelece que a Lei de Diretrizes Orçamentárias contenha a previsão de atualização da tabela progressiva mensal do Imposto de Renda pela variação acumulada no ano anterior do IPCA. O projeto é do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

Cálculos da Unafisco apotam que, de 1996 a setembro de 2022, a defasagem acumulada da tabela do IR das pessoas físicas chegou a 144%.

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Capacidade de pagamento de famílias e microempresas piorou, diz BC https://canalmynews.com.br/economia/capacidade-de-pagamento-de-familias-e-microempresas-piorou-diz-bc/ Thu, 03 Nov 2022 19:18:57 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34504 Banco Central diz, no entanto, não haver risco para estabilidade finan

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A capacidade de pagamento dos tomadores de crédito piorou, em especial de famílias e microempresas, mesmo diante da recuperação econômica e do aumento do emprego. A avaliação é do Banco Central (BC), em seu Relatório de Estabilidade Financeira referente ao primeiro semestre de 2022, divulgado hoje (3).

No documento, a entidade alerta que o cenário ainda é de renda das famílias “cada vez mais comprometida com dívidas mais onerosas, como cartão de crédito e crédito não consignado”.

“A materialização de risco aumentou em razão de concessões mais arriscadas em trimestres anteriores. Nas microempresas, os ativos problemáticos aumentaram, a despeito do forte crescimento da carteira [de concessões de crédito]. Em relação às famílias, a materialização de risco cresceu de forma relevante em 2022 no crédito não consignado, no cartão de crédito e no financiamento de veículos”, diz a publicação.

Segundo o BC, a estimativa da qualidade das contratações para as microempresas ao longo do primeiro semestre ficou em nível inferior à dos períodos anteriores. Para as pessoas físicas, o crédito não consignado continua crescendo mais em operações de maior risco, sem garantia ou com garantia pessoal. No que tange a veículos, ainda predomina o financiamento de usados, com prazos mais longos.

“Nesse sentido, cresce a preocupação com o efeito de eventual frustração da atividade econômica sobre a materialização do risco de crédito. Diante de tal quadro, o Comef [Comitê de Estabilidade Financeira] reiteradamente tem avaliado ser importante as instituições financeiras continuarem preservando a qualidade das concessões”, diz.

Mesmo diante desse cenário, as análises do BC indicam que não há risco relevante para a estabilidade financeira e que as perdas estão sendo controladas. “Em linha com o contexto, as provisões [reserva monetária sobre riscos de crédito] aumentaram, e seu nível continua acima das perdas esperadas. A maior constituição de provisões manteve o grau de provisionamento em nível confortável para suportar as perdas esperadas com crédito”, explicou.

Rentabilidade
Apesar das maiores despesas com provisões, a rentabilidade do sistema bancário manteve-se estável no último semestre. O lucro líquido do sistema foi de R$ 138 bilhões no período de doze meses até junho de 2022, 5% superior ao registrado em 2021 e 20% acima do observado nos doze meses até junho de 2021.

“Em linha com as altas da Selic [taxa básica de juros], o aumento da margem de tesouraria tem compensado a redução da margem de crédito. Por um lado, a elevação da Selic aumentou o custo de captação, reduzindo a margem de crédito; por outro, elevou a margem com tesouraria. Na parcela dos resultados não dependente dos juros, as rendas de serviço cresceram em ritmo mais lento no primeiro semestre de 2022, mas os bancos têm conseguido manter os custos sob controle mesmo em um contexto de inflação elevada”, diz o relatório.

Segundo o documento, a rentabilidade do sistema deve se manter resiliente, mas o cenário econômico marcado por condições financeiras restritivas e inflação elevada, exige atenção por parte das instituições.

O BC reforçou ainda que o sistema bancário permanece com liquidez confortável para manter a estabilidade financeira e o regular funcionamento do sistema, com capacidade para absorver potenciais perdas em cenários estressados e cumprir a regulamentação.

“A base de capital é sólida. A capitalização permanece confortavelmente acima dos mínimos regulamentares. A margem de capital regulatório permite expandir a oferta de crédito de forma sustentável”, completou o BC.

O crédito bancário para pessoas físicas manteve o alto ritmo de crescimento, sobretudo no crédito não consignado e no cartão de crédito. Segundo o BC, o crédito às micro, pequenas e médias empresas também seguiu crescendo forte, em especial para financiar capital de giro nas microempresas e investimento nas companhias de médio porte.

Já as empresas de maior porte continuaram acessando principalmente o mercado de capitais, mas voltaram a incrementar operações com o sistema bancário. “Tal crescimento está condizente com o ritmo de crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] nominal”, diz o BC.

Testes de estresse
Os resultados de diversas análises de risco e dos testes de estresse seguem demonstrando a resiliência da base de capital e do sistema bancário no primeiro semestre do ano.

No teste de estresse, o BC simula o quanto uma situação de severa inadimplência e de corrida aos bancos impacta o cumprimento dos limites regulatórios mínimos pelas instituições financeiras e quanto a autoridade monetária precisaria aportar ao sistema financeiro.

Entre esses limites está a manutenção de uma reserva em caixa para garantir que os bancos paguem todos os clientes que forem sacar dinheiro em momentos de crise. São testados também os riscos de crédito, juros, câmbio e desvalorização de imóveis.

O BC considerou dois cenários: o primeiro de queda na atividade econômica e no consumo das famílias, aumento do desemprego, queda da inflação e das taxas de juros; e o segundo, de um aumento de incerteza na economia, com deterioração fiscal, alta do câmbio, elevação da taxa de juros e pressão da inflação.

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“Mesmo em simulações com cenários macroeconômicos mais adversos, não haveria ocorrência de desenquadramentos relevantes. Testes realizados pelas maiores instituições financeiras corroboram a resiliência. As análises de sensibilidade também indicam boa resistência aos fatores de risco, simulados isoladamente”, diz o relatório. “O teste de estresse de liquidez indica quantidade confortável de ativos líquidos em caso de saídas de caixa em condições adversas ou choque nos parâmetros de mercado”, completa.

Riscos climáticos
Neste relatório, o BC avaliou ainda os riscos da carteira de crédito de setores que estão mais expostos a possíveis mudanças regulatórias, tecnológicas ou de comportamento em um processo de transição para uma economia de baixo carbono.

Em relação ao risco climático, 8% da carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional estão sensíveis ao risco dessa transição. De acordo com o relatório, esse percentual tem variado pouco ao longo do tempo e concentra-se em instituições financeiras de menor porte. Os segmentos Gado de Corte, Transporte de Cargas e Soja respondem por mais de 70% da exposição ao risco de transição.

“Simulação indica que aumentaria a parcela do crédito localizada em municípios com maior risco de estiagem. Atualmente, 16% do estoque de crédito está com tomadores que fazem uso intensivo de água, localizados em municípios com risco de seca médio ou alto. Esse percentual aumenta para 19%, considerando o cenário de secas projetado para 2030 e 2050”, explicou o BC.

A região Sudeste, que concentra cerca de metade do PIB brasileiro, estaria mais exposta ao risco de seca, tanto pelo grande volume de crédito quanto pelo número de municípios vulneráveis à seca extrema nos horizontes projetados. Crédito rural para pessoas físicas e crédito ao setor de energia concentram quase metade das exposições consideradas de risco médio e alto.

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Distribuidoras de combustíveis alertam para risco de desabastecimento https://canalmynews.com.br/economia/distribuidoras-de-combustiveis-alertam-para-risco-de-desabastecimento/ Thu, 03 Nov 2022 13:40:15 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34487 Brasilcom recomenda desbloqueio de estradas

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A Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Biocombustíveis e Gás Natural (Brasilcom) recomendou nesta quarta-feira (2) o desbloqueio de rodovias no país, sob o risco de desabastecimento de combustíveis. O alerta é emitido após protestos contra o resultado das eleições para a Presidência da República.

“A Brasilcom recomenda ações coordenadas das autoridades responsáveis, para o urgente desbloqueio das estradas e, onde necessário, proteger e acompanhar o deslocamento do transporte de combustíveis, visando assegurar o abastecimento de postos revendedores, supermercados e de hospitais, principais prejudicados pelas interrupções de fornecimento”, disse a federação, em nota.

Em tempo real
Segundo a federação, as distribuidoras têm repassado informações em tempo real sobre os bloqueios para as autoridades. De acordo com último levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), há 16 estados com rodovias interditadas no início da noite desta quarta-feira.

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Na comparação com o período da manhã, houve piora em Goiás, que passou de duas para três interdições; Amazonas e Espírito Santo, que tinham três pontos, agora têm quatro; Maranhão, que apresentava um ponto com fluxo parcialmente impedido, agora tem bloqueio total da via; Mato Grosso (31 pontos de interdição. Antes, eram 30); Rondônia (tinha 11 interdições e agora tem 12); e Rio Grande do Sul, que registra três pontos com bloqueio total da pista, além de uma interdição.

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Poupança deixa de perder para inflação após dois anos https://canalmynews.com.br/economia/poupanca-deixa-de-perder-para-inflacao-apos-dois-anos/ Wed, 12 Oct 2022 18:45:01 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34217 Aplicação rendeu 7,27% em 12 meses, contra IPCA de 7,17%

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O recuo da inflação em setembro trouxe uma surpresa para os investidores da aplicação financeira mais tradicional do país. Pela primeira vez em dois anos, a caderneta de poupança deixou de perder da inflação.

Em setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou negativo em 0,29%, conforme divulgou ontem (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, a inflação oficial acumula 7,17%.

De acordo com a Calculadora do Cidadão, disponível na página do Banco Central (BC) na internet , uma aplicação na caderneta de poupança rendeu 7,27% em 12 meses. O valor considera uma aplicação feita em 11 de outubro do ano passado e que não foi mexida até ontem.

A última vez em que a poupança tinha superado a inflação ocorreu em agosto de 2020, quando a caderneta havia rendido 0,45% acima do IPCA em 12 meses. Desde então, a combinação entre inflação alta e juros baixos corroeu o rendimento da aplicação mais popular no país. O pior momento ocorreu em outubro de 2021, quando o aplicador perdeu 7,59% contra a inflação no acumulado de 12 meses.

De março de 2021 a agosto deste ano, o BC elevou a taxa Selic (juros básicos da economia) de 2% para 13,75% ao ano. O IPCA, que até julho deste ano superava os dois dígitos no acumulado em 12 meses, recuou após três deflações consecutivas provocadas principalmente pelo corte de impostos em combustíveis, energia, telecomunicações e transporte coletivo. Esses dois fatores aos poucos reverteram a perda da poupança para a inflação.

Perspectivas

Atualmente, a poupança rende 6,17% ao ano mais a Taxa Referencial (TR). Essa regra vale quando a taxa Selic está acima de 8,5% ao ano, o que ocorre desde dezembro do ano passado. Quando os juros básicos estão abaixo desse nível, a poupança rende 70% da Selic.

Nos próximos meses, a poupança continuará a ganhar da inflação. Na última edição do boletim Focus, pesquisa semanal com investidores divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado previam que o IPCA deve fechar 2022 em 5,71%. Como o boletim Focus também prevê que a Selic encerrará 2022 em 13,75% ao ano, a caderneta continuará rendendo em torno de 7,5% no acumulado de 12 meses.

A melhoria do rendimento deve ajudar a conter a fuga recorde de recursos da poupança observada este ano. De janeiro a setembro, os brasileiros sacaram da aplicação financeira R$ 91,07 bilhões a mais do que depositaram. Somente no mês passado, a retirada líquida (diferença entre depósitos e saques) chegou a R$ 5,9 bilhões.

Edição: Fábio Massalli

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Portaria autoriza consignado para beneficiário do Auxílio Brasil https://canalmynews.com.br/economia/portaria-autoriza-consignado-para-beneficiario-do-auxilio-brasil/ Tue, 27 Sep 2022 15:16:40 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33942 Limite máximo de juros cobrado será de 3,5% ao mês

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Beneficiários do Auxílio Brasil já podem contratar, pagando juros de no máximo 3,5% ao mês, empréstimos consignados, dando como garantia o que receberão por meio do programa Auxílio Brasil. A contratação do crédito está prevista na Portaria nº 816 publicada no Diário Oficial da União de hoje (27) pelo Ministério da Cidadania.

“A portaria estabelece o limite de juros de 3,5% ao mês. Esse teto pode ser ainda menor, dependendo da negociação da instituição financeira com o tomador do empréstimo”, informou, em nota, o ministério.

Conforme prevê a Lei 14.431, de 3 de agosto, o valor do consignado está limitado a 40% do repasse permanente de R$ 400 do Auxílio Brasil. “Dessa forma, o beneficiário poderá descontar até R$ 160 mensais, em um prazo máximo de 24 meses”, acrescenta.

Segundo a pasta, o objetivo do empréstimo consignado “é permitir que famílias do Auxílio Brasil, hoje sem acesso a crédito – muitas delas endividadas e pagando juros altos –, possam reorganizar-se financeiramente, empreender e buscar autonomia”.

Nesse sentido, o ministério oferece, também, “ações de educação financeira”. “Ao contratar o produto, os beneficiários terão de responder a um questionário que medirá os conhecimentos sobre o tema e a capacidade de administrar o empréstimo”, detalha.

Riscos

Após a sanção da lei que libera o crédito consignado, o economista e professor de Mercado Financeiro da Universidade de Brasília César Bergo alertou para alguns riscos que a contratação de empréstimos consignados podem representar para o público de renda mais baixa.

Segundo ele, as pessoas precisam, antes de tudo, ficar atentas ao assédio das instituições financeiras para não cair em golpes. Nesse sentido, acrescentou o professor, é importante que os beneficiários tenham noções sobre educação financeira, de forma a “agir de maneira racional e não emocional” na hora de contrair esse tipo de empréstimo.

“Muitas vezes, elas não têm noção do que é juros, do que é empréstimo”, explicou. “De repente ela assume uma dívida, e o que ela recebe para poder se manter, que já é pouco, fica ainda menor. Porque o objetivo maior dessa ajuda é [beneficiar as] pessoas que, muitas vezes, estão totalmente fora do mercado de trabalho e não têm outra renda”, argumentou.

Edição: Denise Griesinger

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Separar pessoa física de pessoa jurídica é possível? https://canalmynews.com.br/economia/separar-pessoa-fisica-de-juridica/ Sat, 10 Sep 2022 23:16:27 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33615 No país que é o 7º do mundo em empreendedorismo e 49,6% empreende por necessidade (pesquisa GEM), como não misturar o dinheiro da empresa com o dinheiro da família?

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A Pesquisa GEM de 2022 realizada pelo SEBRAE, mostrou que no ano passado (2021), 14 milhões de adultos no Brasil estão empreendendo. Se você já esteve na cidade de São Paulo, imagine que a cidade toda é composta por adultos e todos são empreendedores. Era mais ou menos este o número de empreendedores no Brasil em 2021.

Mas será que todos estes empreendedores faturam milhões e estão vivendo bem? Ou será que eles passam por dificuldades que são tão comuns que ninguém nem comenta?

Grande parte dos empreendedores começa um negócio por necessidade: 48,9% começam um negócio porque não encontrou mais emprego CLT, porque precisa complementar a renda da família ou algo assim.

 

Por que é tão difícil separar o dinheiro da empresa?

Quando se começa um negócio porque é a única forma de ganhar dinheiro para sobreviver, na maioria das vezes, a pessoa não tem experiência com gestão, finanças ou contabilidade.

A pessoa abre um MEI (micro empreendedor individual) e começa a vender algum produto ou prestar algum serviço. Precifica na média da concorrência e vai colocando o pouco dinheiro que tem para manter o negócio funcionando. O dinheiro que entra das vendas vai para sustentar a família, a casa e repor o estoque ou pagar as contas da empresa.

Esta é a realidade de grande parte dos empreendedores: 57% ganha até três salários mínimos. Apesar de parecer ser um salário maior do que boa parte da população recebe, o dinheiro vai para a manutenção da casa e da família.

É aí que as contas começam a se embolar: o que entra na empresa deveria ficar na empresa para operacionalizar ou reinvestir e o salário deveria ser planejado e certo todo mês.

Na realidade, o que acontece é que o dinheiro entra e já sai para pagar alguma conta da casa, fazer alguma compra e a empresa fica sem nada, apesar de ter recebido.

 

E dá para resolver isso?

Sim, dá para resolver isso. Mas vai levar um tempo.

É normal você abrir uma empresa por necessidade, o dinheiro começa a entrar e você vai fazer o quê? Vai resolver suas necessidades. Vai pagar o que está atrasado, vai comprar o que precisa pra sua família. Isso é normal.

Agora, o mais importante é você saber que você precisa controlar as finanças do seu negócio. Mesmo que seja pequeno, assim que você pagar suas contas, separe e planeje o desenvolvimento do seu negócio.

A primeira conta que você vai fazer é: quanto dinheiro minha empresa precisa para continuar funcionando? Some tudo: aluguel, água, luz, internet, matéria-prima, funcionário, embalagem (ou uniforme), impostos, seu pró-labore (salário), some tudinho. Este número é a sua despesa operacional. Ou seja, é isso que sua empresa precisa para funcionar todo mês.

Você já sabe que precisa chegar pelo menos nesse número que você calculou. Chegando acima desse número você tem lucro.

O lucro pode ficar todo na empresa para você investir em novos materiais, novos insumos, uma localização melhor, etc… ou você pode pegar uma parte para você também (dividendos).

Sua empresa está tendo lucro?

Se você quer realmente que sua empresa dê certo, você vai precisar se dedicar a ela e estar sempre ajustando as coisas para ter resultados melhores. Depois de saber qual a despesa operacional, você vai conferir os preços todos que você pratica.

Muita empresa erra na precificação e só percebe quando olha pro caixa e vê que não tem dinheiro. Se suas vendas estão boas e os preços estão certos, o caixa tem que ter dinheiro. Se suas vendas estão boas e não tem dinheiro no caixa, tem alguma coisa errada.

Uma das coisas erradas pode ser o preço. Esquece a história de que é só multiplicar por 3 o seu custo e esse será o preço. Isso é puro chute e pode  causar muito prejuízo para você.

Analise suas despesas operacionais que já falamos lá em cima, analise sua capacidade de produção, estude a concorrência e aí você vai pensar no seu preço.

Corrigir o preço é um dos passos na construção do lucro e do crescimento da sua empresa. O que não pode faltar nunca é você ter controle das finanças. Mesmo se você ainda estiver na fase de pegar o dinheiro da empresa para pagar as contas da casa, saiba quanto está saindo da empresa e indo para as contas pessoais.

Quanto mais você souber sobre as finanças do seu negócio, mais ele vai se desenvolver. Não é fácil mas é possível. Exige dedicação e foco, mas é possível. Conte com a gente para te ajudar nessa caminhada.

Quer saber como ter um negócio cada vez melhor?

Além de acompanhar sempre as finanças do seu negócio, você também precisa cuidar do branding para tudo caminhar alinhado.

Comenta aqui embaixo qual sua maior dúvida para fazer seu negócio melhorar que voltamos com novos artigos aqui para te ajudar.

*Fundador da Simbios Negócios

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Mercado financeiro reduz projeção da inflação de 7,30% para 7,15% https://canalmynews.com.br/economia/mercado-financeiro-reduz-projecao-da-inflacao-de-730-para-715/ Mon, 01 Aug 2022 13:44:50 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32369 É a 5ª redução consecutiva da projeção

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A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, caiu de 7,30% para 7,15% neste ano. É a 5ª redução consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus de hoje (1º), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a expectativa de instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2023, a estimativa de inflação ficou em 5,33%. Para 2024 e 2025, as previsões são de 3,3% e 3%, respectivamente.

A previsão para 2022 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,5% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

Em junho, a inflação subiu 0,67%, após a variação de 0,47% registrada em maio. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 5,49%, no ano, e 11,89%, em 12 meses.

Os dados de julho devem ser divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no próximo dia 9, mas o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, registrou inflação de 0,13% no mês passado, menor que a de junho (0,69%).

Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para a próxima reunião do órgão, que acontece amanhã (2) e quarta-feira (3), o Copom já sinalizou que pode elevar a Selic em mais 0,5 ponto percentual.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic suba, neste mês, para 13,75% ao ano, em linha com a sinalização do BC, e encerre o ano nesse patamar. Para o fim de 2023, a estimativa é de que a taxa básica caia para 11% ao ano. E para 2024 e 2025, a previsão é de Selic em 8% ao ano e 7,5% ao ano, respectivamente.

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Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Além da taxa Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio
As instituições financeiras consultadas pelo BC elevaram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 1,93% para 1,97%. Para 2023, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 0,4%. Em 2024 e 2025, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,7% e 2%, respectivamente.

A expectativa para a cotação do dólar manteve-se em R$ 5,20 para o final deste ano. Para o fim de 2023, a previsão é de que a moeda americana também fique nesse mesmo patamar.

Veja mais sobre a inflação no MyNews:

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Projetos evitam que quem ganha menos passe a pagar IR por defasagem da tabela https://canalmynews.com.br/economia/projetos-evitam-que-quem-ganha-menos-passe-a-pagar-ir-por-defasagem-da-tabela/ Thu, 21 Jul 2022 15:41:23 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=31930 Tabela do Imposto de Renda não é corrigida desde 2015

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A defasagem na tabela do imposto de renda, sem correção desde 2015, pode fazer com que quem ganha um salário mínimo e meio tenha Imposto de Renda retido na fonte em 2023. Caso se confirme o mínimo de R$ 1.294, previsto no Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 5/2022) para 2023, um salário e meio equivalerá a R$ 1.941, valor acima dos R$ 1.903 mensais que geram desconto do IR na fonte. Para evitar essa situação, o Senado analisa projetos de lei que corrigem a tabela do imposto.

Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional), somente entre de janeiro de 2019 e junho de 2022, a defasagem da tabela do Imposto de Renda somou 26,57%. De 1996 a junho de 2022, o acúmulo é de 147,37%. Para o sindicato, a falta de correção da tabela atinge especialmente os mais pobres, que já perderam poder de compra com a inflação no período e ainda passariam a ser tributados com o IR.

O consultor legislativo Claudio Borges lembra que quem ganha acima  R$ 1.903,98 mensais (R$ 22.847,76 por ano) tem imposto retido na fonte. O pagamento do IR, no entanto, só é devido para quem recebe mais que R$ 28.559,70 anualmente (2.379,97 mensais). Por isso, quem está entre essas duas faixas de renda pode receber de volta o que foi retido, mas só se fizer a declaração de ajuste anual do Imposto de Renda.

— Na verdade a declaração é obrigatória para quem ganha a partir de R$ 28.559,70, mas quem recebe menos que isso anualmente e teve imposto retido na fonte pode fazer a declaração e receber de volta esses valores. Caso a pessoa não faça a declaração, não receberá de volta o imposto retido na fonte.

Projetos
Desde o último reajuste da tabela, vários senadores apresentaram projetos para evitar o acúmulo da defasagem. Alguns já foram arquivados. A maior parte dos textos busca não só garantir a revisão da tabela, mas também instituir uma fórmula para correção anual, independentemente da aprovação de novos projetos no futuro. O mais recente é o PL 1.198/2022, do senador Rogério Carvalho (PT-SE).

O texto prevê isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 3,3 mil a partir de 2023. Além disso, determina a correção anual da tabela a partir de 2024, de acordo com a inflação. O indexador usado seria o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado e divulgado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativo ao ano anterior.

O projeto também eleva o imposto nas faixas mais altas de renda. Hoje, o maior percentual é de R$ 27,5%. Pelo projeto, o máximo seria de 40%, para quem ganha acima de R$ 50 mil mensais. “De acordo com a Constituição Federal (art. 153, § 2º, I), o Imposto sobre a Renda deve ser informado pelo critério da progressividade, de modo que quem pode mais paga mais”, diz o autor.

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Omissão

A correção da tabela também está prevista em dois outros projetos de 2021. Um deles é o PL 999/2021, que isenta quem ganha até R$ 4.135,00 e prevê reajustes anuais da tabela, também com base no IPCA. O autor, Fabiano Contarato (PT-ES), acusa o governo de omissão na atualização das faixas de cobrança.

“A omissão na atualização da tabela do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (IRPF) viola a justiça fiscal e ocasionou a tributação de pessoas que deveriam estar isentas. Com o descompasso ocasionado pela falta de correção da tabela, os contribuintes sem capacidade contributiva passaram a pagar imposto, comprometendo sua disponibilidade para custear as despesas básicas e necessárias”, argumenta o senador.

Já o PL 2.337/2021, do Poder Executivo, que altera várias regras do IR, foi aprovado na Câmara mas ainda não foi analisado Senado. A proposta fazia parte da reforma tributária. Uma das mudanças era a faixa de isenção IR, que passaria de R$ 1.903,98 para R$ 2,5 mil mensais. Mas o texto tinha pontos polêmicos, como a tributação de lucros e dividendos distribuídos por empresas a pessoas físicas ou jurídicas.

Para resolver o impasse, o senador Angelo Coronel (PSD-BA) apresentou o PL 4.452/202, que incluiu apenas a parte relativa ao reajuste da tabela. O projeto de Coronel também determina que, a partir de 2023, sempre que a inflação acumulada superar 10% devem ser corrigidos pelo IPCA não só as faixas de renda, mas também os limites de dedução do imposto.

Mínimo
Com o mesmo objetivo de reajustar os valores, o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) apresentou em 2019 projeto que divide as faixas de renda em salários mínimos. Pelo PL 2.988/2019, quem recebe até quatro mínimos mensais ficaria isento do imposto a partir do ano seguinte. O texto também prevê o reajuste da tabela de acordo com o IPCA.

Do mesmo ano, o PLP 125∕2019 estabelece que a Lei de Diretrizes Orçamentárias contenha a previsão de atualização da tabela progressiva mensal do Imposto de Renda pela variação acumulada no ano anterior do IPCA. O projeto é do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

Também em 2019 foram apresentados o PL 604/2019, do senador Humberto Costa (PT-PE), que estabelece isenção do imposto a quem tem rendimentos de até R$ 4.990 mensais, e o PL 1952/2019, do senador Eduardo Braga (MDB-AM) que prevê a mesma faixa de isenção e cria uma alíquota única de 27,5% acima desse valor.

De 2018, há o  PLS 46/2018, do senador Lasier Martins (Podemos-RS) e o PLS 99/2018, do senador Paulo Paim (PT-RS). Ambos determinam a correção na tabela para o próximo ano e também formas de reajuste para os anos seguintes.

Veja mais sobre o Imposto de Renda no MyNews Investe:

 

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Como ter segurança financeira para tratamento de doenças graves https://canalmynews.com.br/mynews-previdencia/cancer-de-mama/ Sun, 17 Jul 2022 05:20:04 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=31640 Mais de 70% de mulheres com câncer de mama são abandonadas por seus parceiros. Especialistas mostram como se proteger financeiramente para casos de doenças graves.

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Muitas as mulheres desconhecem o poder de uma apólice de seguro de vida para protege-las financeiramente. O seguro é um instrumento de gestão financeira pessoal. A apólice pode financiar, por exemplo, os custos de tratamento em casos de diagnósticos de doenças graves. O que ocorre é que as diversas funções de seguro de vida não são amplamente conhecidas.

Pesquisas mostram que quando o assunto é finanças, as mulheres costumam estar em zona de perigo. Mesmo mulheres bem-sucedidas podem chegar à maturidade com insegurança financeira. Não por acaso, programas de educação financeira para mulheres se espalham por muitos países.

Lila Lacerda, head de marcas da Akzos, uma insurtech,  diz que mulheres em geral ficam numa situação financeira vulnerável quando são diagnosticadas com câncer de mama.

“75% são abandonadas por seus parceiros”, acrescenta Fernanda Swanczyn. Fernanda trabalha com planejamento financeiro para mulheres liderando a corretora que leva seu nome. “Ela perde o companheiro que também é, em muitos casos, o provedor financeiro”, alerta Lila. “Ou ela é quem é a provedora da família”, acrescenta.  Daí a importância de se estar protegida financeiramente.

“Você pode não ter dependentes, mas se lhe acontecer algo de quem você depende?”, diz Fernanda. Para ela, toda mulher deveria fazer esta pergunta. A resposta serve de guia para uma estratégia financeira.

Rogério Araújo, CEO da TGL Consultoria Financeira, diz que o seguro de vida sempre foi visto como produto que será acionado em caso de morte. Mas as apólices E chama atenção que há homens que podem ser dependentes financeiros de suas mulheres. O desenho da família tradicional ainda é maioria, mas já são muitas as exceções. Portanto, o seguro de vida tem que ser visto como um instrumento de gestão financeira da família. Uma apólice bem feita poderá baratear o custo de plano de saúde para todos.

No vídeo abaixo a íntegra do programa MyNews Vida e Previdência em que o tema foi discutido.

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Mara Luquet e Eliana Cardoso presenteiam os membros parceiros do MyNews com novo livro https://canalmynews.com.br/mais/mara-luquet-e-eliana-cardoso-presenteiam-os-membros-parceiros-do-mynews-com-novo-livro/ Sat, 16 Oct 2021 19:38:58 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mara-luquet-e-eliana-cardoso-presenteiam-os-membros-parceiros-do-mynews-com-novo-livro/ Torne-se membro parceiro até 1 de novembro e garanta o seu

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A educação financeira é o tema do novo livro “Finanças com a formiga Emília”, escrito por Mara Luquet e Eliana Cardoso. A obra, que será lançada em novembro, vai ser oferecida pelo canal MyNews, de forma exclusiva aos membros parceiros do canal. O presente é garantido tanto para quem já assina, quanto para quem se tornar membro parceiro até o dia 1 de novembro. 

Se você já é membro parceiro acesse este link (acessível somente para parceiros) e preencha o formulário para receber o seu livro autografado. Se é membro apoiador, faça o upgrade hoje mesmo. Se ainda não é membro do canal clique aqui e conheça todas as vantagens e benefícios. O livro autografado será enviado a partir de novembro, somente para território nacional. 

A educação financeira é o tema do novo livro “Finanças com a formiga Emília”./ Reprodução canal MyNews

Finanças com a formiga Emília

O livro tem inspiração na fábula da cigarra e da formiga, mas com uma releitura moderna e atualizada para os tempos em que vivemos. A cigarra canta e ganha dinheiro com o talento, a formiga orienta a amiga e a ensina a administrar seus recursos. O livro, que já havia sido lançado em uma edição anterior, foi totalmente readaptado para o momento atual e será lançado simultaneamente no Brasil e em Portugal pela editora Almedina

A divertida história da Formiga Emília, a Cigarra Nara e Dona Binha, a galinha, fala de globalização, crise econômica e formas de investimento de forma simples e atraente. Uma obra lúdica que demonstra aos pequenos leitores a importância de planejar as finanças desde cedo. 

Ilan Goldfajn, ex-presidente do Banco Central e presidente do conselho do Credit Suisse, foi convidado para escrever a quarta capa do livro. Ele cita o fato de já ter sido uma espécie de elefante-guardião da vida real. Abaixo o texto de Goldfajn que apresenta a obra aos leitores: 

“Finanças com a formiga Emília” é uma delícia de livro escrito por duas craques, Eliana Cardoso e Mara Luquet. O livro conta a vida dos simpáticos bichos para nos ensinar lições importantíssimas: o dinheiro vem do trabalho, precisa ser investido e diversificado para proporcionar tudo que queremos do futuro, inclusive uma aposentadoria rica e tranquila. Eu já fui elefante-guardião, digo, presidente do Banco Central, e sei da importância crucial da educação financeira, que é a forma dos bichos (e pessoas!) conseguirem responsavelmente o que querem na vida sem se frustrarem e enfrentarem uma crise econômica.

Parceiras literárias 

Finanças com a formiga Emília não é a única obra lançada por Mara Luquet e Eliana Cardoso. O inimigo Invisível é outro livro escrito a quatro mãos pelas autoras. A obra conta a história da vida de três amigos durante a pandemia do novo coronavírus e como eles enfrentam o inimigo invisível e ainda pouco conhecido no planeta. 

Mais sobre Mara Luquet 

A jornalista carioca Mara Luquet é formada pela Universidade Gama Filho. Com experiência em jornal impresso, rádio e televisão, é atualmente CEO do MyNews, canal de jornalismo independente na internet. 

Mara foi colunista do jornal Valor Econômico, da rádio CBN e da TV Cultura e editora da revista ValorInveste. Atuou como editora de Investimentos e de Carreira no Valor Econômico, do caderno FolhaInvest, da Folha de S. Paulo e da revista Veja. Foi repórter da Gazeta Mercantil e da revista Exame. É autora dos guias Valor Econômico de Finanças Pessoais, de Planejamento da Aposentadoria e de Mercado de Ações, além de livros como Tristezas não pagam dívidas, Você tem mais dinheiro imagina, Muito além do voo, Infidelidades Financeiras, entre outros. 

Amante da literatura desde cedo, muitas de suas obras estão ligadas às finanças pessoais. A paixão de Mara por livros é tão grande que ela criou uma editora, a Letras e Lucros. 

Mais sobre Eliana Cardoso

Eliana Cardoso é economista formada pela PUC-RJ. Nascida em Belo Horizonte, é PhD em economia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). Trabalhou no Departamento de Pesquisa do Fundo Monetário Internacional. Também teve importante atuação no Banco Mundial, como economista chefe para a Ásia do Sul, economista chefe na China e gerente setorial para a América Latina.

Na carreira acadêmica, foi catedrática da Tufts University e professora visitante do MIT e das universidades de Yale e Georgetown, além de professora titular da Fundação Getúlio Vargas. 

Autora de diversos livros sobre economia, estreou na ficção em 2014 com a novela Bonecas Russas. Em 2016 publicou Nuvem Negra. Sopro na Aragem, 2017, é uma coletânea de ensaios. Venceu a 3ª edição do Prêmio Kindle de Literatura com Dama de paus.

Mara Luquet e Eliana Cardoso presenteiam os membros parceiros do MyNews com novo livro. / Reprodução canal MyNews

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Mara Luquet ministra curso sobre Literatura e Finanças no MyNews https://canalmynews.com.br/mais/mara-luquet-ministrara-curso-literatura-financas-mynews/ Mon, 27 Sep 2021 19:06:47 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mara-luquet-ministrara-curso-literatura-financas-mynews/ O curso Literatura e Finanças é aberto e gratuito e será transmitido no Canal MyNews. Vagas são limitadas

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O Curso Literatura e Finanças promovido pelo MyNews é apresentado pela jornalista Mara Luquet e conta com 4 módulos. A ideia é aprender a cuidar melhor das finanças pessoais, tendo como base grandes obras literárias, como Machado de Assis e Lima Barreto.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas através deste formulário. O link para a sala virtual onde o curso será realizado será enviado por e-mail para os inscritos.

Para participar, basta ser inscrito no canal MyNews no YouTube. Porém, somente os membros do canal poderão rever as aulas, que ficarão salvas na playlist para membros.

Clique aqui e conheça todas as vantagens de ser membro do MyNews.

Saiba mais sobre o curso Literatura e Finanças

As aulas acontecem semanalmente, sempre às 19h30, depois do Jornal do MyNews.

O primeiro módulo foi em 21 de setembro, com o livro Servidão Humana, de Somerset Maugham. O foco são os desafios diários de como lidar com o dinheiro.

No dia 28 de setembro, Lima Barreto é o autor escolhido por Mara Luquet e a obra é o livro O tal negócio de prestações. Nesta aula, as armadilhas do orçamento serão pauta.

Para o terceiro módulo, Machado de Assis será representado pelo livro O Empréstimo. Esta aula acontece no dia 5 de outubro, terça-feira. O que um dos maiores escritores brasileiros tem a ensinar sobre investimentos? Você vai saber neste módulo.

Na quarta e última aula, o livro é A Trégua, de Mario Benedetti. No dia 14 de outubro, quinta-feira, Mara Luquet irá abordar os planos de aposentadoria.

Membros do canal não precisam preencher o formulário, o link estará disponível na área VIP do site.

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Gestão de ativos: como reduzir o risco de erro humano na hora de investir https://canalmynews.com.br/mynews-investe/gestao-reduzir-risco-de-erro-humano-na-hora-de-investir/ Mon, 02 Aug 2021 13:06:40 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/gestao-reduzir-risco-de-erro-humano-na-hora-de-investir/ Implementando uma estratégia sistemática na gestão de recursos é possível gerar retornos consistentes de longo prazo trazendo diversificação ao portfólio

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O fator humano tem uma grande importância na gestão de ativos e, em meados dos anos 80, surgiram estudos para quantificar essa influência e tentar dirimi-la. Nascia o ramo de finanças comportamentais.

Uma forma encontrada pelos gestores para eliminar a influência emocional, comportamental e vieses foi sistematizar as decisões implementadas nos portfólios. O aumento do poder computacional e da capacidade de gerir e manter sólidas bases de dados fizeram com que a indústria de fundos sistemáticos ou quantitativos tivesse um boom a partir dos anos 2000.

O ramo 'finança comportamental' nasceu para eliminar as influências emocionais sobre os investimentos.
O ramo ‘finança comportamental’ nasceu para eliminar as influências emocionais sobre os investimentos. Foto: Reprodução (PxHere com modificações)

Uma estratégia sistemática, através da fria análise de dados e modelos, procura eliminar todo o viés humano na tomada de decisão, para o bem ou para o mal. Ao aderir cegamente a um algoritmo, o gestor se beneficia de toda sua frieza na tomada de decisão, mas pode estar, também, restringindo-se à miopia de sua modelagem. Esse trade-off sempre existirá.

Uma modelagem robusta, suportada por um back teste com prazo suficiente para demonstrar seu desempenho diante de diversos contextos de mercado com rallies, crashes, momentos de alta e baixa, períodos sem tendência clara, são fundamentais para a implementação de uma estratégia sistemática.

Nos Estados Unidos, os fundos sistemáticos ou quantitativos já são amplamente conhecidos e boa parte dos hedge funds já possui implementações sistemáticas, sejam elas parciais ou integrais na gestão.

Aqui no Brasil, o patrimônio sob gestão em estratégias sistemáticas ainda é pequeno. Apesar de termos algumas casas trabalhando exclusivamente com esse modelo de gestão, desempenhando um excelente trabalho, diga-se de passagem, e outras casas incorporando estratégias sistemáticas parcialmente em seus portfólios, o AUM dessa classe ainda é uma fatia pouco relevante.

Bons produtos sistemáticos devem buscar retorno absoluto ou um excedente contra um benchmark com uma correlação mais baixa com os ativos que os hedge funds tradicionais. São ideais para a diversificação de risco dos clientes quando comparados à outras classes de ativos nas carteiras.

Leia também: Financiamento imobiliário dispara: como escolher melhor linha de crédito?

Na Galapagos rodamos uma estratégia sistemática focada em perseguir tendências. Essa estratégia compõe integralmente a gestão do fundo Bracco e também está presente em parte do risco de outros produtos da casa. Ao longo dos dois anos de vigência da modelagem, com cotas divulgadas, a estratégia tem se mostrado vencedora e com baixa correlação com outros fundos e ativos.

O trabalho do gestor consiste no monitoramento constante dos modelos vigentes, sua aderência quando implementados e a busca de aperfeiçoamento e novas hipóteses a serem investigadas para avaliar se há novas oportunidades de implementação.

Fábio Guardia, gestor da Galapagos Capital.
Fábio Guarda, gestor da Galapagos Capital. Foto: Reprodução

Embora ainda haja um longo caminho para nossa jovem indústria de fundos sistemáticos ganhar a mesma relevância identificada em mercados desenvolvidos, como nos Estados Unidos, o cenário é muito promissor, há muito trabalho a ser feito e muito campo a explorar.

É inquestionável que existem excelentes gestores que gerem recursos de uma forma mais tradicional. No entanto, acreditamos que a inclusão de modelos sistemáticos na gestão de recursos permite gerar retornos consistentes de longo prazo trazendo diversificação ao portfólio como um todo. Sofremos a dor da disciplina para não sofrer a dor do arrependimento.

Rentabilidade

Desde o início: 35,37%

Janeiro a Junho de 2021: 14,23%

Características Fundo Bracco

Data de início: 19 de agosto de 2019

Público-alvo: Investidor Geral

Aplicação Mínima: R$ 1.000,00

Mínimo de Movimentação: R$ 1.000,00

Saldo de permanência: R$ 1.000,00

Cotização de Aplicação: D + 0

Cotização de Resgate: D + 30 (dias corridos)

Liquidação de Resgate: D + 1 (útil) na conversão de cotas

Taxa de Administração: 2,0% a.a.

Taxa de Performance: 25% sobre o IPCA + 3,5% Benchmark: IPCA + 3,5%


Quem é Fábio Guarda?

Fábio Guardia é portfolio manager da Galapagos Capital. Com 25 anos de experiência no mercado financeiro, já foi responsável pela gestão de ativos de diversos segmentos e classes de fundos na Itau Asset, UAM e Ativa WM. Foi sócio fundador do Fundo Bracco FIM – fundo sistemático e da Atbash Capital. Também teve passagem por tesourarias proprietárias como responsável global pelo livro de juros Brasil no  Deustche Bank e trader de juros e moedas no Unibanco e Banco Cacique.

Formado em Economia pela FAAP, possui pós-graduação em Economia do Mercado Finaceiro pela FIPE-USP.

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Brasileiros vivem com saúde financeira ‘no limite’, aponta índice do Banco Central https://canalmynews.com.br/mynews-investe/brasileiros-saude-financeira-no-limite/ Thu, 22 Jul 2021 23:33:44 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/brasileiros-saude-financeira-no-limite/ Pesquisa mostrou que 69,4% dos brasileiros gastam mais ou o equivalente ao que ganham

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Em uma escala de 0 a 100, a média da saúde financeira dos brasileiros está em 57 pontos, segundo apontou o Índice de Saúde Financeira do Brasileiro (I-SFB), lançado nesta semana pelo Banco Central e pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Quanto mais alto o número, melhor o resultado. Com pontuação um pouco acima do patamar intermediário, a situação média da população brasileira é de equilíbrio de contas no limite, sem espaço para o erro.

Indicador do Banco Central aponta que maioria dos brasileiros gasta mais ou o equivalente ao que ganha

O indicador foi elaborado com base em pesquisa feita com 5.220 pessoas de diferentes regiões do país, classes econômicas e faixas etárias. Ao todo, segundo a pesquisa, 48,3% da população está abaixo da faixa média de pontuação – ou seja, tem saúde financeira “baixa”, “muito baixa” ou “ruim”. Outros 41,6% tem a situação “boa”, “muito boa” ou “ótima”, enquanto 10,1% tem a saúde financeira “ok”.

A pesquisa mostra ainda que 69,4% dos brasileiros gastam mais ou o equivalente ao que ganham. Para 58,4% da população,  as despesas e compromissos financeiros são, de alguma forma, motivo de estresse em casa. Mais da metade da população (62%) também considera que a maneira como cuida do dinheiro não permite aproveitar a vida.

Desenvolvido pelo Banco Central, Febraban e especialistas, o I-SFB foi criado com base em ferramentas já aplicadas em outros países como Estados Unidos, Escócia e Cingapura. O índice é composto por um questionário com 15 perguntas obrigatórias e três opcionais. Entre as questões avaliadas, estão: a capacidade de cumprir as obrigações financeiras correntes, a disciplina e o autocontrole para cumprir os objetivos e a sensação de segurança em relação ao futuro financeiro, entre outras.

Como reorganizar as finanças? 

Em entrevista ao MyNews Investe, Igor Rongel, chefe de investimentos do C6 Bank,  diz que a pandemia trouxe complicações adicionais à saúde financeira dos brasileiros, mas o cenário, antes, já era preocupante. “A gente tem um percentual alto da população com dificuldade de fechar o mês ou que fecham no limite”, diz.

Assista à integra do MyNews Investe, com apresentação de Juliana Causin e participação Igor Rongel, chefe de investimentos do C6Bank. O programa vai ao ar diariamente no Canal MyNews no Youtube

Para Rongel, o primeiro passo para organização das finanças é a disciplina. “O melhor é você guardar um pouco todo o mês e tentar eventualmente guardar uma quantia de dinheiro mais relevante. Isso faz muita diferença no médio prazo”, diz ele. “Você ter um recurso guardado, reservado para uma emergência, é extremamente importante para fazer frente a períodos instáveis. A gente deveria ter essa disciplina de ter um recurso que você possa acessar em uma eventualidade”, completa.

Em relação à formação de uma reserva de emergência, ele explica que o ideal é que esse dinheiro seja alocado em recursos com instabilidade, sem riscos. “Carteira de ações, ações e mercado de renda variável são indicados para pessoas que já têm uma reserva de emergência”, diz.

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Juntos nesta jornada https://canalmynews.com.br/mara-luquet/juntos-nesta-jornada/ Mon, 12 Jul 2021 13:31:47 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/juntos-nesta-jornada/ Para além dos investimentos, a vivência no mercado financeiro ensina como se portar perante os tempos de crise e de euforia. A chave para o sucesso, no entanto, é uma só: informação de qualidade

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Comecei no jornalismo econômico como estagiária em 1989. Naquele ano, a inflação anual, pelo IPCA, atingiu 1.973% e eu ganhava 2.900 Cruzeiros Novos. Em junho de 1993, meu salário atingiu a fantástica cifra de 55 milhões de Cruzeiros, mas nem por isto me sentia uma milionária. Não era para menos, a inflação entre as duas datas foi de 1.271.780%. Sequer conseguia pagar meu aluguel. Era um tempo em que não se podia planejar nada.

MyNews Investe é o novo programa da grade MyNews.
MyNews Investe é o novo programa da grade MyNews. Foto: Reprodução (MyNews).

Em 1998, fui convidada por Otávio Frias, o querido e saudoso Sr. Frias, para criar um caderno semanal para a Folha de São Paulo que ajudasse os leitores a entender mais sobre finanças pessoais. Visionário que era, Sr. Frias sabia que, com a estabilidade monetária conquistada em 1994, os brasileiros passariam a demandar mais informações para, finalmente, planejar seus investimentos.

Criamos então o Folhainvest, o primeiro caderno puramente dedicado à educação financeira e finanças pessoais da grande mídia. Naquele quarto ano após o Plano Real, a inflação anual (IPCA) rondava os 5%, no entanto, a taxa Selic anual era de 25,25%, fazendo do Brasil o reino da renda fixa por muitos anos.

Também fiz parte do time de jornalistas que criou o jornal Valor Econômico em 2000, onde idealizei e me tornei a editora do caderno Eu&Investimentos. 

Durante todo este período cobrindo finanças pessoais, vivenciei várias crises financeiras: a crise do México em 1995; a asiática, em 1997; a russa, em 1999; a da desvalorização do real, em 1999; a da transição do governo FHC para o governo Lula em 2002. Também atravessei tempos de prosperidade como a evolução positiva do índice Ibovespa de 2003 a junho de 2008, quando foi atingido pelos reflexos da crise do subprime.

Enfim, vivi e cobri tempos de crises e de euforias do mercado nestes 30 anos de jornalismo econômico. Aprendi que é preciso ter moderação nos momentos de euforia e cautela, sangue-frio, nos de crise, quando costumam surgir boas oportunidades de negócios.

Mas, você deve estar se perguntando: aonde a Mara quer chegar com toda esta conversa? Meu objetivo é alertá-lo que a redução da taxa de juros, além de despertar a busca por mais rentabilidade em mercados de maior risco, fez surgir uma infinidade de “conselheiros” de investimentos como nunca se viu. 

O escudo para não cair em falsas promessas de enriquecimento fácil é informação de qualidade, independente, confiável. Essas três décadas de cobertura do mercado financeiro me mostraram que muitos desses “gurus” ou “magos” das finanças não sobrevivem ao primeiro chacoalhar do mercado. Agora mesmo, nesta crise produzida pela pandemia de covid-19, vi muitos “gênios” das finanças desaparecerem da mídia simplesmente porque não sabiam o que dizer. 

No MyNews criei agora o MyNews Investe que estreia nesta semana. Aqui você vai encontrar jornalistas profissionais comprometidos em buscar fontes confiáveis para levar a você informações sobre o mercado financeiro a fim de facilitar suas escolhas. Você vai ficar sabendo quem é quem no mercado financeiro: quem pode gerir carteiras; quem fiscaliza; quem pode indicar investimentos, os riscos, as oportunidades e como fazer com que sua carteira de investimento seja bem-sucedida. Ouvindo sempre as fontes mais confiáveis do mercado. 

Neste mundo pós-pandemia, serão muitos os desafios, mas também as oportunidades. Novos mercados, novos comportamentos, novos problemas, novas soluções. Certamente, estaremos juntos nesta jornada.

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Canal MyNews lança e-book gratuito sobre finanças pessoais https://canalmynews.com.br/mais/canal-mynews-lanca-e-book-gratuito-sobre-financas-pessoais/ Wed, 28 Apr 2021 14:04:48 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/canal-mynews-lanca-e-book-gratuito-sobre-financas-pessoais/ Desenvolvido pela jornalista especialista em economia Mara Luquet, o material exclusivo apresenta dinâmicas capazes de desenvolver uma vida financeira saudável e lucrativa

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As finanças pessoais estão profundamente ligadas ao nosso cotidiano, e por vezes nem as percebemos. Salários, custos em família, imposto de renda, moradia, desemprego… No e-book “Finanças é Mara!”, estes e outros assuntos são abordados de forma direta e prática, sem complicação.

O e-book 'Finanças é Mara!' foi desenvolvido pela jornalista Mara Luquet e lançado pelo canal MyNews.
O e-book ‘Finanças é Mara!’ foi desenvolvido pela jornalista Mara Luquet e lançado pelo canal MyNews. Foto: Reprodução (MyNews).

Estamos vivenciando, há mais de um ano, a realidade de uma crise sanitária, fomentada, aqui no Brasil, por disputas políticas e ideológicas. Como consequência direta, diversas desigualdades presentes nas estruturas sociais foram expostas, revelando uma série de dificuldades históricas, como a fome e o desemprego, que atingem grande parte da população.

Seja na esfera pessoal, familiar ou profissional, as incertezas diante da estabilização financeira são responsáveis por delinear orçamentos e, consequentemente, ditar a qualidade de vida dos cidadãos. Nesse contexto de crises, o canal MyNews preparou um e-book exclusivo sobre economia individual, o “Finanças é Mara!”.

Desenvolvida pela CEO e fundadora do MyNews, Mara Luquet, especialista na pauta econômica, a obra é voltada para aqueles que desejam colocar as finanças em dia, compreendendo a real necessidade de implementar planejamentos pessoais e metas fiscais domésticas.

Independentemente dos objetivos visados pelo leitor, o livro digital oferece a oportunidade de emersão no mundo das finanças, auxiliando na construção de uma vida econômica saudável e rentável, amenizando até mesmo os impactos consequentes dos últimos tempos.

Como acessar o e-book?

Para baixar o material é simples: basta clicar aqui e preencher o formulário com o e-mail para o qual o e-book será enviado.

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Ativos judiciais e precatórios podem render até 20% ao ano, diz investidor https://canalmynews.com.br/economia/ativos-judicias-e-precatorios/ Fri, 19 Feb 2021 13:09:34 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ativos-judicias-e-precatorios/ Diversificar a carteira de investimentos é fundamental para obter retorno. Ativos não tão populares são alternativas

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Impactada pelos juros baixos, a renda fixa vem se caracterizando como uma alternativa de investimento invariável, incapaz de oferecer uma rentabilidade atraente para os investidores.

Acrescida pela democratização da educação financeira, a ampliação das carteiras de aplicação se configura como a principal tendência dos mercados, influenciando sobre a maneira de pensar efetivamente os investimentos, exigindo segurança de seus agentes.

Diversificar a carteira de investimentos é fundamental para aumentar os lucros.
Diversificar a carteira de investimentos é fundamental para aumentar os lucros. Foto: Pixabay (Reprodução).

Certamente, esse movimento pode ser explicado pela queda nas taxas de crédito, exigindo mudanças do investidor. Acostumado a ganhar dois dígitos aportando em títulos públicos e CDBs, ele precisa se reinventar em um cenário de juros reais negativos. Ou seja, para rentabilizar a carteira acima da inflação se faz necessário buscar alternativas aos produtos tradicionais, como a poupança e o tesouro direto, por exemplo. 

Diante desse cenário, os investimentos em ativos alternativos de alta rentabilidade e não correlacionados à performance da bolsa de valores são uma boa opção. Neles, o prêmio de risco está ligado principalmente à iliquidez, conferido e protegido pela volatilidade e posicionamento estratégico em ativos que possuem uma relação risco-retorno interessante.

De acordo com Caio Fasanella, CEO da fintech de investimentos Balko, aplicações não tão populares como ativos judiciais, direitos creditórios e precatórios são algumas dessas possibilidades.

“São investimentos relativamente novos para o investidor, pessoa física, no Brasil, mas que o investidor institucional já investe há mais de dez anos – bancos e grandes fundos já possuem precatórios de investimento há algum tempo. Plataformas como a Balko têm surgindo para que essas aplicações sejam mais acessíveis, fazendo com que o investidor, a partir de um montante relativamente pequeno, tenha à disposição esse tipo de ativo na carteira dele”.

Fasanella falou também sobre as vantagens dos precatórios, definidos como uma espécie de requisição de pagamento referente à condenação em processo judicial da Fazenda Pública para valores totais acima de 60 salários-mínimos por beneficiário.

“Sobre precatórios, temos um ativo com volatilidade muito menor, em que o potencial de retorno dele é dado pelo deságio no momento da compra. Por outro lado, há menos liquidez, ou seja, o investidor tem que estar preparado para aguardar o prazo de pagamento estipulado pelo governo, que pode oscilar… É muito importante que o investidor se apoie em plataformas e especialistas, porque o ativo judicial requer atenção na diligência dos ativos, para que o risco de comprometimento do crédito seja superado”, elucidou.

Entrevista com Caio Fasanella: 22:50 – 30:15

Nos casos dos títulos públicos, o investidor vai ter exposição através do Tesouro Direto, por exemplo, tendo acesso aos ativos disponíveis em sua corretora. “Já no caso dos precatórios, falamos de um mercado completamente diferente: o acesso a esses ativos está nascendo para o investidor, e, por mais que haja um risco de crédito semelhante, até pela questão da complexidade e falta de liquidez, temos um prêmio de risco interessante”.

Em comparação direta, pode-se dizer que ao acessar o Tesouro Direto, um investidor se depara com títulos de curto prazo prefixados em 5% ou 6% de lucro ao ano. Encontrando uma oportunidade de precatório, o aplicador pode atingir retornos “acima de dois dígitos (falamos de precatórios federais próximos a 15%, 20% ao ano de rentabilidade)”.

O CEO da Balko concluiu a questão afirmando ser de extrema importância “que o investidor tenha uma carteira diversificada, tanto em títulos públicos, renda fixa, quanto em alternativos. Se o investidor puder construir uma carteira que tenha, por exemplo, criptoativos, precatórios estaduais e federais e ativos judiciais, ele está encontrando o segredo para conseguir um retorno sustentado, sem correr grandes riscos”.

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Coqueluche entre investidores, day trade promete ganhos que quase nunca se concretizam https://canalmynews.com.br/economia/coqueluche-entre-investidores-day-trade-promete-ganhos-que-quase-nunca-se-concretizam/ Mon, 18 Jan 2021 20:28:04 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/coqueluche-entre-investidores-day-trade-promete-ganhos-que-quase-nunca-se-concretizam/ Percentual de quem tenta a técnica para lucrar, mas perde dinheiro, chega a 97%

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“O excesso de habilidade provoca uma ilusão nos investidores, e é uma cultura arraigada no mundo do mercado financeiro”. Quem joga essa verdade na roda não é um qualquer, mas Daniel Kahneman, referência mundial em economia comportamental. Quanto mais qualificado, mais o investidor que opera day trade — ou seja, compra e venda de ativos no mesmo dia — , acredita que vai conseguir vencer o mercado ao longo do tempo. Mas poucos conseguem.

Mais precisamente 3%, segundo uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cada vez mais atenta à atividade que promete ganhos graúdos sem pegar no batente. Promessa que quase sempre passa longe de se concretizar.

Adotar a “profissão day trader” trabalhando da praia ou de qualquer lugar do mundo, no que agora se cunha como ser um “nômade digital”, é uma tendência notável: em comparação com 2019, houve um crescimento de 50% no número de pessoas que realizaram pelo menos uma operação dessa natureza em 2020. Segundo a CVM, somente no Brasil hoje são cerca de 300 mil traders.

Essa prometida liberdade de ir e vir, não bater ponto e ainda ter uma atividade que pague muito melhor do que empregos formais foi o que impulsionou o cientista de dados José Carlos Bezerra Filho, 31, a embarcar no day trading. E ele não é exatamente um aventureiro: ainda adolescente, aos 16 anos, começou a ler e pesquisar sobre o assunto (sem nenhum incentivo em casa, apenas curiosidade pelo mundo de Wall Street, que via nos filmes). Aos 18, abriu conta em uma corretora de valores quando o assunto ainda era muito mais restrito. “Com 19 anos, já na faculdade, fiz a prova da CVM, passei e comecei a trabalhar como assessor de investimentos”. Atuou em grandes corretoras e chegou a ser sócio em uma, no ramo de seguros.

Com 26 anos, começou a idealizar um estilo de vida diferente, de poder viver em vários lugares num mesmo ano e, pela experiência no setor financeiro, veio à cabeça virar trader.

Começou a empreitada em 2016 operando contratos de dólar (feitos por meio dos contratos “cheios” ou minicontratos). Operava três por mês, e tirava cerca de R$ 6 mil — valor bem considerável se levarmos em conta o rendimento do brasileiro, que foi de R$ 2.308 em média no ano de 2019, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ao seu lado, José viu pessoas chegarem a cifras de R$ 40 mil mensais. Sentiu-se seguro para “aumentar a mão”. “Você ganha a confiança, vem a ganância” sentencia. Foi aí que ele começou a perder dinheiro e a entrar no que ele define como uma “bola de neve”.

“Você perde R$ 5 mil num dia, no outro se sente um lixo. No desespero de recuperar, perde mais. Eu saí dessa aventura com uma dívida que eu achei que nunca conseguiria quitar na minha vida”. O montante chegou a R$ 250 mil. E o patrimônio que ele tinha conquistado lá atrás, começando a investir cedo, se esvaiu.

Day trade promete ganhos que quase nunca se concretizam: José Bezerra, que perdeu dinheiro como trader
José Bezerra, que perdeu dinheiro como trader.
(Foto: arquivo pessoal)

Fora as perdas econômicas, vieram também as emocionais: em depressão, ele precisou fazer tratamento psiquiátrico e psicológico, e retornou ao mercado formal de trabalho. “Mas aprendi tanto que valeu a pena”, fala o cientista de dados. Tanto que não ficaram traumas: ele pretende, um dia, voltar a ser trader.

“A primeira coisa se, eu pudesse voltar lá atrás, era ter acompanhamento psicológico sempre, para evitar o looping da perda e saber quando parar. Na época, eu fui com 100% do meu patrimônio. Hoje, eu iria com 30%”, pondera.

Atividade arriscada

O objetivo da prática de day trade é que o investidor obtenha lucro pela oscilação intradiária de preço de um ativo financeiro: o lucro é proveniente da venda por um preço maior do que o da compra. As operações ocorrem no mercado à vista (ações) ou derivativos (contratos futuro de dólar e índices da bolsa de valores). O maior desafio é acertar o timing do mercado, ter consistência de lucro no longo prazo e estudar muito as teorias de análise técnica (que se baseia na análise gráfica), e na fundamentalista (que analisa os aspectos econômicos e financeiros da empresa, o valuation).

“De partida, já é uma atividade desfavorável para uma pessoa física operando de casa, da praia. O timing é uma questão de segundos. Há os chamados high traders, que têm a informação mais rápido, e os grandes bancos, que pagam algoritmos de negociação. As pessoas estão disputando em um jogo muito desigual” salienta o economista Fernando Chague, da Fundação Getúlio Vargas. Junto com Bruno Giovanetti, ele é autor do estudo que que analisou os resultados de day trade em ações de 93.378 pessoas no Brasil, que começaram entre 2013 e 2016, e operaram até 2018. Deste montante, apenas 127 indivíduos apresentaram lucro bruto diário médio acima de R$ 100 por mais de 300 pregões.

A pesquisa dos economistas aponta ainda que 99% das pessoas não persistiram na atividade, com menos de 300 pregões em day trading. Logo, a prática, neste caso, não leva à perfeição (ao contrário de outros trabalhos onde, via de regra, se evolui com o tempo). A sorte costuma ser a maior aliada nos casos bem-sucedidos, pela natureza da atividade,

“No primeiro dia você ganha R$ 100 em uma hora, e a euforia te faz achar que vai ganhar dinheiro rápido. Mas o mercado é volátil, sobe e desce muito rápido. O patrimônio pode virar pó em um dia”, diz a especialista em investimentos da Magnetis, Rafaela Silveira.

Expectativa de grandes ganhos sem sair de casa a partir do day trade quase nunca se confirma
Expectativa de grandes ganhos sem sair de casa a partir do day trade quase nunca se confirma.
(Foto: Pixabay)

Vida fácil?

O fenômeno dos traders não é específico do Brasil: a ilusão de que basta esforço e estudo sobre o tema e que irá se ganhar muito dinheiro em pouco tempo é atraente – e vendável. A profusão de youtubers que começaram a falar de educação financeira trouxe também influenciadores focados especificamente em day trade, que começaram a vender cursos e apresentar promessas de lucro muito acima do que se consegue em um perfil de investidor que diversifica a sua carteira entre renda fixa e variável.

Recentemente, ficou famoso o caso do investidor Vinicius Loureiro Ibraim, que negociava títulos ao-vivo em lives transmitidas durante o pregão da Bolsa de Valores Brasileira (B3), e vendia rentabilidade de até 10% ao mês. Tudo isso sem nenhum registro na CVM. Em situações como essa, a Comissão costuma soltar alertas ao mercado, o chamado “stop order”, como uma medida de cautela quando uma pessoa está operando por outros sem certificação ou autorização, ou de empresas não autorizadas a funcionar no mercado.

“Acima de 10% ao mês é muito alto. Se o Warren Buffett, que é o maior investidor do mundo, tem uma carteira que rende 20% ao ano, como vou ter isso em um mês? Isso não existe” adverte a especialista em finanças Carol Dias, fundadora do canal Riqueza em Dias, no YouTube.

“A pergunta que mais escuto é: o que preciso fazer para ter R$ 1 milhão? O que enriquece a gente é trabalhar e potencializar os investimentos para, em um momento da vida, ficar confortável e viver de renda. Não existe enriquecer em poucos dias. São promessas inadmissíveis. Ninguém aprende a mexer na bolsa de valores em três dias”, completa.

Carol crê ainda que a abordagem desses influenciadores vêm em um péssimo momento, em que as pessoas estão mais vulneráveis e apreensivas para ganhar dinheiro. “É uma hora importante de falar de educação financeira, para o brasileiro ter reserva de emergência nesse momento delicado que estamos passando. E tem pessoas ensinando a perder dinheiro, infelizmente”. Investidora há 10 anos, ela não indica nem faz day trade. “Acho difícil acertar o timing. Enriquecer é uma jornada. Sempre alerto, cuidado. Dinheiro não é parque de diversão”.

E quem quer arriscar?

Para quem deseja experimentar este mercado, a CVM orienta, primeiramente, que o investidor estude muito sobre as teorias de análise técnica. Em resumo, o day trade funciona da seguinte forma: escolher uma corretora de valores, abrir uma conta, efetuar depósito de margem operacional, escolher o mercado que quer operar (à vista ou derivativos), abrir o home broker, seguir uma metodologia, efetuar a operação e realizar o lucro ou prejuízo.

Rafaela Silveira, da Magnetis Investimentos, explica que esse último ponto é um dos mais importantes: o stop game e stop loss. “Anote todos os dias em suas operações”.

Ela exemplifica. “Se você compro uma ação a R$ 5, esse é o ponto de entrada. Se acredito que ela vá subir a R$ 7,20, esse é o momento que eu devo parar, executar a ordem e não ficar esperando mais um pouco para ver se vai subir. Nesta hipótese, a perda seria de R$ 4. Se ela bater esse valor, tenho que sair e aceitar a perda”.

Outra medida é limitar um porcentual do patrimônio para a atividade. “Para nossos clientes, indicamos que seja no máximo de 5%”, aponta a especialista.

A dedicação é outro aspecto fundamental. O ex-trader José Bezerra fala que é impossível operar enquanto trabalha em um emprego formal, por exemplo. E, mesmo com todos os conhecimentos, técnicas, análises e tempo, a propensão de perder, alerta Rafaela, é maior do que ganhar.

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