Arquivos Índia - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/india/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Thu, 13 Feb 2025 04:31:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Índia Armelau faz balanço dos primeiros anos na Alerj e traça metas para o futuro https://canalmynews.com.br/brasil/india-armelau-faz-balanco-dos-primeiros-anos-na-alerj-e-traca-metas-para-o-futuro/ Thu, 13 Feb 2025 11:22:51 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=50854 Deputada pelo PL, do Rio de Janeiro, analisa seu trabalho e desafios para o estado, entres eles, debate da violência e importância do esporte

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A Alerj iniciou seus trabalhos em 2025 e, logo em fevereiro, Rodrigo Bacellar foi reeleito presidente da casa. Desse modo, o MyNews teve a oportunidade de conversar com a deputada Índia Armelau, eleita em 2022 com quase 60 mil votos no Rio de Janeiro.

Aliás, ela fez um balanço sobre seus dois primeiros anos na Alerj e apresentou suas expectativas para os próximos dois anos até 2026.

Índia Armelau analisa seus feitos na Alerj

R: “Está sendo um mandato de muito aprendizado e com atuação legislativa produtiva, focada especialmente na defesa das crianças e mulheres, pessoas com deficiência, profissionais da segurança pública, proteção dos animais e incentivo ao esporte. Apresentei 155 projetos de lei e 29 foram sancionados, entre eles: Lei 10.260/2023 – programa de defesa pessoal para mulheres vítimas de violência; Lei 10.100/2023 – inclusão de policiais penais no programa Segurança Presente; Lei 10.194/2023 – programa de saúde mental e prevenção de suicídio para pais e cuidadores de pessoas com deficiência; Lei 10.098/2023 – programa para crianças e adolescentes com deficiência praticarem atividades paradesportivas no contraturno escolar.

Destaco também a mobilização do nosso mandato, que resultou na arrecadação de 50 toneladas de alimentos não perecíveis, água, ração e itens de higiene pessoal para as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, no ano passado. Fui relatora da CPI da Violência Cibernética contra mulheres, que gerou seis projetos de lei voltados para a prevenção e combate aos crimes.

A expectativa para os próximos anos de mandato é seguir contribuindo para a melhoria da segurança pública no Estado e levar a bandeira do esporte como ferramenta de inclusão e desenvolvimento da nossa juventude”, analisa seus feitos nos primeiros anos de mandato.

Contudo, a Alerj começa o ano com alguns debates importantes para o estado do Rio de Janeiro. Índia, em sua visão, analisa a reeleição de Bacellar e também seu terceiro ano no primeiro mandato na casa.

VEJA: Rodrigo Bacellar é reeleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

R: “A gestão do presidente Rodrigo Bacellar, reeleito por unanimidade para o próximo biênio, faz da Alerj um órgão que trabalha para o desenvolvimento dos 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro. O parlamento atua para melhorar as receitas do Estado, reduzir o déficit orçamentário, ampliar as convocações de concursados públicos e ajudar a implementar reposições salariais no funcionalismo público.

Nosso mandato continuará empenhado na melhoria da segurança pública, ampliação do esporte como mecanismo de transformação social e fortalecimento das políticas públicas em benefício de crianças, mulheres, autistas e pessoas com deficiência”, afirma a deputada.

A deputada em ação na ALERJ — Foto: Michel Maluf

Relação com o Governador Cláudio Castro

Todavia, no ano de 2024, a deputada integrou uma chapa junto ao deputado federal Alexandre Ramagem, que concorreu à Prefeitura e não recebeu apoio de Cláudio Castro, do seu partido, o PL. Portanto, ela detalha a situação com o atual governador do Rio de Janeiro.

LEIA TAMBÉM: Helicópteros são atingidos e vias fechadas após confronto no Rio de Janeiro

R: “O governador Cláudio Castro tem sido um parceiro do partido e das políticas defendidas pelo PL. Como deputada, sempre apontarei as questões do estado que precisam ser melhoradas e ampliadas. As campanhas para a Alerj e para a Prefeitura do Rio permitiram que eu percorresse todo o estado, conhecesse profundamente a cidade do Rio e ouvisse melhor as demandas da população para apresentar propostas que transformem a vida das pessoas.”

A deputada responde sobre segurança pública e também importância do esporte

Por fim, a deputada analisa o embate sobre a segurança pública no Rio de Janeiro, principalmente o que, em sua visão, atrapalha o trabalho da polícia. Além disso, ela fala sobre seu esporte, afinal, Índia foi nadadora de elite e citou a importância de praticar esportes.

R: “O principal problema é a ADPF 635, que criou uma série de restrições ao trabalho das polícias no Estado do Rio de Janeiro. As forças policiais trabalham bravamente, mas estão engessadas por uma decisão judicial fora da realidade de guerra enfrentada pelos policiais e sofrida pelo povo do Rio de Janeiro. Vale ressaltar também a ineficiência do governo federal no combate à entrada de armamentos pesados no país. Sem controle das fronteiras, o Brasil está de portas abertas para os traficantes de armas e drogas.

Mesmo diante dessas graves situações, a Polícia Militar do Rio é uma das melhores forças policiais do mundo, a que mais apreende armamentos pesados no país, lidando com todo tipo de ocorrência e situações de guerra civil em determinados locais ocupados pela criminalidade. A Alerj apoia o governo estadual, principalmente no chamamento de concursos públicos, além de ter doado R$ 243 milhões para o reforço da segurança pública, recurso que permitirá o incremento da tecnologia, melhorias nas condições de trabalho dos profissionais e maior integração entre as forças de segurança. Juntos, buscamos dar respostas ao clamor da sociedade.

Fui atleta profissional e sou entusiasta do esporte por ser um mecanismo sem barreiras políticas ou ideológicas. Através do mandato, trabalho para fomentar políticas públicas e eventos como o Maraca Games, realizado no ano passado, em parceria com o governo do estado. Por meio de políticas públicas, o esporte torna-se um instrumento de transformação social para todas as idades.”

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Na Índia, Haddad mostra preocupação com juros altos e crise climática https://canalmynews.com.br/economia/na-india-haddad-mostra-preocupacao-com-juros-altos-e-crise-climatica/ Sat, 25 Feb 2023 00:43:29 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36122 Ministro participou do encontro de ministros de finanças do G20

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O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestou nesta sexta-feira (24), durante discurso em reunião do G20, na Índia, preocupação com a elevação dos juros e o endividamentos dos países mais pobres. Para o ministro, os bancos multilaterais devem promover reformas internas para direcionar recursos para ações de alimentação, combate à pobreza e no enfrentamento à crise climática. O G20 é o grupo formado pelos ministros de finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia.

“Mantendo o foco na prosperidade compartilhada e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), devemos aprofundar as discussões sobre reformas nos bancos multilaterais de desenvolvimento que reforcem seu papel de formar parcerias e canalizar recursos para lidar com o nexo clima, alimentação e pobreza”, disse Haddad na sessão de abertura da reunião do G20.

Em seu pronunciamento, Haddad disse que essas instituições devem ser capitalizadas para apoiar os países em desenvolvimento com financiamento de longo prazo, taxas de juros adequadas e estruturas inovadoras para reduzir riscos, estimular parcerias público-privadas e atrair investimentos privados.

“A elevação dos juros em meio à fragilidade da economia mundial agrava o cenário. Devemos continuar o trabalho que está sendo realizado no Marco Comum e outros esforços de coordenação coletiva. Ter mecanismos para uma reestruturação ordenada e oportuna é do interesse de credores e devedores”.

Haddad disse ainda que o Brasil estava “isolado”, mas que agora vai reconstruir sua presença internacional para promover entendimentos baseados na inclusão e em um futuro sustentável, com redução das desigualdades e no alcance das metas de redução de emissões de carbono, em especial, para projetos dos países em desenvolvimento e emergentes.

“O financiamento climático é mais caro e apresenta taxas de risco mais altas para esses países, o que dificulta o alcance das metas de redução de emissões de carbono”, disse.

O ministro abordou os desafios mundiais enfrentados atualmente, como as consequências da pandemia da covid-19, guerras, conflitos, aumento da pobreza e das desigualdades, obstáculos ao abastecimento de alimentos e de energia limpa. Ele enfatizou que deve haver mais diálogo entre as maiores economias para que se obtenha resultados concretos.

Haddad disse ainda, em 2024, quando o Brasil estará na presidência do G20, trabalhará para fortalecer o multilateralismo, mantendo o foco na prosperidade compartilhada e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), destacando o compromisso do governo em acabar com o desmatamento até 2030.

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Shopee sai da Índia e deve concentrar operação no Brasil https://canalmynews.com.br/economia/shopee-sai-da-india-e-deve-concentrar-operacao-no-brasil/ Mon, 28 Mar 2022 22:33:56 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26972 Encerramento das atividades no mercado indiano abre oportunidades internacionais fora do Sudeste Asiático e Taiwan. Ao lado do México, centro comercial brasileiro é um dos mais relevantes para a Shopee.

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A Sea Group (antiga Garena), companhia dona da Shopee, comunicou formalmente que está fechando a principal operação de comércio eletrônico na Índia, ressaltando como justificativa a incerteza do mercado – as atividades serão encerradas na terça-feira (29). De acordo com levantamento realizado em dezembro do último ano, a plataforma de comércio eletrônico singapurense possui cerca de 300 funcionários e 20 mil vendedores locais no território indiano.

A hesitação sobre o mercado decorre da decisão de Nova Délhi de banir, em fevereiro, o Free Fire, jogo digital mobile de ação-aventura mais popular da Sea. Desde 2020, a Índia vem banindo centenas de aplicativos chineses, mas a expansão dessa política para a proprietária da Shopee ocasionou certo espanto entre a administração e os investidores.

Analistas apontam que a Índia foi um centro comercial relevante para a Sea, juntamente com México e Brasil. Com as portas indianas fechadas, compreende-se que os outros dois mercados podem se tornar ainda mais importantes para o crescimento da empresa.

Prédio comercial da Shopee no parque científico de Singapura.

Prédio comercial da Shopee no parque científico de Singapura. Foto: Karl Walter Schneider (Commons)

O banco suíço UBS pondera que, do ponto de vista da Shopee, a movimentação demonstra um maior foco na disciplina de capital, fator que estimula a aproximação de novas aplicações. Ainda de acordo com a instituição, a saída deve ser interpretada positivamente pelo mercado, uma vez que:

  • Reforça o posicionamento que indica uma abordagem mais calibrada para investimentos, especialmente em oportunidades internacionais fora do Sudeste Asiático e Taiwan (tendo o Brasil como prioridade);
  • Elimina o potencial de alta queima de caixa em um mercado de e-commerce competitivo (na Índia, há uma forte presença de gigantes globais e locais do segmento, como Amazon, Flipkart e JioMart).

MP do “camelódromo virtual”

Na contramão desse possível crescimento, a Receita Federal brasileira prepara uma Medida Provisória (MP) sobre o que agentes do órgão denominaram “camelódromo virtual”.

Durante um almoço organizado pela Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, organização de agentes políticos, governos, iniciativa privada e sociedade civil, que discute a competitividade brasileira no mercado internacional, o secretário especial da Receita Julio Cesar Vieira falou sobre a necessidade reagir à sonegação.

“A Receita Federal está trabalhando em uma Medida Provisória para combater o camelô virtual, o camelódromo virtual. Essa prática consiste na introdução de produtos no país sem o correspondente pagamento de tributos. Nessa MP, a gente procura trabalhar tanto o fluxo financeiro, quanto o que é declarado na mercadoria, que muitas vezes não corresponde. São produtos importados. O controle é feito exclusivamente no País e a gente tem dificuldade de olhar apenas para aquilo que é declarado”, declarou o secretário.

A pressão para a criação da MP é proveniente de uma parcela de empresários do setor varejista, tendo como um dos líderes Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan.

 

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A saída da Shopee do mercado indiano e sua expansão no Brasil foram pautas do MyNews Investe desta segunda-feira (28). Confira:

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Mudanças climáticas colocarão mundo em cenário de pobreza e fome https://canalmynews.com.br/meio-ambiente/mudancas-climaticas-colocarao-mundo-em-cenario-pobreza-fome/ Tue, 09 Nov 2021 01:00:03 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mudancas-climaticas-colocarao-mundo-em-cenario-pobreza-fome/ Análises apontam para aumento da pobreza extrema e da fome. Mudanças climáticas também devem provocar queda do PIB, da produtividade agrícola, instabilidade política e social

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A Conferência do Clima da ONU (COP26) chegou nesta segunda (8) a um impasse sobre se os países conseguirão firmar um acordo para diminuir as emissões de gases de efeito estufa e assumir compromissos com metas firmes e factíveis até a próxima sexta (12) – quando o evento será encerrado. Uma posição inusitada adotada em conjunto por Brasil, China e Índia deu um recado aos países ricos: se não transferirem recursos financeiros aos países com economias emergentes, não haverá acordo firmado na conferência de Glasglow.

É o que destaca o jornalista Jamil Chade – que realiza uma cobertura especial do evento, diretamente da Escócia. Chade teve acesso a um rascunho confidencial do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) – que será lançado apenas em fevereiro de 2022. O cenário mostrado pelo documento aponta para o aumento da pobreza, da fome e para a queda do Produto Interno Bruto (PIB) em diversos países.

Marcha para o Clima (Glasglow Green) na COP26/Foto: Fotos Públicas/The Left in the European Parliament

“A crise na negociação é profunda e a COP26 entra na sua fase final numa situação delicada. Não existe nesse momento uma perspectiva de que esse acordo chegue até sexta. O relatório do IPCC vai apontar justamente o impacto social das mudanças climáticas. Os números são assustadores”, alerta Jamil Chade.

As análises dos especialistas apontam para o aumento da pobreza extrema para mais 132 milhões de pessoas até 2030 e o aumento da fome para mais 80 milhões de pessoas. Também devem ocorrer a queda do PIB e da produtividade agrícola em várias regiões do mundo, num cenário que aponta para instabilidade política e social.

COP26 - protesto contra mudanças climáticas
Pessoas protestam por medidas para conter as mudanças climáticas durante a COP26, em Glasglow, na Escócia/Foto: Fotos Públicas/The Left in the European Parliament

As mudanças climáticas terão impacto direto noutra agenda firmada por 192 países: a Agenda 2030 do desenvolvimento sustentável. Se os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) – negociados a partir da Rio+20 já pareciam distantes de serem alcançados no prazo, o aquecimento global pode distanciar o mundo ainda mais de compromissos como a erradicação da pobreza e da fome, saúde e bem-estar, educação de qualidade, igualdade de gênero, universalização do acesso a água limpa e saneamento, energia acessível e limpa, consumo e produção responsáveis, crescimento econômico sustentável, entre outras metas.

No caso do Brasil, desde 2016 o país vem se distanciando do alcance desses objetivos, especialmente com a adoção do teto de gastos, com o desmonte das políticas ambientais e das políticas públicas com foco na redução das desigualdades sociais. Os dados sobre desmatamentos e queimadas, violência contra povos originários, quilombolas e agricultores familiares e o aumento da pobreza, do desemprego e da fome no país apontam para uma imagem deteriorada que não vai se recuperar com promessas vazias.

* A cobertura da COP26 do Canal MyNews é realizada em parceria com a Vale

 

Acompanhe a cobertura da COP26 do Canal MyNews, com o jornalista Jamil Chade, diretamente de Glasglow, na Escócia

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Mundo registra novo recorde de infectados pela covid-19 em 24 horas https://canalmynews.com.br/mais/mundo-registra-novo-recorde-de-infectados-pela-covid-19-em-24-horas/ Fri, 23 Apr 2021 18:00:52 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mundo-registra-novo-recorde-de-infectados-pela-covid-19-em-24-horas/ Número expressivo é puxado pela Índia, que, em meio a uma nova onda, enfrenta um colapso nos sistemas de saúde nacional

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Com 899 mil novos casos em um único dia, o mundo registrou um novo recorde de infectados pela covid-19. Segundo levantamento do projeto ‘Our World in Data‘ (publicação digital desenvolvida pela Universidade de Oxford), foram aferidos 899 mil novos casos ao redor do globo nas últimas 24 horas, período referente à quinta-feira (22) – a alta é consequência, principalmente, da segunda onda que atinge a Índia.

O número superou o recorde de 889 mil infectados verificados na quarta-feira (21) e os 880 mil registrados em 7 de janeiro, mês no qual os Estados Unidos passavam pelo pior momento da crise sanitária.

Paciente de covid-19 sendo transferida para centro ambulatório indiano.
Paciente de covid-19 sendo transferida para centro ambulatório indiano. Foto: Amit Dave (Redes Sociais).

Com cerca de 1,37 bilhões de habitantes, a Índia confirmou 332 mil casos, fato que torna o país responsável por 37% de todos os infectados, em escala mundial, nas últimas 24 horas. A nação sul-asiática também superou, pelo segundo dia consecutivo, a máxima universal de casos, que até então pertencia aos EUA, além de registrar o seu maior número de mortes desde o início da pandemia (2.263).

Sistema de saúde indiano em colapso

Com a falta de leitos e a carência de remédios e tanques de oxigênio nos hospitais, o sistema de saúde indiano entrou em colapso. Na capital Nova Délhi, foi necessário implementar uma estratégia de cremações em massa para dar conta do número de mortes.

Em comunicados oficiais à população, o governo do país atribui a segunda onda ao desprezo popular pela adoção de procedimentos preventivos, como o uso de máscaras, cuidados higiênicos e o distanciamento social – em Ahmedabad, por exemplo, indianos aguardavam em ambulâncias e até em carros particulares por vagas em um centro ambulatório; em Nashik, mais de 20 pacientes morreram em um hospital após interrupções no fornecimento de oxigênio na quarta-feira (21).

Já especialistas apontam como causas também, para além das condições citadas, uma nova variante encontrada na região e a falha do próprio governo, que comemorou a “fase final” da pandemia em março e se recusa a adotar um lockdown nacional.

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Governo autoriza compra de vacinas de Índia e Rússia https://canalmynews.com.br/mais/governo-autoriza-compra-de-vacinas-indiana-e-russa/ Sat, 20 Feb 2021 22:55:40 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/governo-autoriza-compra-de-vacinas-indiana-e-russa/ Extratos de dispensa de licitação foram publicados na noite de sexta-feira (19) em edição extra do Diário Oficial da União

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Em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) da noite de sexta-feira (19), o Ministério da Saúde publicou dois extratos de dispensa para compra das vacinas Covaxin e Sputnik V — imunizantes desenvolvidos, respectivamente, por laboratórios da Índia e da Rússia. 

As medidas representam um investimento do governo brasileiro de cerca de R$ 2,3 bilhões para a aquisição das vacinas.

Governo autoriza compra de vacinas da Índia e da Rússia
Vacinação contra covid-19 aos profissionais da saúde do Hospital das Clínicas, no Centro de Convenções Rebouças. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Em um dos extratos publicados, o Ministério da Saúde libera a compra da vacina Covaxin, desenvolvida pela empresa indiana Bharat Biotech e representada no Brasil pela empresa Precisa. O valor global informado é de R$ 1,614 bilhões.

Já o segundo extrato autoriza, junto ao Fundo de Investimento Direto da Rússia, que no Brasil tem parceria com a União Química Farmacêutica Nacional, a ​contratação da vacina Sputnik V. Neste caso, o valor global é de R$ 693,6 milhões.

Agora, com as licitações dispensadas, a compra dos insumos só ocorrerá depois da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial ou concessão de registro. Ainda não foi informada a quantidade exata de doses que serão adquiridas.

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Avião com vacinas da Oxford produzidas na Índia chega ao Brasil https://canalmynews.com.br/mais/aviao-com-vacinas-da-oxford-produzidas-na-india-chega-ao-brasil/ Fri, 22 Jan 2021 21:34:31 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/aviao-com-vacinas-da-oxford-produzidas-na-india-chega-ao-brasil/ Governo da Índia decidiu liberar na quinta-feira a exportação das doses para outros países, incluindo o Brasil

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Avião da Emirates chega ao Brasil com vacinas da Oxford produzidas pela Índia
Avião chega ao Brasil com vacinas da Oxford produzidas pela Índia.
(Foto: Ministério da Saúde)

Chegaram ao aeroporto de Guarulhos (SP) na tarde desta sexta-feira (22) o lote de 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, fabricadas na Índia pelo Instituto Serum.

Os imunizantes chegaram em um voo da companhia aérea Emirates e foram recebidos pelos ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e das Comunicações, Fábio Faria.

Um novo voo, operado pela companhia Azul, vai levar as doses para a Fiocruz, no Rio de Janeiro. De lá, as vacinas serão distribuídas para todo o Brasil.

O governo da Índia decidiu liberar na quinta-feira (21) a exportação das doses para outros países, incluindo o Brasil. Antes, de acordo com as autoridades indianas, foram atendidas a demanda inicial interna e as doações de vacinas para países vizinhos.

A vacina de Oxford/AstraZeneca, que também será produzida em breve no Brasil pela Fiocruz, é a principal aposta do governo brasileiro para o Plano Nacional de Imunização. Ele foi iniciado somente com a Coronavac, que já estava disponível no país, e que recebeu nova autorização para uso emergencial pela Anvisa.

Vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca
Vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca.
(Foto: John Cairns/University of Oxford)

Percalços na operação

A vinda das vacinas traz algum alívio para o programa de imunização brasileiro, que viu um grande revés na tentativa frustrada de trazer as doses da Índia na última semana.

O Itamaraty, como também é conhecido o Ministério de Relações Exteriores, anunciou em 5 de janeiro que tinha feito acordo com a Índia para a compra de 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca. Já naquela ocasião, no entanto, o Instituto Serum informava que a exportação para outros países só teria início depois de atendida a demanda interna indiana.

A tentativa do governo brasileiro de antecipar a vinda das vacinas para iniciar seu programa de imunização, no último dia 15, gerou uma saia justa com a Índia, que barrou a operação e só liberou a venda das doses na quinta-feira (21).

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Governo federal confirma que Índia liberou venda de vacinas para o Brasil https://canalmynews.com.br/mais/governo-federal-confirma-que-india-liberou-venda-de-vacinas-para-o-brasil/ Thu, 21 Jan 2021 21:56:02 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/governo-federal-confirma-que-india-liberou-venda-de-vacinas-para-o-brasil/ Doses do imunizante Oxford/AstraZeneca devem chegar ao Brasil ainda na sexta-feira

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Vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca
Vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca.
(Foto: John Cairns/University of Oxford)

Atualizado às 17h20 de 21.jan.2021

O governo da Índia decidiu nesta quinta-feira (21) liberar a exportação para o Brasil de um lote de 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca. A informação foi antecipada pela agência de notícias Reuters e confirmada pouco depois pelo Ministério da Saúde e Palácio do Planalto.

As doses da vacina devem chegar ainda na sexta-feira (22) ao Brasil. Segundo a pasta, a carga será transportada em voo comercial da companhia Emirates ao aeroporto de Guarulhos (SP). Após os trâmites alfandegários, os imunizantes seguirão em aeronave da Azul para o aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio de janeiro.

Outros países, como Marrocos, África do Sul e Arábia Saudita também encomendaram e vão receber os imunizantes.

As doses, desenvolvidas pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca, estão sendo fabricadas no Instituto Serum. A instituição indiana é a maior produtora mundial de vacinas e recebeu pedidos de diversos países.

À Reuters, o ministro de Relações Exteriores da Índia, Harsh Vardhan Shringla, disse que as exportações comerciais começariam na sexta, alinhado com o compromisso do primeiro-ministro Narendra Modi de usar as capacidades industriais do país para ajudar toda a humanidade de lutar contra a pandemia.

“Ao seguir essa visão, nós temos respondido de forma positiva aos pedidos de países do mundo todo, começando pelos nossos vizinhos”, disse ele, em referência a suprimentos gratuitos fornecidos a outros países.

A vacina de Oxford/AstraZeneca, que também será produzida em breve no Brasil pela Fiocruz, é a principal aposta do governo brasileiro para o Plano Nacional de Imunização – que foi iniciado somente com a Coronavac, que já estava disponível no país.

O mesmo Instituto Serum foi atingido por um incêndio na manhã desta quinta. De acordo com os responsáveis pela entidade, a produção de imunizantes contra a Covid-19 não foi atingida.

Alívio após trapalhadas

A vinda das vacinas traz algum alívio para o programa de imunização brasileiro, que viu um grande revés na tentativa frustrada de trazer as doses da Índia na última semana.

O Itamaraty, como também é conhecido o Ministério de Relações Exteriores, anunciou em 5 de janeiro que tinha feito acordo com a Índia para a compra de 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, Já naquela ocasião, no entanto, o Instituto Serum informava que a exportação para outros países só teria início depois de atendida a demanda interna indiana.

Em uma tentativa de antecipar o início da vacinação no Brasil, o governo federal chegou a preparar um avião especialmente para ir à Índia buscar as doses. O país asiático, no entanto, barrou a operação e disse que não tinha como atender à solicitação brasileira naquele momento.

Em seguida, no entanto, a Índia anunciou a doação de doses da vacina para países vizinhos, como parte da política diplomática para o sul da Ásia e outras nações no Oceano Índico, como Butão, Nepal, Bangladesh e Ilhas Seychelles. Não houve qualquer menção ao Brasil e à encomenda feita por meio do Ministério de Relações Exteriores.

Até o momento a única vacina em uso no Brasil para imunização contra a Covid-19 é a Coronavac, desenvolvida pelo laboratório Sinovac e pelo Instituto Butantan. No entanto, a produção encontra-se paralisada desde domingo (17) em razão da falta de insumos para o imunizante, que são importados da China e aguardam liberação do governo do país asiático para embarcarem para o Brasil.

Tanto a postura indiana quanto a chinesa sobre o Brasil são consideradas fruto de uma desastrada política diplomática do Itamaraty. Seu chefe o ministro Ernesto Araújo, é um representante convicto da ala ideológica do governo Bolsonaro e adota atitudes que vem desagradando parceiros comerciais mundo afora, incluindo chineses e indianos.

Por meio das redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido),no entanto, atribuiu ao Itamaraty e ao chanceler a liberação das vacinas pela Índia.

Ao todo, 57 países – incluindo o Brasil – já iniciaram o processo de vacinação, somando cerca de 54 milhões de pessoas já imunizadas.

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Política externa brasileira coloca em risco plano de imunização contra Covid-19 https://canalmynews.com.br/politica/politica-externa-brasileira-coloca-em-risco-plano-de-imunizacao-contra-covid-19/ Thu, 21 Jan 2021 15:09:47 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/politica-externa-brasileira-coloca-em-risco-plano-de-imunizacao-contra-covid-19/ Relações desgastadas com China e Índia, fornecedores de insumos médicos, já impactam na produção das vacinas

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O clima de euforia gerado com o início da imunização contra a Covid-19 no Brasil durou pouco. O alívio gerado pela aprovação junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) das vacinas a serem produzidas no país pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz deu lugar à apreensão e ao risco de falta desses imunizantes. E o motivo recai sobre a política externa do governo de Jair Bolsonaro.

No dia seguinte à homologação dos antivirais, os projetos de vacinação começaram a enfrentar sérios entraves. A razão principal, em termos materiais, diz respeito às poucas doses disponíveis no Brasil: 6 milhões para mais de 210 milhões de habitantes — todas da Coronavac, vacina produzida pelo Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

O governo contava com 2 milhões de vacinas vindas da Índia, bem como de materiais chineses para produção de imunizantes no Brasil, impactando tanto as doses do Instituto Butantan quanto da Fiocruz.

Teste com voluntário para vacina contra a Covid-19
Teste com voluntário para vacina contra a Covid-19.
(Foto: Governo do Estado de São Paulo)

Diplomacia contra plano de imunização

A Fiocruz afirmou que a falta de previsão para a chegada do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) pode atrasar a fabricação das primeiras remessas da vacina Oxford/AstraZeneca, previstas para a segunda semana de fevereiro. O Butantan confirmou que desde domingo (17) não consegue produzir novas doses da Coronavac por falta de insumos, parados na China.

Esse cenário de desabastecimento tem como uma de suas origens as estratégias de política externa dos países asiáticos, termos burocráticos e, sobretudo, contrariedades diplomáticas resultantes da postura federal brasileira.

Críticos ávidos do sistema político chinês, os integrantes da família Bolsonaro, acrescidos por ações de assessores e do ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, geraram verdadeiros incômodos a Pequim, que foram compreendidos como erros sistêmicos pela comunidade internacional.

Nesta semana, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou que “a China não tem dado celeridade aos documentos de exportação necessários para que o IFA saia e venha para o Brasil”, e completou: “Estamos fazendo movimentos fortes no nível diplomático para encontrar onde está essa resistência e resolver o problema”.

Quanto à Índia, o não apoio brasileiro à proposta indiana de quebra de patente temporária de produtos relacionados ao combate da mundial da Covid-19, apresentada no ano passado à Organização Mundial do Comércio (OMC), é apontado como motivo principal para o entrave – o Governo Federal aguarda o carregamento de 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca fabricadas no país.

O chanceler Ernesto Araújo, por sua vez, atribuiu o atraso na liberação de 2 milhões de doses prontas da AstraZeneca e dos insumos da Sinovac, já adquiridos pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz na China e na Índia, a adversidades burocráticas e à elevada demanda internacional pelos materiais. Mas admitiu que não há prazo para que as vacinas cheguem ao Brasil, embora o governo tenha inclusive preparado um avião especialmente para buscar os imunizantes.

“Todo o processo está avançando e queremos acelerar justamente para que possamos manter o cronograma de vacinação. O comércio com a China cresceu expressivamente nos dois anos do nosso governo. Em 2020, cresceu 30% em comparação com 2019. Estamos juntos no Brics e tenho certeza que isso se refletirá também neste caso. Não é um assunto político, é um assunto de demanda por um produto”, declarou.

Segundo Araújo, o Brasil mantém uma “relação madura e construtiva” com ambas as nações asiáticas.

Saídas?

Diante desse quadro, outros atores têm atuado para tentar retomar o fornecimento externo de insumos para as vacinas.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que participou no último dia 20 de uma reunião virtual com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming.

“O governo chinês vai trabalhar para acelerar a chegada desses insumos. O diálogo com o governo de São Paulo e o Instituto Butantan vai fazer com que a gente consiga avançar o mais rapidamente possível. A decisão do governo chinês é atender a população brasileira”, declarou o parlamentar.

Maia confirmou a inação federal, tendo em vista “uma falta de diálogo incrível. A questão ideológica tem prevalecido sobre a questão de salvar vidas”, criticou. Até o momento, o governo brasileiro não realizou esforços para contatar a embaixada chinesa, a fim de debater possíveis soluções para a questão.

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Vacinação no Brasil esbarra em falta de insumos de China e Índia e na política externa https://canalmynews.com.br/mais/vacinacao-no-brasil-esbarra-em-falta-de-insumos-de-china-e-india-e-na-politica-externa/ Tue, 19 Jan 2021 23:54:16 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/vacinacao-no-brasil-esbarra-em-falta-de-insumos-de-china-e-india-e-na-politica-externa/ Postura do Itamaraty sobre a China e atropelos com a Índia ameaçam vacinação no Brasil

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Com um dia de atraso em relação ao previsto, a vacinação no Brasil contra a Covid-19 se encontra em andamento em todos os estados do país e do Distrito Federal. No entanto, além dos desencontros entre os entes federativos, a imunização no país ainda tem como desafio a atual política externa brasileira.

Isso porque o Brasil vem colecionando atropelos e trocas de farpas com China e Índia, que além de parceiros comerciais importantes também figuram entre os maiores fornecedores globais de insumos médicos — como aqueles usados para fabricação de vacinas.

O Brasil produz apenas 5% dos insumos médicos necessários para sua demanda de medicamentos e vacinas. Os demais 95% são importados, sendo que China e Índia respondem por nada menos que 72% do total da demanda nacional que vem de fora — 35% e 37%, respectivamente, de acordo com a Abiquifi (Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos).

As duas vacinas já aprovadas para uso emergencial no Brasil, a serem produzidas pelo Instituto Butantan (Coronavac) e pela Fiocruz (Oxford/AstraZeneca), dependem desses insumos médicos que não estão chegando de China e Índia. Sem eles, não é possível dar continuidade à vacinação no país.

Doses da Coronavac, vacina que recebeu autorização para uso emergencial no Brasil
Doses da Coronavac, vacina que recebeu autorização para uso emergencial no Brasil.
(Foto: Breno Esaki / Agência Saúde)

Barradas pela diplomacia

Um desses insumos é o IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo), que vem da China. De acordo com o Instituto Butantan, que vai produzir a Coronavac, a encomenda acertada para as novas doses do imunizante no país já está pronta, mas depende de questões burocráticas para embarcar em direção ao Brasil.

A Fiocruz também informou que aguarda a vinda desse insumo da China para produção das vacinas a partir do convênio com a Universidade de Oxford e laboratório AstraZeneca.

No entanto, as relações do governo de Jair Bolsonaro com a China estão longe de um bom momento. O motivo principal são as sucessivas críticas do presidente, de seus filhos e do ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, contra um dos principais parceiros comerciais do Brasil.

Também entram nessa conta as seguidas acusações da ala ideológica do governo Bolsonaro — que possui em Araújo um de seus principais nomes —de que a China seria responsável pelo novo coronavírus; e os questionamentos sobre a Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac.

Diante do impasse diplomático, parlamentares tem se movimentado para tentar desatar esse nó. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou uma audiência com o embaixador da China para tentar agilizar o processo. Para Maia, o governo Bolsonaro “interditou a relação com a China”.

O presidente da Frente Parlamentar Brasil-China e da Frente Parlamentar dos BRICS, o deputado federal Fausto Pinato (PP-SP), entregou nesta terça uma carta ao presidente chinês, Xi Jinping. No documento, protocolado na Embaixada da China, em Brasília, ele pede a intervenção direta do presidente chinês para que libere a exportação do IFA ao Instituto Butantan e à Fundação Oswaldo Cruz, garantindo a continuidade da produção das vacinas Coronavac e Oxford/AstraZeneca no Brasil.

Teste com voluntário para vacina contra a Covid-19
Teste com voluntário para vacina contra a Covid-19.
(Foto: Governo do Estado de São Paulo)

Importação fracassada da Índia

Outra má notícia para o programa brasileiro foi a operação frustrada de buscar 2 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca junto ao Instituto Serum, na Índia.

O Brasil chegou a adesivar um avião que teria a Índia como destino para buscar o imunizante. No entanto, o governo indiano disse que não poderia atender à demanda brasileira no momento e que a prioridade seria suprir o mercado nacional.

Nesta terça-feira (19), no entanto, a Índia iniciou a exportação de doses da vacina para países vizinhos, como parte de sua política externa. E não há qualquer previsão até o momento para atender a solicitação brasileira.

O presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer na segunda (18) que o atraso na vinda das vacinas da Índia seria de “2 ou 3 dias”, o que acabou desmentido pelo anúncio do governo indiano.

Visão diplomática ultrapassada

Reservadamente o Itamaraty já admite o impasse com Índia e China e suas consequências. E tem atuado por meio de diplomatas na China e na Índia para tentar evitar os danos que o atraso ameaça causar ao programa de imunização brasileiro.

Para Marcos Vinicius Freitas, professor visitante na Universidade de Relações Exteriores da China, o país precisa ver a China muito mais do que como parceiro econômico. E acrescenta ainda que a visão diplomática atual do Itamaraty parece ver o mundo como há 40 ou 50 anos atrás — quando ainda estava vigente a Guerra Fria.

“O Brasil precisa da China como um parceiro econômico e político importante. As antigas alianças do Brasil não necessariamente serão aquelas que vão dar os ganhos econômicos exponenciais que a China pode oferecer”, disse o professor em participação no programa Dinheiro na Conta desta terça.

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Itamaraty confirma compra da vacina de Oxford produzida na Índia https://canalmynews.com.br/mais/itamaraty-confirma-exportacao-da-vacina-de-oxford-produzida-na-india/ Wed, 06 Jan 2021 10:54:01 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/itamaraty-confirma-exportacao-da-vacina-de-oxford-produzida-na-india/ Processo de importação das doses é uma tentativa de acelerar o início da vacinação no país

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Vacina contra a Covid-19
Vacinas contra a Covid-19 já são aplicadas em dezenas de países. Brasil ainda não começou o processo.
(Foto: Lisa Ferdinando)

O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta terça-feira (5) a importação pelo Brasil de 2 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório Astra/Zeneca, que está sendo produzida na Índia. Segundo o Itamaraty, as doses chegam ao país ainda em janeiro.

A importação será feita pela Fiocruz e recebeu aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Vale ressaltar que ainda não há autorização para aplicação da vacina na população.

O imunizante desenvolvido pelas duas instituições é a base do plano nacional de vacinação anunciado em 16 de dezembro pelo governo federal, via Ministério da Saúde.

O Instituto Serum, responsável pela fabricação da vacina na Índia, havia anunciado na segunda-feira (4) que só começaria a exportação do imunizante após vacinação na população local. Nesta terça, em novo comunicado divulgado, o instituto voltou atrás e informou que a exportação será permitida a todos os países.

Além da importação, a Fiocruz também será responsável pela produção da vacina da Oxford no Brasil. O processo de importação das doses vindas da Índia é uma tentativa de acelerar o início da vacinação no Brasil, já que a Fiocruz ainda não terá doses disponíveis para este início de ano.

O Ministério da Saúde estima que a vacinação no país deve começar entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro. No entanto, tal previsão depende que os fabricantes obtenham o registro dos imunizantes junto à Anvisa.

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