Avião com vacinas da Oxford  produzidas na Índia chega ao Brasil Avião chega ao Brasil com vacinas da Oxford produzidas pela Índia. (Foto: Ministério da Saúde) Mais imunizantes

Avião com vacinas da Oxford produzidas na Índia chega ao Brasil

Governo da Índia decidiu liberar na quinta-feira a exportação das doses para outros países, incluindo o Brasil

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  • 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, produzidas pelo Instituto Serum na Índia, chegaram ao aeroporto de Guarulhos (SP) na tarde de 22/01/2021, em voo da Emirates.
  • Os imunizantes foram recebidos pelos ministros da Saúde (Eduardo Pazuello), das Relações Exteriores (Ernesto Araújo) e das Comunicações (Fábio Faria).
  • Um segundo voo, operado pela Azul, transportará as doses para a Fiocruz, no Rio de Janeiro, de onde serão distribuídas ao território nacional.
  • A exportação foi viabilizada após o governo indiano autorizar, em 21/01/2021, o envio das vacinas para outros países, inclusive o Brasil.
Avião da Emirates chega ao Brasil com vacinas da Oxford produzidas pela Índia
Avião chega ao Brasil com vacinas da Oxford produzidas pela Índia.
(Foto: Ministério da Saúde)

Chegaram ao aeroporto de Guarulhos (SP) na tarde desta sexta-feira (22) o lote de 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, fabricadas na Índia pelo Instituto Serum.

Os imunizantes chegaram em um voo da companhia aérea Emirates e foram recebidos pelos ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e das Comunicações, Fábio Faria.

Um novo voo, operado pela companhia Azul, vai levar as doses para a Fiocruz, no Rio de Janeiro. De lá, as vacinas serão distribuídas para todo o Brasil.

O governo da Índia decidiu liberar na quinta-feira (21) a exportação das doses para outros países, incluindo o Brasil. Antes, de acordo com as autoridades indianas, foram atendidas a demanda inicial interna e as doações de vacinas para países vizinhos.

A vacina de Oxford/AstraZeneca, que também será produzida em breve no Brasil pela Fiocruz, é a principal aposta do governo brasileiro para o Plano Nacional de Imunização. Ele foi iniciado somente com a Coronavac, que já estava disponível no país, e que recebeu nova autorização para uso emergencial pela Anvisa.

Vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca
Vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca.
(Foto: John Cairns/University of Oxford)

Percalços na operação

A vinda das vacinas traz algum alívio para o programa de imunização brasileiro, que viu um grande revés na tentativa frustrada de trazer as doses da Índia na última semana.

O Itamaraty, como também é conhecido o Ministério de Relações Exteriores, anunciou em 5 de janeiro que tinha feito acordo com a Índia para a compra de 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca. Já naquela ocasião, no entanto, o Instituto Serum informava que a exportação para outros países só teria início depois de atendida a demanda interna indiana.

A tentativa do governo brasileiro de antecipar a vinda das vacinas para iniciar seu programa de imunização, no último dia 15, gerou uma saia justa com a Índia, que barrou a operação e só liberou a venda das doses na quinta-feira (21).

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