Arquivos jornalismo independente - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/jornalismo-independente/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Thu, 01 Aug 2024 19:03:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 ‘Atacar jornalista na internet dá ibope’, diz co-fundadora da Agência Pública https://canalmynews.com.br/opiniao/atacar-jornalista-na-internet-da-ibope-diz-co-fundadora-da-agencia-publica/ Thu, 01 Aug 2024 18:58:24 +0000 https://localhost:8000/?p=45560 Natália Viana afirmou não saber ao certo por que isso ocorre, mas acredita que há uma rejeição ao jornalismo que pode ser geracional

O post ‘Atacar jornalista na internet dá ibope’, diz co-fundadora da Agência Pública apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Os chamados “populistas digitais” perceberam que atacar jornalistas nas redes sociais dá ibope e batem nessa tecla para ganhar engajamento, afirmou ao MyNews a jornalista Natália Viana, co-fundadora e diretora executiva da Agência Pública, agência de jornalismo investigativo independente. Em entrevista à Mara Luquet, Natalia afirmou não saber ao certo por que isso ocorre, mas acredita que há uma rejeição ao jornalismo que pode ser geracional. “Populista digital”, explica, é um termo atribuído a uma pessoa que usa a própria popularidade nas redes para criar polêmicas e se projetar, como é o caso do ex-presidente Donald Trump.

“Acho que as pessoas mais novas identificam o jornalismo como uma instituição, como grandes corporações, o que obviamente não é o nosso caso”, afirma Natália. “No bojo desse sentimento antissistema, se atacam grandes corporações, como a Rede Globo, que devem ser criticadas, claro, mas também se joga o jornalismo fora, e o jornalismo é essencial. As pessoas acham que elas podem abrir mão do jornalismo, mas não podem.”

Leia mais: Contar mentira virou um grande negócio com lucros políticos e financeiros

Para Natália, um período que evidenciou com muita clareza a importância do jornalismo para a sociedade foi a pandemia que, inclusive, fortaleceu a credibilidade da imprensa perante a população global. Segundo pesquisa do Instituto Reuters, a confiança na informação dada pela mídia aumentou em média 6 pontos do início da pandemia, em março de 2020, até junho de 2021, chegando a 44% no geral.

À época, as pessoas ficaram recolhidas dentro de suas casas. Dependeram exclusivamente dos grandes canais de mídia para se manterem informadas sobre a situação da doença, que fez centenas de milhares de vítimas por todo o Brasil. Para já jornalista, a Globo, por exemplo, teve importância fundamental nesse processo. O papel do jornalismo é não só trazer informação de qualidade, mas também monitorar as autoridades e representar os interesses da população quando necessário.

“Na pandemia, as pessoas entenderam que é preciso, o tempo todo, ter alguém avaliando se uma informação é verdadeira ou não, que informação está sendo escondida, se o governo está cumprindo metas, se tem corrupção, se não tem. O jornalista é quem monitora o governo em nome do povo e conta quando alguma coisa está errada”, diz.

Saiba o que mudou no jornalismo e quais os moldes da nova era pós vazamento do Wikileaks:

O post ‘Atacar jornalista na internet dá ibope’, diz co-fundadora da Agência Pública apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Sobe para 56 o número de mortes registradas em Pernambuco https://canalmynews.com.br/cidades/sobe-para-56-o-numero-de-mortes-registradas-em-pernambuco-vigilancia-em-saude-do-estado-aponta-70-obitos-urbanista-explica-culpa-nao-e-das-chuvas/ Sun, 29 May 2022 18:22:28 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=28714 Vigilância em Saúde do estado aponta 70 óbitos. Urbanista explica: ‘culpa não é das chuvas’.

O post Sobe para 56 o número de mortes registradas em Pernambuco apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Região metropolitana do recife sofre com chuva e deslizamentos

Região metropolitana do recife sofre com chuva e deslizamentos. Foto: Prefeitura do Recife

 

 

 

Pelo menos 56 pessoas morreram vítimas de desabamentos e deslizamentos de terra ocorridos após as fortes chuvas que atingem o Estado de Pernambuco.

O Ministério do Desenvolvimento Regional informa que há ainda 56 desaparecidos, 25 feridos, 3.957 desabrigados e 533 desalojados.

Vídeos divulgados em redes sociais mostram alagamentos, casas desabando, lama encobrindo vidas, falta de infraestrutura e de saneamento básico. Um levantamento da Vigilância em Saúde, rede abastecida por técnicos e agentes locais, aponta que há pelo menos 70 mortes.

Ainda que os índices pluviométricos tenham sido maiores do que em outros anos, a arquiteta e urbanista Raquel Rolnik, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, explica que a culpa pela tragédia na vida das pessoas não é das chuvas. “Na verdade, a gente está falando de um modelo de ocupação do solo que não garante a possibilidade das pessoas se assentarem em locais razoáveis. Tem uma intensidade de chuva mais forte? Tem, e isso está piorando ainda mais essa situação. Mas a culpa não é das chuvas”.

Para o arquiteto e urbanista Milton Bloter, da Universidade Federal de Pernambuco, “seria muito fácil, para não dizer leviano, culpar as chuvas pela tragédia das pessoas. As chuvas são sazonais, se repetem periodicamente na região metropolitana do Recife. Esta tragédia é fruto da ausência de políticas de habitação e de investimentos de infraestrutura adequada”. Bloter presidiu o Instituto da Cidade do Recife – Engenheiro Pelópidas Silveira, órgão municipal responsável pelo urbanismo e planejamento estratégico da cidade. Segundo ele, temos cidades extremamente excludentes e a porção da cidade mais excluída é a que mais sofre nesse período das chuvas. Bloter explica que não há oferta de áreas urbanizadas dotadas de infraestrutura, mobilidade e acesso a trabalho. “As pessoas não ocupam as áreas de risco porque querem e sim porque não têm onde morar”.

Segundo Bloter, o problema das enchentes no Recife foi amenizado, na década de 70, com um sistema de barragens de contenção. Mas, ao mesmo tempo, naquele período, a urbanização dentro da própria cidade tratava os riachos urbanos como se fossem águas de drenagem superficial. “Temos verdadeiros riachos urbanos enterrados na cidade e frequentemente eles estão entupidos, cheios de lixo. E aí vem o outro lado da tragédia, que é a parte de culpabilizar a população. Mas é uma população que não tem acesso à educação e tem um serviço público precário de coleta de lixo”, diz. Bloter ressalta o volume imenso de lixo que é descartado nos cursos d’água, gerando entupimento dos canais e canaletas, o que contribui para provocar enchentes e desabamentos pela cidade toda.

Na manhã deste domingo (29), em entrevista coletiva, o ministro do Desenvolvimento Regional, Daniel Ferreira, contabilizou 44 óbitos, 56 desaparecidos, 25 feridos, 3957 desabrigados e 533 desalojados. Um grupo de ministros está no Estado e fez um sobrevoo pelas regiões mais afetadas. Ferreira estava acompanhado dos ministros Carlos Brito, do Turismo, Ronaldo Bento, da Cidadania e Marcelo Queiroga, da Sáude. A região entre Recife e Jaboatão dos Guararapes foi a localidade mais afetada ao lado do Jardim Monte Verde, no bairro do Ibura, na zona sul da capital.

Ministros do governo federal fazem coletiva de imprensa após sobrevoarem áreas atingidas pelas chuvas em Pernambuco

Ministros do Governo Federal fazem coletiva de imprensa após sobrevoarem áreas atingidas pela chuva em Pernambuco. Foto: Ministério do Desenvolvimento Regional

“Embora tenha parado de chover agora a gente tá com chuvas fortes previstas para os próximos dias. Então a primeira coisa é manter as medidas de autoproteção,” disse Daniel Ferreira, ministro do Desenvolvimento Regional. “Telefonei para o governo do Estado aqui de Pernambuco e para o prefeito de Recife. Porque, mesmo o governo do estado e o município tendo as defesas civis muito bem estruturadas, são dessas reconhecidas nacionalmente, uma chuva dessa magnitude causa estrago em qualquer município do Brasil”, disse Ferreira.

O ministro falou dos trâmites para liberação de recursos federais para auxiliar as autoridades no enfrentamento da situação. Segundo ele, a primeira etapa é o reconhecimento federal dos decretos de emergência emitidos pelos entes públicos locais: governo do estado e prefeituras. Depois disso é preciso que o reconhecimento federal da situação e publicação no Diário Oficial da União. Só depois disso é que o governo federal libera recursos para a primeira de três etapas: socorro e assistência humanitária. “São recursos para kits de higiene, limpeza, colchões, cestas básicas, combustível e alimentação para equipes de resgate”” disse Ferreira.

Na quintafeira (26), a Defesa Civil já tinha emitido alerta para o risco de chuvas intensas no litoral do Nordeste até este domingo (29). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Alagoas estão sendo os mais afetados.

Bolsonaro vai a Pernambuco nesta segunda (30)

O presidente Jair Bolsonaro publicou no Twitter, neste domingo (29), que vai ao Recife na segunda-feira (30) para “melhor se inteirar da tragédia”. “O nosso governo disponibilizou, desde o primeiro momento, todos os seus meios para socorrer aos atingidos, aí incluído as Forças Armadas”, escreveu Bolsonaro.

 

O post Sobe para 56 o número de mortes registradas em Pernambuco apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Ganhe presentes do MyNews. Participe da campanha “Traga um amigo para o bonde dos membros” https://canalmynews.com.br/mais/bonde-dos-membros-mynews/ Tue, 20 Jul 2021 21:24:29 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bonde-dos-membros-mynews/ Bonde dos membros – visando o apoio ao jornalismo independente e de qualidade, o MyNews preparou ação especial para seus membros

O post Ganhe presentes do MyNews. Participe da campanha “Traga um amigo para o bonde dos membros” apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A campanha “Traga um amigo para o Bonde dos Membros” é mais um benefício exclusivo para quem é apoiador do canal no YouTube. A ação tem como objetivo ampliar a rede de pessoas que auxiliam o desenvolvimento do jornalismo independente e de qualidade praticado no canal, compensando, para isso, quem já faz parte desse time.

Campanha 'Traga um amigo para o Bonde dos Membros'.
Campanha ‘Traga um amigo para o Bonde dos Membros’. Foto: Reprodução (MyNews).

Válida até o dia 23 de julho, a campanha oferece presentes especiais do MyNews, como porta copos personalizados (para quem trazer um novo membro, apoiador ou parceiro) e boné bordado com a logomarca do canal (enviado para quem trazer três ou mais novos membros) – o envio dos brindes será realizado no mês de agosto.

Comprovação e recebimento do brinde

O parceiro do canal que indicar o(s) amigo(s) deve, primeiramente, se certificar que a pessoa realmente se tornou membro. Ir, na sequência, até a publicação oficial da campanha na aba da comunidade no YouTube e escrever o nome dos indicados nos comentários (para quem já é membro, basta acessar este link). Outra opção é enviar um e-mail para membros@admin.canalmynews.com.br com as mesmas informações solicitadas anteriormente.

Depois disso, é preciso apenas preencher um formulário que será disponibilizado ou encaminhado para os membros beneficiados. 

Qualquer dúvida acerca do processo de inscrição pode ser enviada também para o endereço membros@admin.canalmynews.com.br.

Teaser dos presentes oferecidos na campanha ‘Bonde dos Membros MyNews’.

Seja membro

Para se tornar membro do canal MyNews, acesse este link e clique no botão ‘Seja membro’:

Botão de membros no YouTube.
Botão de membros no YouTube. Foto: Reprodução MyNews.

Depois, preencha seus dados bancários. A cobrança é feita pelo próprio Youtube:

Cobrança automática do YouTube.
Cobrança automática do YouTube. Foto: Reprodução MyNews.

Ao se tornar membro do canal, você encontra os conteúdos exclusivos para membros na comunidade do MyNews no Youtube ou na playlist dos membros.

Como membro apoiador, você tem acesso a:

Vídeos exclusivos Segunda Chamada e Quarta Chamada;

Programa MyNews Traduz;

Conteúdos e matérias exclusivos no site;

Oportunidade de escrever no ‘Você Colunista’;

Newsletter com curadoria especial;

Destaque nas interações dos chats e emojis especiais;

Descontos especiais no Clube do Livro, encontro com leitores e live com autores.

Como membro parceiro, você tem acesso a:

Envio de vídeo com perguntas para o Segunda e Quarta Chamada;

Participação nos encontros bimestrais com a diretoria do MyNews;

Webinar “O Futuro do trabalho”;

Webinar “Casais e Finanças”.

O post Ganhe presentes do MyNews. Participe da campanha “Traga um amigo para o bonde dos membros” apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Jornalismo sob ataque https://canalmynews.com.br/sem-categoria/jornalismo-sob-ataque/ Mon, 31 May 2021 21:05:58 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/jornalismo-sob-ataque/ De sequestro a xingamentos. Governos autoritários e a perseguição de jornalistas.

O post Jornalismo sob ataque apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Quem não se espantou com o sequestro do jornalista de Belarus nos últimos dias? Numa ação inacreditável, o governo autoritário de Alexander Lukashenko forçou o pouso de um avião comercial da irlandesa Ryanair, que ia para outro país, para prender o jornalista Roman Protasevich. Roman montou um canal de jornalismo independente no Telegram onde faz críticas ao regime Lukashenko, há 26 anos no poder. Não é a primeira vez que um avião é obrigado a fazer pousos forçados para a prisão de alguém, mas de um jornalista eu nunca tinha ouvido falar. 

A União Europeia se pronunciou horas após a prisão e, entre outras sanções, proibiu todas as companhias aéreas de Belarus de usarem o espaço aéreo e os aeroportos dos 27 países-membros do bloco. Apesar das sanções, o jornalista continua preso. 

Um ataque desses em plena Europa assusta, mas a verdade é que jornalistas são perseguidos no mundo todo. 

Pra mim, um dos casos internacionais mais marcantes foi o do saudita Jamal Khashoggi que escrevia para o The Washington Post. Ele era crítico da monarquia saudita. Jamal foi  torturado e esquartejado no consulado da Arábia Saudita em Istambul em outubro de 2018.  Ele tinha ido até lá para pegar um documento para se casar.  

Aqui no Brasil, um dos momentos mais tristes da história do nosso jornalismo foi a morte do Tim Lopes. Tim foi assassinado em 2002 enquanto fazia uma reportagem sobre abuso de menores e tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Foi sequestrado, torturado e executado por traficantes que queimaram covardemente o corpo do jornalista. 

O Brasil não é um país fácil para jornalistas. No ranking mundial de liberdade de imprensa feito pela ONG  Repórteres Sem Fronteiras estamos na posição 111. Ao todo são 180 países neste ranking onde os últimos lugares são ocupados por China, Turcomenistão, Coreia do Norte e Eritreia. 

Desde a chegada de Jair Bolsonaro ao poder os ataques à imprensa, segundo a Fenaj,  aumentaram em 105,77%. Você deve ter visto algumas dessas agressões. Bolsonaro  já mandou jornalistas calarem a boca, chamou profissionais de canalhas, disse que um jornalista tinha “cara de homossexual terrível”, insinuou – num ataque misógino e covarde  – que a jornalista da Folha Patrícia Campos Mello conseguiu informações em troca de favores sexuais e por aí vai. 

Xingar jornalistas, claro, não é exclusivo de Bolsonaro. Outros presidentes brasileiros já fizeram isso também. A diferença é que hoje descredibilizar a imprensa é política de estado, assim como fazia Trump. 

Os apoiadores mais cegos do presidente replicam o comportamento das redes sociais nas ruas. Na última manifestação pró-Bolsonaro, um repórter da CNN que estava trabalhando teve que sair acompanhado de seguranças enquanto uma multidão raivosa gritava “lixo”. 

Os que estavam gritando não admitem críticas aos seus ídolos. Já aconteceu também em outros governos. São pessoas que  querem uma imprensa conivente, que só dê notícias boas, que não incomode. Não entendem que o problema não são os jornalistas, mas as notícias, os fatos… O jornalismo é perfeito? Não. Empresas de comunicação têm as suas agendas. Mas hoje existem vários veículos independentes com jornalismo profissional, como o MyNews. Você pode se informar por uma variedade de canais sérios e chegar às suas próprias conclusões. Isso é ampliar e melhorar o debate. Quem quer calar a imprensa não tem a mínima noção das consequências disso. Sem imprensa, não há democracia. Sem jornalismo, só sobram trevas. 

O post Jornalismo sob ataque apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Obrigada, povo do MyNews https://canalmynews.com.br/mara-luquet/obrigada-povo-do-mynews/ Sun, 14 Mar 2021 16:55:39 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/obrigada-povo-do-mynews/ O que era um sonho se tornou realidade e completou, nesta semana, três anos com carinha de 30, como diz a nossa campanha de aniversário

O post Obrigada, povo do MyNews apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Foi aos 52 anos que consegui colocar de pé um dos maiores sonhos da minha vida. Participei da criação de um canal de notícias considerado, pelo Google, o benchmark de inovação em jornalismo no mundo.

O que era um sonho se tornou realidade e completou, nesta semana, três anos com carinha de 30, como diz a nossa campanha de aniversário. Carinha de 30 porque nesse pouco tempo de vida passou a ser reconhecido, no Brasil e no exterior, por sua qualidade técnica e editorial.

Obrigada, povo do MyNews
Obrigada, povo do MyNews. Fonte: MyNews

Comecei falando da minha idade porque muita gente ainda acha que inovação é coisa só de gente jovem. Nada contra os jovens. Pelo contrário. Hoje, no MyNews, temos uma turma de profissionais ainda na casa dos vinte e poucos anos tão competente e comprometida que nos dá a certeza de que nunca deixará a peteca cair.

Mas foi a turma dos 40+ que entrou em campo para fazer o sonho acontecer. Isto, lá no começo, quando confidenciei a Antônio Tabet meu desejo de fazer, no jornalismo, o que ele e a turma do Porta dos Fundos fizeram no humor: um canal independente e sustentável.

Na ocasião, esse time sênior trabalhava em grandes empresas. Apesar de estarem na zona de conforto, ansiavam por um desafio. Jornalistas puro sangue que enxergaram a oportunidade de participar de um projeto que usasse e abusasse da inovação tecnológica e que tivesse compromisso com a pluralidade de ideias. Esta combinação vencedora nos trouxe até aqui e continuará a pautar nosso trabalho.

Hoje, minha função no canal está mais voltada a viabilizar projetos da nossa equipe. E, depois de passar por esta experiência de três anos, posso afirmar: empreender no Brasil é difícil. Mas não impossível e isto só nos faz mais felizes, ao ver um sonho se realizar apesar das pedras no meio do caminho.

Certamente, minha maior ventura foi reunir uma equipe competente, comprometida, corajosa, disposta a fazer o impossível acontecer a cada dia. Sem dúvida, essa turma é o maior patrimônio do MyNews.

Eles são a garantia de que este não é o canal da Mara e do Tabet, mas sim o MyNews, um canal de jornalismo independente, com jornalistas profissionais, cuja missão é levar informações e análises da melhor qualidade à nossa audiência, com pluralidade e diversidade.

Neste ano que antecede uma das eleições mais esperadas de todos os tempos, o MyNews se orgulha em promover o debate sério e responsável de ideias, não importando a corrente de pensamento, porque acredita ser este o desejo dos quase meio milhão de inscritos e dos muitos que a eles se juntarão neste seu quarto ano de vida.

Obrigada, povo do MyNews!

O post Obrigada, povo do MyNews apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Precisamos falar sobre o jornalismo independente https://canalmynews.com.br/mara-luquet/precisamos-falar-sobre-o-jornalismo-independente/ Fri, 15 Jan 2021 17:02:37 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/precisamos-falar-sobre-o-jornalismo-independente/ Ao contrário do que se pensa inicialmente, o jornalismo independente, feito com cuidado, precisão e credibilidade, pode ser rentável sim

O post Precisamos falar sobre o jornalismo independente apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Estava participando de uma vídeo conferência com jornalistas de primeiríssima linha quando ouvi a velha cantilena: “É difícil encontrar investidores para canais de jornalismo porque não são rentáveis. Quem investe em jornalismo tem outra motivação que não a financeira.” Não foram exatamente estas as palavras usadas pelo meu colega, mas elas traduzem um pensamento muito comum entre os profissionais de imprensa. Na hora, pensei: precisamos reagir e começar a tratar o jornalismo como um negócio.

O jornalismo independente, feito com cuidado, precisão e credibilidade, pode ser rentável sim.

As novas tecnologias de informática têm se mostrado aliadas dos jornalistas, ao contrário do temor inicial de que elas chegaram para destruir nossa profissão.

As novas ferramentas tecnológicas e a internet possibilitaram o florescimento de vários projetos de jornalismo independente. Ao lado das fintechs, das healthtechs, das bigtechs, enfim, de tantas empresas de diferentes áreas que se beneficiaram com as novas tecnologias, estão as newstechs. Nós acreditamos muito nessa nova área do jornalismo profissional e não estamos sós.

Novas tecnologias têm sido benéficas ao jornalismo e o ajudam a se reinventar
Novas tecnologias têm sido benéficas ao jornalismo e o ajudam a se reinventar.
(Foto: David Schwarzenberg/ Pixabay)

Há cerca de dois anos, conheci o Mediapart, um canal francês criado por jornalistas que deixaram a redação do Le Monde para empreender no meio digital. Contaram com aporte inicial de investidores e, passados três anos, a operação já apresentava lucro. Hoje, depois de uma década de resultados crescentes, chegou a um lucro líquido de mais de 2 milhões de euros. Os investidores iniciais do Mediapart venderam suas participações depois de cinco anos com retorno de 20% ao ano em euros! Você encontra aqui uma entrevista com o fundador do Mediapart, Edwy Plenel.

Num mundo de taxas de juro negativas, não falta oferta de dinheiro para projetos que remunerem melhor o capital. No Brasil, onde a taxa básica de juro ronda os 2% anuais, não é diferente.

Investidores brasileiros, mal-acostumados com retornos de dois dígitos em aplicações no mercado financeiro, estão atrás de bons negócios. Por que não investir em uma empresa jornalística como fizeram investidores europeus no Mediapart?

Aqui, já há diversas experiências bem-sucedidas, mas que ainda se encontram no começo da jornada. Para darem saltos, vão precisar de mais aportes de investidores. E não vejo nada de errado nisso. Acordos de acionistas bem elaborados são escudos eficientes para manter a independência editorial, impedindo a interferência dos investidores.

Mas, para sermos bem sucedidos, precisamos desmitificar esse pensamento arraigado de que o jornalismo não pode ser uma atividade rentável. Esta é uma barreira ao jornalismo independente que deve ser vencida de uma vez por todas.

O post Precisamos falar sobre o jornalismo independente apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Repórter Brasil é alvo de ataques; associações repudiam e cobram providências https://canalmynews.com.br/mais/reporter-brasil-e-alvo-de-ataques-associacoes-repudiam-e-cobram-providencias/ Wed, 13 Jan 2021 15:44:11 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/reporter-brasil-e-alvo-de-ataques-associacoes-repudiam-e-cobram-providencias/ Abraji, Fenaj, OAB e SJSP manifestaram apoio à instituição e à liberdade de expressão

O post Repórter Brasil é alvo de ataques; associações repudiam e cobram providências apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Desde a primeira semana de 2021, a ONG Repórter Brasil vem sofrendo uma série de ataques virtuais, causando instabilidades no site do veículo, que chegou a sair do ar. Na última quinta-feira (7), a sede da redação, em São Paulo passou por uma tentativa de invasão física.

Horas depois das primeiras investidas digitais, no dia 6, a organização recebeu um e-mail anônimo exigindo que determinadas reportagens publicadas fossem retiradas integralmente do ar: “Como devem ter percebido vcs passaram por alguns problemas tecnicos na ultima data. Para que isso nao ocorra novamente removam as materias nas pastas de 2003, 2004, 2005 (sic)”.

Prontamente, em comunicado oficial, a instituição declarou que não atenderia “nenhuma tentativa de constrangimento ilegal, ainda mais uma que represente autocensura”, tendo em vista a situação de “flagrante desrespeito à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa”.

Na manhã seguinte à nota, os ataques continuaram, e a sede da Repórter Brasil sofreu uma tentativa de ataque, impedida pela chegada de vizinhos ao local. O arrombamento do portão, então, não foi consumado, mas ele terá que passar por reparos. Com isso, a segurança local precisou ser reforçada.

Ataques online configuram nova prática de censura
Investidas digitais contra o site Repórter Brasil configuram nova prática de censura.
(Foto: Lorenzo Cafaro/Pixabay)

No dia 8, os criminosos encaminharam um novo e-mail: “vamos esperar até 11/01 para que atendam nossas solicitações…”. Na segunda-feira, data mencionada na mensagem, o site passou por novos ataques, mais intensos, que impossibilitaram o acesso ao domínio por algumas horas.  

Assessorada por advogados, os dirigentes do site acionaram o Ministério Público Federal para dar início às investigações, além de registrarem boletim de ocorrência na Polícia Civil.

Fundada em 2001, a Repórter Brasil é um grupo de jornalistas, cientistas sociais e educadores que atuam com foco em reportagens sobre direitos humanos, incluindo denúncias de trabalho escravo.

Método DDoS

Segundo a equipe de segurança digital da ONG, entre os dias 6 e 11 de janeiro, os invasores utilizaram uma tática chamada DDoS (‘Denial Of Service’ ou negação de serviço distribuída, em tradução livre), caracterizada como uma tentativa de sobrecarga em um servidor, visando a indisponibilidade de recursos para os usuários.

Para isso, o atacante comanda um computador mestre capaz de gerenciar outros milhões de computadores, denominados ‘zumbis’. Assim, a máquina principal escraviza esses milhares de zumbis, obrigando-os a acessar um determinado alvo ao mesmo tempo. Levando em consideração que os servidores web conseguem atender um número limitado de usuários, esse tráfego repentino é amplamente capaz de obstruir o sistema e causar seu colapso.

Essa metodologia, no entanto, não é considerada uma invasão, uma vez que ela realiza apenas a invalidação por intermédio da sobrecarga. O diretor da Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto, explicou que o site “recebe esse tipo de ataque por sobrecarga há muitos anos. O grande diferencial, que faz com que esse ataque seja novo, é um pedido de chantagem não financeira: ou vocês cometem autocensura ou a gente não vai deixar o site de pé. Isso é muito grave”. “Devemos ficar de olho porque isso vai ser uma prática”, completou.

Resistência midiática

Diversos veículos de comunicação se posicionaram sobre o episódio a favor da organização de jornalismo independente e, principalmente, da liberdade de expressão.

A diretoria da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) afirmou que “não aceita ultimatos e constrangimentos ilegais impostos a jornalistas e veículos. Atos criminosos como esses afrontam o direito fundamental da liberdade de expressão, garantido pelo art. 5º, inciso IX da Constituição Federal.”

O advogado Pierpaolo Bottini, coordenador do Observatório da Liberdade de Imprensa do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), disse ser “preocupante o galopante nível de ataque as instituições jornalísticas”.

“Desde o governo federal até hackers fazem sistemático vilipêndio aquilo que deveria ser defendido como pilar de uma sociedade democrática. É preciso reagir, investigar, identificar os responsáveis”, completa.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em nota assinada pela presidente da entidade, Maria José Braga, declarou que “é a primeira vez que temos um ataque cibernético com objetivo assumido de censura, portanto, assumidamente um ataque à liberdade de imprensa. A desfaçatez do ou dos responsáveis exige o repúdio de toda sociedade e uma resposta à altura das autoridades competentes”.

Também em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo (SJSP) asseguraram que as investidas “desrespeitam a liberdade de imprensa, afrontam a democracia e impõem censura ao site”, além de que as ameaças e ataques “são inconcebíveis em uma sociedade democrática e não podem ser tolerados.” O SJSP colocou-se à disposição para “somar-se às medidas judiciais já adotadas e solidariza-se com a organização que mantém o site jornalístico”, afirmou.

O post Repórter Brasil é alvo de ataques; associações repudiam e cobram providências apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>