Arquivos jornalismo - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/jornalismo/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Thu, 03 Oct 2024 18:45:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Morre no Rio o apresentador Cid Moreira https://canalmynews.com.br/noticias/morre-no-rio-o-apresentador-cid-moreira/ Thu, 03 Oct 2024 18:45:32 +0000 https://localhost:8000/?p=47304 O jornalista tornou-se o rosto mais marcante do Jornal Nacional, e da televisão brasileira, ao ser o primeiro a comandar a bancada do noticiário

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O jornalista, locutor e apresentador Cid Moreira morreu nesta quinta-feira (03), aos 97 anos, no Rio de Janeiro. Internado há algumas semanas para tratar uma pneumonia no Hospital Santa Tereza, em Petrópolis, ele não resistiu e faleceu por insuficiência renal crônica.

O locutor tornou-se o rosto mais marcante do Jornal Nacional, da Rede Globo, e da televisão brasileira, ao ser o primeiro a comandar a bancada do noticiário que por anos foi líder absoluto de audiência.

Em nota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte do apresentador.

“Com tristeza, o Brasil se despede hoje de uma das personalidades mais emblemáticas da história do nosso jornalismo e televisão”, classificou Lula. “Meus sentimentos aos familiares, amigos, colegas e admiradores de Cid Moreira. Seu legado no jornalismo e na televisão brasileira será eternamente lembrado.”

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Cid Moreira, que completou 97 anos no domingo, apresentou o Jornal Nacional por, aproximadamente, oito mil vezes.

Dono de uma voz grave, dedicou-se também a gravar salmos bíblicos no início de 1990 e a íntegra da Bíblia em 2011, ambos com grande sucesso.

O apresentador mais icônico da televisão brasileira nasceu em Taubaté, no Vale do Paraíba (SP) em 1927. Começou a carreira no rádio, aos 17 anos, em 1944, na Rádio Difusora da cidade. Quando se mudou para São Paulo trabalhou na Rádio Bandeirantes e na Propago Publicidade.

Jornal Nacional

No Rio de Janeiro, em 1951, Cid Moreira foi locutor da Rádio Mayrink Veiga, época na qual começou a gravar comerciais ao vivo em programas da TV Rio. Foi em 1963 sua estreia oficial como locutor de notícias à frente do Jornal de Vanguarda, da TV Rio. Em seguida, passou por emissoras como a Tupi, Excelsior, Continental e Globo.

Em setembro de 1969, em plena ditadura militar, ocorreu a primeira transmissão do Jornal Nacional com Cid Moreira, ao lado de Hilton Gomes.

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No mesmo ano, Moreira foi uma dos apresentadores que leu ao vivo a carta da Ação de Libertação Nacional (ALN) e do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) sobre o sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick.

O embaixador foi libertado após 78 horas em troca da libertação de 15 presos políticos presos pela ditadura militar, exilados no México.

Cid Moreira permaneceu na bancada do Jornal Nacional por 26 anos.

Ele também fez vários projetos paralelos além do jornalismo e das leituras de textos religiosos.

Atuou no Fantástico, ficou famoso com o quadro do ilusionista Mr. M, o “senhor de todos os sacrilégios”, que desvendava os artifícios utilizados pelos mágicos em seus truques.

Sua biografia foi lançada em 2010, sob título “Boa Noite – Cid Moreira, a Grande Voz da Comunicação do Brasil”, escrita por sua esposa Fátima Sampaio Moreira.

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‘Atacar jornalista na internet dá ibope’, diz co-fundadora da Agência Pública https://canalmynews.com.br/opiniao/atacar-jornalista-na-internet-da-ibope-diz-co-fundadora-da-agencia-publica/ Thu, 01 Aug 2024 18:58:24 +0000 https://localhost:8000/?p=45560 Natália Viana afirmou não saber ao certo por que isso ocorre, mas acredita que há uma rejeição ao jornalismo que pode ser geracional

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Os chamados “populistas digitais” perceberam que atacar jornalistas nas redes sociais dá ibope e batem nessa tecla para ganhar engajamento, afirmou ao MyNews a jornalista Natália Viana, co-fundadora e diretora executiva da Agência Pública, agência de jornalismo investigativo independente. Em entrevista à Mara Luquet, Natalia afirmou não saber ao certo por que isso ocorre, mas acredita que há uma rejeição ao jornalismo que pode ser geracional. “Populista digital”, explica, é um termo atribuído a uma pessoa que usa a própria popularidade nas redes para criar polêmicas e se projetar, como é o caso do ex-presidente Donald Trump.

“Acho que as pessoas mais novas identificam o jornalismo como uma instituição, como grandes corporações, o que obviamente não é o nosso caso”, afirma Natália. “No bojo desse sentimento antissistema, se atacam grandes corporações, como a Rede Globo, que devem ser criticadas, claro, mas também se joga o jornalismo fora, e o jornalismo é essencial. As pessoas acham que elas podem abrir mão do jornalismo, mas não podem.”

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Para Natália, um período que evidenciou com muita clareza a importância do jornalismo para a sociedade foi a pandemia que, inclusive, fortaleceu a credibilidade da imprensa perante a população global. Segundo pesquisa do Instituto Reuters, a confiança na informação dada pela mídia aumentou em média 6 pontos do início da pandemia, em março de 2020, até junho de 2021, chegando a 44% no geral.

À época, as pessoas ficaram recolhidas dentro de suas casas. Dependeram exclusivamente dos grandes canais de mídia para se manterem informadas sobre a situação da doença, que fez centenas de milhares de vítimas por todo o Brasil. Para já jornalista, a Globo, por exemplo, teve importância fundamental nesse processo. O papel do jornalismo é não só trazer informação de qualidade, mas também monitorar as autoridades e representar os interesses da população quando necessário.

“Na pandemia, as pessoas entenderam que é preciso, o tempo todo, ter alguém avaliando se uma informação é verdadeira ou não, que informação está sendo escondida, se o governo está cumprindo metas, se tem corrupção, se não tem. O jornalista é quem monitora o governo em nome do povo e conta quando alguma coisa está errada”, diz.

Saiba o que mudou no jornalismo e quais os moldes da nova era pós vazamento do Wikileaks:

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Firmeza gentil! MyNews, um canal dirigido e feito por muitas mulheres https://canalmynews.com.br/brasil/firmeza-gentil-mynews-um-canal-dirigido-e-feito-por-muitas-mulheres/ Wed, 08 Mar 2023 22:42:27 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36295 Equipe do canal é 60% composta por mulheres

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Em 2018 nascia o canal MyNews de jornalismo no YouTube. Era um ano eleitoral com cenário político polarizado. Fazer um canal independente de jornalismo naquele momento parecia coisa de maluco. E era mesmo! A ideia partiu da cabeça de uma mulher, Mara Luquet, que montou um time recheado de mulheres do qual sou a editora-chefe. Um ano depois da estreia, nos tornamos um caso de estudo mundial na plataforma.

A qualidade dos debates e análises, a pluralidade de ideias e o jeito simples de tratar assuntos complexos nos proporcionaram um engajamento e uma interação até então desconhecidos no YouTube. Neste Dia Internacional das Mulheres me orgulho de termos uma equipe composta por 60% de mulheres.

Mesmo estando ao lado de grandes veículos de comunicação – como Globonews, CNN e BandNews -, o MyNews foi eleito o melhor canal de notícias em 2020 e ficou entre os Top 10 canais digitais do prêmio Ibest na categoria Política em 2021 e Veículo de Opinião em 2022. Nós tínhamos encontrado o nosso nicho e para isso rezamos diariamente a cartilha da persistência e da paciência.

É bem verdade que tivemos ajuda, mergulhamos na generosidade de especialistas que se dispuseram a dividir seus conhecimentos conosco. Foi assim que professores, advogados, cientistas, artistas, médicos, economistas, filósofos, juízes, cientistas políticos, jornalistas e toda sorte de especialistas se uniram ao nosso propósito de levar informação de qualidade para o público. Fomos subindo em relevância ao mesmo tempo que puxamos muitos desses especialistas para cima, dando a eles voz e a merecida visibilidade.

Aos poucos, fomos nos definindo perante a audiência: uma alternativa consistente, leve e informal. Um canal dirigido por mulheres com uma identificação maior com as situações vividas pelas outras mulheres da equipe. Certa vez, durante uma gravação presencial, um dos integrantes do estúdio se mostrou surpreso com o meu tom de voz: suave e amigável demais. Para ele, aquilo não combinava com alguém que estava no comando. Me questionei internamente e mantive o tom. Felizmente, a gravação foi um sucesso. Percebi que tínhamos na nossa essência algo muito feminino, dentro, claro, das diversas possibilidades do ser feminino: firmeza gentil. Desejei que o mundo todo fosse assim e pensei no meu espaço de trabalho como uma oportunidade para compartilhar isso com os outros.

Ao longo destes 5 anos foram inúmeras as dificuldades e batalhas. Passamos por crises de toda ordem. Também discutimos muito o que queríamos ser, qual o nosso norte e como chegaríamos até lá. Fizemos um código de ética, um manual de boas práticas e não foram poucas as divergências e debates entre a equipe. Mas de uma coisa nunca discordamos: nossa contribuição para um debate construtivo. Não queremos treta e nem “lacrar”. Nosso foco está na escuta plural, no diálogo, no acolhimento às diversidades e na gentileza.

Veio a pandemia da Covid-19, dificuldades econômicas, equipe enxuta, trabalho remoto, flexibilidade de horários e uma necessidade de estarmos ainda mais próximas da nossa audiência. Trocamos os programas gravados por lives onde interagíamos com o público. Passamos a fazer lives diárias. Nos tornamos um refúgio para acolher as angústias da audiência ao mesmo tempo em que passávamos as informações.

Debatemos ainda mais as sobrecargas das mulheres, falsamente apresentadas como “superpoderes”. Discutimos as inúmeras tarefas familiares sob a responsabilidade das mulheres face à ausência dos homens. O resultado foi surpreendente para todo mundo e até para mim mesma. Estávamos todos – do lado de cá e do lado de lá da tela – fragilizados pela ameaça de um vírus desconhecido. Mas juntos era mais fácil seguir em frente.

Foi assim que encontramos a nossa fórmula secreta: a inteligência da nossa audiência. Nosso público não precisa ser tutelado, não quer alguém que diga como deve pensar ou agir. As pessoas querem informação de qualidade sem ódio, com uma escuta ativa, que não seja empolada e se abra dentro das suas fragilidades.

Nesse dia das mulheres, eu desejo que mulheres e homens se inscrevam no MyNews. Tem uma coisa especial acontecendo nesse canal. Você só precisa ter um pouco de sensibilidade para perceber. Mas se precisar de uma forcinha, nosso time de mulheres incríveis está a postos!

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‘É preciso garantir a liberdade de expressão’, diz relator do PL das Fake News https://canalmynews.com.br/politica/e-preciso-garantir-a-liberdade-de-expressao-diz-relator-do-pl-das-fake-news/ Fri, 03 Feb 2023 14:33:36 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35762 Projeto que tramita desde 2020 no Congresso deve voltar a ser discutido pelos parlamentares no governo Lula (PT)

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Em discussão no Congresso Nacional desde 2020, o Projeto de Lei 2.630/2020, que visa criar a chamada “Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet” – também conhecido como PL das Fake News -, deve voltar a ser debatido pela Câmara dos Deputados na nova legislatura, iniciada em fevereiro deste ano.

A proposta foi aprovada pelos senadores, mas ainda não há consenso na outra Casa. O parlamentar Orlando Silva (PCdoB-SP) é o relator do projeto e ainda busca aprimorar o texto para que possa ser aprovado pela maioria.

“A regulação das plataformas digitais é um tema que está sendo discutido no mundo inteiro. O meu relatório do PL das Fake News tem parâmetros bem precisos: transparência dos algoritmos, como os critérios para derrubar ou manter determinado conteúdo no ar. Se ele é confiável ou não, se vai ser impulsionado. O usuário precisa ter o direito do contraditório”, disse Orlando, em entrevista ao Almoço do MyNews.

“No texto também há a determinação de um código de conduta nas plataformas, para que preservem a liberdade de expressão, a contestação do usuário e a moderação que elas devem fazer. É preciso garantir a liberdade de expressão”, complementou o deputado.

Outro tópico mencionado pelo parlamentar foi a valorização do jornalismo profissional, principalmente como agente de combate à desinformação. “Se o MyNews, por exemplo, produz um conteúdo relevante, o Google se utiliza do prestígio do MyNews para capitalizar em cima. É necessário que esta monetização seja melhor dividida com os veículos de imprensa. É uma forma de valorizar o jornalismo de qualidade. Fake News se combate com informação, apuração, profissionais sérios, checagem e fontes”, concluiu.

Assista à entrevista na íntegra.

 

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Morre a jornalista Glória Maria, pioneira de histórias e ícone do jornalismo brasileiro https://canalmynews.com.br/brasil/morre-a-jornalista-gloria-maria-aos-73-anos/ Thu, 02 Feb 2023 14:02:16 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35734 Apresentadora do Globo Repórter estava internada em um hospital de Copa Cabana, no Rio de Janeiro, para tratar um câncer

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Morreu, nesta quinta-feira (02), Glória Maria. A jornalista, conhecida por ser pioneira na construção de histórias e ícone do jornalismo brasileiro, deixa duas filhas.

Glória Maria lutava contra um câncer no pulmão e estava internada em um hospital de Copa Cabana, no Rio de Janeiro, para tratar a doença. A descoberta do câncer aconteceu em 2019, período em que a jornalista precisou se afastar de suas funções na TV. Glória voltou a se internar em janeiro de 2022 para fazer um tratamento de metástases no cérebro. Atualmente, a jornalista estava a frente do Globo Repórter, da TV Globo.

Glória Maria Matta da Silva nasceu no Rio de Janeiro e estreou como repórter em 1971. Desde então construiu uma carreira sólida e cheia de histórias para contar no Brasil e no mundo.

Em nota, a Globo lamentou o falecimento da jornalista. “Glória marcou a sua carreira como uma das mais talentosas profissionais do jornalismo brasileiro, deixando um legado e realizações, exemplos e pioneirismos para a Globo e seus profissionais”.

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EBC celebra 100 anos de Rádio em concerto no Theatro Municipal do Rio https://canalmynews.com.br/brasil/ebc-celebra-100-anos-de-radio-em-concerto-no-theatro-municipal-do-rio/ Sat, 03 Sep 2022 19:18:31 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33474 Apresentação será na quarta-feira, bicentenário da Independência

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Empresa Brasil de Comunicação (EBC) comemora os 100 anos da primeira transmissão radiofônica oficial no Brasil em um evento especial no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na próxima quarta-feira (7), quando também se comemora o Bicentenário da Independência do Brasil. Com apresentação de Sidney Ferreira (Rádio MEC) e Luciana Valle (Rádio Nacional), a celebração começa às 19h.

“A primeira transmissão de rádio feita em 1922 a partir das estações instaladas no Rio de Janeiro, então capital federal, revolucionou a comunicação e a cultura brasileira. Hoje, o veículo mantém sua relevância e permanece em constante transformação. Ao integrarem o território nacional pela informação, boa música e veiculação de utilidade pública, as emissoras de rádio geridas pela EBC escrevem sua história junto com a própria história das transmissões radiofônicas no país”, destaca o presidente da EBC, Glen Valente.

Na primeira parte do concerto comemorativo promovido pela Rádio MEC, a Orquestra do Theatro Municipal interpreta trechos de O Guarani, de Carlos Gomes. Com regência do maestro Felipe Prazeres, o espetáculo conta com solos do tenor Eric Herrero e da soprano Maria Gerk. Em 7 de setembro de 1922, o mesmo O Guarani foi transmitido diretamente do Theatro Municipal, em comemoração ao centenário da Independência do Brasil.

A Sinfônica Nacional da UFF comanda a segunda e última parte do concerto, com a interpretação de Choros 6, de autoria de Heitor Villa-Lobos. O maestro Javier Logioia é o regente da orquestra. “É um marco histórico para essa casa secular celebrar o centenário do rádio em nosso palco, nessa linda parceria com a EBC e em uma data tão emblemática como o 7 de Setembro. Será uma noite muito especial, com um programa primoroso apresentando obras de Carlos Gomes e Heitor Villa-Lobos”, celebra a presidente da Fundação Teatro Municipal, Clara Paulino.

Durante o intervalo das apresentações, a Rádio MEC realiza entrevistas temáticas de bastidores. O público poderá conferir a atração ao vivo no FacebookYouTube e Twitter da emissora e nas Rádios MEC e Nacional.

Ainda durante o evento no Theatro Municipal, os Correios lançam o selo comemorativo dos 100 anos de Rádio no Brasil. A novidade faz parte da iniciativa da empresa de emitir selos alusivos a datas comemorativas ou fatos históricos relevantes para o país.

Interprogramas

As ações para promover as festividades já mobilizam a Rádio MEC desde junho, com a veiculação de interprogramas da série de 100 produções diárias de curta duração para a data celebrada em 7 de setembro.

Com cinco minutos cada, os interprogramas sobre o centenário do rádio no país mesclam entrevistas e pesquisas de acervo para abordar diversos aspectos históricos relacionados ao veículo. A ideia é resgatar personalidades, programas e emissoras marcantes presentes na memória afetiva dos ouvintes.

A produção original está no ar na Rádio MEC todos os dias em três horários. O conteúdo também é transmitido por emissoras parceiras da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) como a Rádio Inconfidência, em Belo Horizonte, e a FM Cultura, em Porto Alegre. Os programetes são distribuídos ainda pela Radioagência Nacional e ficam disponíveis para as emissoras que quiserem utilizá-los.

A locução dos interprogramas é da jornalista Claudia Bojunga. A profissional da EBC é bisneta de Edgard Roquette-Pinto, considerado pai da radiodifusão no país.

Edição: Denise Griesinger

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Contar mentira virou um grande negócio com lucros políticos e financeiros https://canalmynews.com.br/sem-categoria/contar-mentiras-virou-um-grande-negocio/ Sat, 30 Jul 2022 00:25:42 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32275 Natalia Viana, jornalista da Agência Pública, especializada em reportagens investigativas, diz que a invasão do Capitólio em 2021 foi construída por uma rede de desinformação que está se repetindo no Brasil

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Contar mentiras virou um grande negócio. A constatação é da jornalista Natalia Viana, da Agência Pública, uma agência de jornalismo investigativo. Segundo Natália, contar mentiras virou um grande negócio político. E isso alcançou seu exemplo mais extremo com a invasão do Capitólio em janeiro de 2021. Mas contar mentiras também virou um grande negócio financeiro.

Natália passou um período em Harvard, como bolsista da Fundação Nieman, fundação que apoia o jornalismo no mundo. No Almoço do Mynews, com a jornalista Myriam Clark, ela contou que uma das discussões mais importantes que estava acontecendo na universidade era a invasão do Capitólio.

O episódio, em que apoiadores do ex-presidente Donald Trump, invadiram o Congresso americano inconformados com a derrota do então presidente que concorria reeleição, deixou população e congressistas com medo, pois eles estavam armados. “Foi um momento muito traumático para os americanos”, diz Natália.

Segundo Natalia, contudo, o que mais chamou sua atenção no estudo do caso, é que tudo aquilo foi construído por causa de uma rede de desinformação muito consolidada. “Comecei a entender que essas estratégias estão se repetindo no Brasil”, diz. Muitas delas inclusive, como conta a jornalista, são imitação dos Estados Unidos. Em suma, diz a jornalista, elas têm alianças e apoio dos EUA.

Ela está lançando uma newsletter que é produto desta pesquisa. A Agência Pública também lançou um projeto para cobertura eleitoral que vai focar no combate a desinformação. “Esse projeto é uma aliança com a academia”, diz. Segundo Natalia, em termos de fake news e desinformação a academia no Brasil está muito avançada. “Acho inclusive que está mais avançada do que no jornalismo”, diz. Isso porque para investigar é necessário uma quantidade enorme e massiva de dados. “É necessário inteligência de cálculo de dados e as nossas universidades avançaram muito neste sentido”, acrescenta.

“As pessoas precisam estar bem informadas para tomarem boas decisões”, diz ela que também é autora do livro . Dano Colateral – A intervenção dos militares na segurança pública, editado pela Objetiva.

A conversa completa das jornalistas Natalia Viana e Myriam Clark está no vídeo abaixo.

 

 

 

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PF e indígenas dizem que corpos de Dom Phillips e Bruno Pereira não foram encontrados https://canalmynews.com.br/brasil/familiares-de-dom-phillips-afirmam-que-corpos-foram-encontrados-pf-e-indigenas-dizem-que-buscas-continuam/ Mon, 13 Jun 2022 19:58:37 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=29864 Familiares do jornalista foram avisados sobre uma suposta descoberta dos corpos na região onde ocorrem as buscas

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A Polícia Federal e a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) afirmaram, na manhã desta segunda-feira (13), que os corpos do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira ainda não foram encontrados.

A informação contradiz as notícias de que familiares de Dom Phillips teriam sido avisados sobre dois corpos encontrados na região onde ocorrem as buscas. A esposa de Phillips, Alessandra Sampaio, afirmou, na manhã de hoje, que foi alertada sobre a existência de dois corpos que seriam submetidos a perícias. A informação foi publicada pelo jornalista André Trigueiro.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, outros familiares do jornalista foram informados pela Embaixada Britânica sobre os dois corpos não identificados.

Em nota, a Polícia Federal nega que os agentes envolvidos na busca tenham encontrado os corpos. A informação foi confirmada por representantes da Univaja, organização local que denunciou o desaparecimento da dupla e que tem atuado nas buscas.

“O Comitê de crise, coordenado pela Polícia Federal (AM), informa que, não procedem as informações que estão sendo divulgadas a respeito de terem sido encontrados os corpos do Sr. Bruno Pereira e do Sr. Dom Phillips”, diz a nota da PF.

Dom e Bruno estão desaparecidos há mais de uma semana no Vale do Javari, no Amazonas. No domingo (12), a Polícia Federal encontrou pertences do jornalista e do indigenista. Em nota, a corporação afirmou que foram encontrados um cartão de saúde com o nome de Bruno Pereira, roupas, calçados e uma mochila que pertencia ao britânico.

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Ainda no domingo, a Univaja afirmou ter encontrado uma nova embarcação na mesma região em que são realizadas as buscas.

Veja a nota da PF
O Comitê de crise, coordenado pela Polícia Federal/AM, informa que, não procedem as informações que estão sendo divulgadas a respeito de terem sido encontrados os corpos do Sr. Bruno Pereira e do Sr. Dom Phillips.

Conforme já divulgado, foram encontrados materiais biológicos que estão sendo periciados e os pertences pessoais dos desaparecidos.

Tão logo haja o encontro, a família e os veículos de comunicação serão imediatamente informados.

Saiba mais no Almoço do MyNews desta segunda-feira (13):

 

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Sobe para 56 o número de mortes registradas em Pernambuco https://canalmynews.com.br/cidades/sobe-para-56-o-numero-de-mortes-registradas-em-pernambuco-vigilancia-em-saude-do-estado-aponta-70-obitos-urbanista-explica-culpa-nao-e-das-chuvas/ Sun, 29 May 2022 18:22:28 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=28714 Vigilância em Saúde do estado aponta 70 óbitos. Urbanista explica: ‘culpa não é das chuvas’.

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Região metropolitana do recife sofre com chuva e deslizamentos

Região metropolitana do recife sofre com chuva e deslizamentos. Foto: Prefeitura do Recife

 

 

 

Pelo menos 56 pessoas morreram vítimas de desabamentos e deslizamentos de terra ocorridos após as fortes chuvas que atingem o Estado de Pernambuco.

O Ministério do Desenvolvimento Regional informa que há ainda 56 desaparecidos, 25 feridos, 3.957 desabrigados e 533 desalojados.

Vídeos divulgados em redes sociais mostram alagamentos, casas desabando, lama encobrindo vidas, falta de infraestrutura e de saneamento básico. Um levantamento da Vigilância em Saúde, rede abastecida por técnicos e agentes locais, aponta que há pelo menos 70 mortes.

Ainda que os índices pluviométricos tenham sido maiores do que em outros anos, a arquiteta e urbanista Raquel Rolnik, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, explica que a culpa pela tragédia na vida das pessoas não é das chuvas. “Na verdade, a gente está falando de um modelo de ocupação do solo que não garante a possibilidade das pessoas se assentarem em locais razoáveis. Tem uma intensidade de chuva mais forte? Tem, e isso está piorando ainda mais essa situação. Mas a culpa não é das chuvas”.

Para o arquiteto e urbanista Milton Bloter, da Universidade Federal de Pernambuco, “seria muito fácil, para não dizer leviano, culpar as chuvas pela tragédia das pessoas. As chuvas são sazonais, se repetem periodicamente na região metropolitana do Recife. Esta tragédia é fruto da ausência de políticas de habitação e de investimentos de infraestrutura adequada”. Bloter presidiu o Instituto da Cidade do Recife – Engenheiro Pelópidas Silveira, órgão municipal responsável pelo urbanismo e planejamento estratégico da cidade. Segundo ele, temos cidades extremamente excludentes e a porção da cidade mais excluída é a que mais sofre nesse período das chuvas. Bloter explica que não há oferta de áreas urbanizadas dotadas de infraestrutura, mobilidade e acesso a trabalho. “As pessoas não ocupam as áreas de risco porque querem e sim porque não têm onde morar”.

Segundo Bloter, o problema das enchentes no Recife foi amenizado, na década de 70, com um sistema de barragens de contenção. Mas, ao mesmo tempo, naquele período, a urbanização dentro da própria cidade tratava os riachos urbanos como se fossem águas de drenagem superficial. “Temos verdadeiros riachos urbanos enterrados na cidade e frequentemente eles estão entupidos, cheios de lixo. E aí vem o outro lado da tragédia, que é a parte de culpabilizar a população. Mas é uma população que não tem acesso à educação e tem um serviço público precário de coleta de lixo”, diz. Bloter ressalta o volume imenso de lixo que é descartado nos cursos d’água, gerando entupimento dos canais e canaletas, o que contribui para provocar enchentes e desabamentos pela cidade toda.

Na manhã deste domingo (29), em entrevista coletiva, o ministro do Desenvolvimento Regional, Daniel Ferreira, contabilizou 44 óbitos, 56 desaparecidos, 25 feridos, 3957 desabrigados e 533 desalojados. Um grupo de ministros está no Estado e fez um sobrevoo pelas regiões mais afetadas. Ferreira estava acompanhado dos ministros Carlos Brito, do Turismo, Ronaldo Bento, da Cidadania e Marcelo Queiroga, da Sáude. A região entre Recife e Jaboatão dos Guararapes foi a localidade mais afetada ao lado do Jardim Monte Verde, no bairro do Ibura, na zona sul da capital.

Ministros do governo federal fazem coletiva de imprensa após sobrevoarem áreas atingidas pelas chuvas em Pernambuco

Ministros do Governo Federal fazem coletiva de imprensa após sobrevoarem áreas atingidas pela chuva em Pernambuco. Foto: Ministério do Desenvolvimento Regional

“Embora tenha parado de chover agora a gente tá com chuvas fortes previstas para os próximos dias. Então a primeira coisa é manter as medidas de autoproteção,” disse Daniel Ferreira, ministro do Desenvolvimento Regional. “Telefonei para o governo do Estado aqui de Pernambuco e para o prefeito de Recife. Porque, mesmo o governo do estado e o município tendo as defesas civis muito bem estruturadas, são dessas reconhecidas nacionalmente, uma chuva dessa magnitude causa estrago em qualquer município do Brasil”, disse Ferreira.

O ministro falou dos trâmites para liberação de recursos federais para auxiliar as autoridades no enfrentamento da situação. Segundo ele, a primeira etapa é o reconhecimento federal dos decretos de emergência emitidos pelos entes públicos locais: governo do estado e prefeituras. Depois disso é preciso que o reconhecimento federal da situação e publicação no Diário Oficial da União. Só depois disso é que o governo federal libera recursos para a primeira de três etapas: socorro e assistência humanitária. “São recursos para kits de higiene, limpeza, colchões, cestas básicas, combustível e alimentação para equipes de resgate”” disse Ferreira.

Na quintafeira (26), a Defesa Civil já tinha emitido alerta para o risco de chuvas intensas no litoral do Nordeste até este domingo (29). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Alagoas estão sendo os mais afetados.

Bolsonaro vai a Pernambuco nesta segunda (30)

O presidente Jair Bolsonaro publicou no Twitter, neste domingo (29), que vai ao Recife na segunda-feira (30) para “melhor se inteirar da tragédia”. “O nosso governo disponibilizou, desde o primeiro momento, todos os seus meios para socorrer aos atingidos, aí incluído as Forças Armadas”, escreveu Bolsonaro.

 

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A “polícia política” do bolsonarismo https://canalmynews.com.br/politica/a-policia-politica-do-bolsonarismo/ Sat, 12 Jun 2021 01:21:37 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/a-policia-politica-do-bolsonarismo/ A mesma Delegacia que já intimou Felipe Neto, William Bonner e Renata Vasconcellos quer ouvir jornalista que escreveu sobre possível grupo de matadores

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Além do assédio judicial e dos ataques promovidos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o jornalismo profissional no Brasil enfrenta agora um novo obstáculo: a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A avaliação é de Maria José Braga, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

A DRCI intimou o jornalista Leandro Demori, editor-executivo do The Intercept Brasil, para prestar depoimento após Demori escrever que a Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil (Core) pode ter um grupo de matadores. Na publicação, o jornalista destacou a participação da Core no assassinato de João Pedro, morto aos 14 anos dentro de casa, na chacina do Salgueiro, em uma ação na Maré em 2019 que deixou oito mortos e a mais recente chacina do Jacarezinho e suas 28 mortes.

“A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática tem atuado como delegacia política do bolsonarismo, exatamente ao intimar, ao abrir inquéritos e intimar para depor jornalistas que estão comprido de levar informações de interesse público à sociedade”, diz Braga ao MyNews. “Isso é repressão política”.

Antes de intimar Demori, a DRCI já abriu inquéritos contra o YouTuber Felipe Neto após ele classificar Bolsonaro como “genocida” e contra os apresentadores e jornalistas William Bonner e Renata Vasconcellos por relatarem a investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ). Os inquéritos contra Neto e os apresentadores do Jornal Nacional foram de autoria do delegado Pablo Dacosta Sartori após pedidos da família Bolsonaro.

“O jornalismo e os jornalistas são alvos do governo federal, das instituições e da Polícia Civil do Rio de Janeiro porque cumprem o seu papel, exatamente por levar informação de interesse público à sociedade. Quem quer esconder alguma coisa, quem tem algo a explicar, muitas vezes usa do artifício do ataque para fazer a sua defesa ou, pelo menos, para escamotear o que está efetivamente em discussão. Isso é uma tática permanente do governo Bolsonaro e, infelizmente, ele tem aliados dentro do governo, tem aliados na sociedade e tem aliados dentro da Polícia Civil do Rio de Janeiro”

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Membros do MyNews agora podem enviar artigos para serem publicados na coluna “Você Colunista” https://canalmynews.com.br/mais/membros-do-mynews-agora-podem-enviar-artigos-para-serem-publicados-na-coluna-voce-colunista/ Thu, 06 May 2021 19:25:38 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/membros-do-mynews-agora-podem-enviar-artigos-para-serem-publicados-na-coluna-voce-colunista/ Os textos podem ser de diversos temas e serão publicados ao lado das colunas fixas dos profissionais e especialistas do MyNews

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Economia, política, sociedade, saúde, educação, entre outros. O tema é livre e os textos serão publicados semanalmente. Qualquer pessoa pode enviar o conteúdo, desde que faça parte da comunidade de membros do canal no YouTube. Há regras estabelecidas e os textos serão revisados e editados pela equipe do site MyNews. 

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Bolsonaro é “mentiroso compulsivo” e dificulta trabalho da imprensa, diz Repórteres sem Fronteiras https://canalmynews.com.br/politica/bolsonaro-e-mentiroso-compulsivo-e-dificulta-trabalho-da-imprensa-diz-reporteres-sem-fronteiras/ Tue, 20 Apr 2021 22:37:29 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bolsonaro-e-mentiroso-compulsivo-e-dificulta-trabalho-da-imprensa-diz-reporteres-sem-fronteiras/ Porta-voz da ONG comenta queda do Brasil no ranking que mede a liberdade da imprensa; país está na “zona vermelha”

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A ONG Repórteres sem Fronteiras publicou Ranking Mundial de Liberdade de Imprensa. Na lista, estão avaliados 180 países e territórios. O Brasil caiu quatro posições desde o ano passado e agora está na zona vermelha do ranking, onde a prática do jornalismo é considerada difícil.

Em entrevista ao MyNews, Emmanuel Colombié, diretor regional para América Latina do Repórteres sem Fronteiras, explicou quais informações são levadas em conta para montar o ranking.

“Todos os anos, publicarmos o Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, há 19 anos. Essa classificação é uma uma fotografia da situação atual da liberdade de imprensa baseada na apreciação de vários indicadores, como, por exemplo, pluralismo, a independência, o quadro legislativo, a segurança dos jornalistas, a infraestrutura que sustenta a produção de informação e a transparência. Também usamos um compilado com a contagem que nós fazemos durante o ano todo de ataques caracterizados contra jornalistas e meios de comunicação do mundo. Isso que mede o nível de liberdade de imprensa em 180 países no mundo”, explica Colombié.

O diretor da RSF falou da situação do Brasil que caiu posição 107ª para a posição 111ª. Esse é o quarto ano consecutivo de queda. Nessa posição, o país se encontra na zona vermelha, onde os jornalistas se encontram uma “situação difícil” ao exercer sua profissão. Antes dessa atualização, o Brasil se encontrava na zona laranja, em que a situação da imprensa é considerada “sensível”. Junto com o Brasil, na zona vermelha, estão países como Afeganistão, Venezuela, Nicarágua e Emirados Árabes Unidos.”É uma posição que considerarmos como indigna de uma grande democracia como o Brasil”, diz o jornalista.

Colombié diz que, em quase todos os países do mundo, os governos aproveitaram a pandemia de covid-19 para silenciar jornalistas, não dar vozes críticas aos independentes e nem aos meios de comunicação, que estavam cobrando, fiscalizando ou criticando a atuação dos governos em relação à crise sanitária.

“No Brasil, eu acho ainda mais visível e temos um grande problema de acesso à informação para os jornalistas, sobretudo dos números da pandemia. Não é à toa que há uma coalizão de jornais que que estão recolhendo as informações diretamente nos próprios estados, porque a informação passada pelo Governo Federal chega muito tarde. No Brasil é particularmente visível também porque o presidente Bolsonaro é um mentiroso compulsivo, ele está, por exemplo, fazendo a promoção de remédios que não são recomendados para o tratamento da covid. A situação é gravíssima”, relata o Colombié.

Caso Saul Klein

Ainda falando sobre jornalismo independente e investigativo, o MyNews conversou com Thiago Domenici, da Agência Pública, que comentou sobre o caso Saul Klein. Com investigações desde novembro de 2020, uma equipe de jornalistas da Agência Pública publicou denúncias de exploração sexual de menores contra Samuel Klein, fundador da Casas Bahia.

“A gente foi se deparando com uma série de denúncias, a partir de processos judiciais de fontes que a gente consultou, ex-funcionários das Casas Bahia, um escopo de 35 fontes que a gente consultou, que indica um esquema de exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes entre 7 e 19 anos, dentro da sede da empresa em São Caetano do Sul e em outros locais onde o Samuel tinha residência como a casa de veraneio no Guarujá, em Santos, em São Vicente. O que a gente conseguiu apurar pelos relatos que a gente têm são indícios muito fortes de abusos e exploração. Eles duraram pelo menos de 1989 até 2010 mais ou menos, então são praticamente duas décadas que a nossa apuração conseguiu contemplar”, explica Domenici.

O jornalista ainda acha que mais casos virão à tona. Nesse período, eles procuraram 30 mulheres e 10 delas disseram serem vítimas de Samuel. “Muitas não querem falar por medo de retaliação e até porque é uma situação delicadíssima de se expor publicamente. A reportagem faz esse cenário e faz uma relação também entre o Samuel Klein e o filho dele, que é o Saul Klein, que nesse momento é investigado pelo Ministério Público por crimes sexuais também. São mais de 30 mulheres que o acusam dessas práticas”, diz o diretor da Agência Pública.

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Mídia independente: os “respiros” diante dos “titãs” da imprensa no Brasil https://canalmynews.com.br/mais/midia-independente-os-respiros-diante-dos-titas-da-imprensa-no-brasil/ Mon, 15 Mar 2021 17:51:51 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/midia-independente-os-respiros-diante-dos-titas-da-imprensa-no-brasil/ Com a imprensa em poucas mãos, a internet diminui a barreira de entrada e possibilita a participação de novas vozes no debate público

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O Brasil está longe de ser um exemplo mundial de liberdade de expressão. Na classificação da Repórter Sem Fronteiras, o país está na 107ª posição do ranking de liberdade de imprensa, em uma lista com 180 países. Para encarar esse cenário, surgem alternativas de comunicação que apresentam novos nomes e possibilidades.

A Repórter Sem Fronteiras destaca a violência contra jornalistas, os ataques do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o “horizonte midiático” concentrado “nas mãos de grandes famílias, com frequência, próximas da classe política” como obstáculos à imprensa no Brasil. Em relatório anterior, a organização também já destacou que o panorama dos donos de veículos de comunicação pouco mudou no Brasil desde o fim da ditadura militar.

O poder de escrever também está em poucas mãos. Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicada em 2010 mostrou que o percentual de negros entre os jornalistas era inferior à metade da presença de pretos e pardos no Brasil. De acordo com o levantamento, 72% dos jornalistas no Brasil são brancos.

A jornalista e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Fabiana Moraes avalia que a imprensa brasileira “não conversa” com a maioria da população do Brasil e costuma ignorar os impactos sociais das discussões econômicas. Os jornais do país “enxergam primeiro o mercado e depois o público, depois as pessoas”, diz a pesquisadora.

“A imprensa brasileira contribui para um tipo de democracia que nunca deu conta das problemáticas de maneira expansiva, de maneira mais integral, brasileira. A imprensa brasileira faz parte de um modelo democrático que permitiu, por exemplo, o genocídio indígena, que permitiu genocídio de populações quilombolas em nome de uma ideia de progresso e de civilização”, diz Moraes em entrevista ao MyNews.

A professora da UFPE ainda destaca que a concentração da imprensa em poucas mãos contribui para a “pobreza” do conteúdo oferecido, mas destaca que existem novos canais surgidos com a internet que são um “respiro em relação a esses titãs da grande imprensa”.

Concentração da imprensa: “Um problema sério e que o Brasil nunca discutiu”

Criada em 2011, a Agência Pública é uma premiada iniciativa de jornalismo investigativo. Vencedora do Prêmio Vladmir Herzog, Gabriel Garcia Marquez e outros, o projeto é republicado por 18 veículos em 12 países.

A co-fundadora e diretora da Agência Pública Natalia Viana afirma em entrevista ao MyNews que não fazer parte de um conglomerado de mídia “garante uma liberdade editorial completa, que é o fundamental, uma independência radical”.

Viana também destaca que a Constituição Federal de 1988 traz trechos que regulam o mercado da comunicação e buscam evitar a concentração excessiva de poder, embora estes trechos nunca tenham sido regulamentados. “Isso é um problema sério e que o Brasil nunca discutiu”, diz a jornalista.

Levantamento conjunto da Repórter Sem Fronteiras e do Intervozes afirma que a imprensa no Brasil é atravessada por uma “alta concentração de audiência e de propriedade, alta concentração geográfica, falta de transparência, além de interferências econômicas, políticas e religiosas”. A pesquisa destaca que o Grupo Globo “alcança sozinho uma audiência maior do que as audiências somadas do 2º, 3º, 4º e 5º maiores grupos [de comunicação] brasileiros”.

A co-diretora da Agência Pública destaca que a mesma internet que possibilitou a entrada de atores no campo da comunicação que não precisam mais gastar milhões em equipamentos também possibilitou a ação de grupos maliciosos que buscam “desinformar o debate público” com notícias falsas e distorcidas.

Viana destaca, ainda, um elemento essencial para a comunicação e a democracia: os jornalistas. “Não tem como o debate público estar bem informado sem profissionais que dedicam todos os dias da sua vida a separar o que é verdade do que é mentira”, diz.

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Obrigada, povo do MyNews https://canalmynews.com.br/mara-luquet/obrigada-povo-do-mynews/ Sun, 14 Mar 2021 16:55:39 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/obrigada-povo-do-mynews/ O que era um sonho se tornou realidade e completou, nesta semana, três anos com carinha de 30, como diz a nossa campanha de aniversário

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Foi aos 52 anos que consegui colocar de pé um dos maiores sonhos da minha vida. Participei da criação de um canal de notícias considerado, pelo Google, o benchmark de inovação em jornalismo no mundo.

O que era um sonho se tornou realidade e completou, nesta semana, três anos com carinha de 30, como diz a nossa campanha de aniversário. Carinha de 30 porque nesse pouco tempo de vida passou a ser reconhecido, no Brasil e no exterior, por sua qualidade técnica e editorial.

Obrigada, povo do MyNews
Obrigada, povo do MyNews. Fonte: MyNews

Comecei falando da minha idade porque muita gente ainda acha que inovação é coisa só de gente jovem. Nada contra os jovens. Pelo contrário. Hoje, no MyNews, temos uma turma de profissionais ainda na casa dos vinte e poucos anos tão competente e comprometida que nos dá a certeza de que nunca deixará a peteca cair.

Mas foi a turma dos 40+ que entrou em campo para fazer o sonho acontecer. Isto, lá no começo, quando confidenciei a Antônio Tabet meu desejo de fazer, no jornalismo, o que ele e a turma do Porta dos Fundos fizeram no humor: um canal independente e sustentável.

Na ocasião, esse time sênior trabalhava em grandes empresas. Apesar de estarem na zona de conforto, ansiavam por um desafio. Jornalistas puro sangue que enxergaram a oportunidade de participar de um projeto que usasse e abusasse da inovação tecnológica e que tivesse compromisso com a pluralidade de ideias. Esta combinação vencedora nos trouxe até aqui e continuará a pautar nosso trabalho.

Hoje, minha função no canal está mais voltada a viabilizar projetos da nossa equipe. E, depois de passar por esta experiência de três anos, posso afirmar: empreender no Brasil é difícil. Mas não impossível e isto só nos faz mais felizes, ao ver um sonho se realizar apesar das pedras no meio do caminho.

Certamente, minha maior ventura foi reunir uma equipe competente, comprometida, corajosa, disposta a fazer o impossível acontecer a cada dia. Sem dúvida, essa turma é o maior patrimônio do MyNews.

Eles são a garantia de que este não é o canal da Mara e do Tabet, mas sim o MyNews, um canal de jornalismo independente, com jornalistas profissionais, cuja missão é levar informações e análises da melhor qualidade à nossa audiência, com pluralidade e diversidade.

Neste ano que antecede uma das eleições mais esperadas de todos os tempos, o MyNews se orgulha em promover o debate sério e responsável de ideias, não importando a corrente de pensamento, porque acredita ser este o desejo dos quase meio milhão de inscritos e dos muitos que a eles se juntarão neste seu quarto ano de vida.

Obrigada, povo do MyNews!

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“Pra gente nada é impossível” https://canalmynews.com.br/sem-categoria/pra-gente-nada-e-impossivel/ Fri, 12 Mar 2021 21:44:30 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pra-gente-nada-e-impossivel/ #MyNews faz 3 anos

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Hoje faz exatamente 3 anos que coloquei no ar o primeiro programa de jornalismo do MyNews – o Segunda Chamada. No dia da estreia estava tensa, claro, mas estava segura.

Uma semana antes foi diferente: eu tive medo.

Tinha ido para o Rio de Janeiro e estava montando uma equipe do zero. Do quarto de um hotel, sozinha, com uma internet não tão boa, decidia – com o aval da Mara Luquet e do Antonio Tabet -, e muitas vezes sem eles, as contratações, os cenários e a operação do canal. Quando a tensão apertava ligava pro meu marido, que não sabe nada de jornalismo ou operação de vídeo, mas que me ajudava a clarear a mente. Ali não era só o conteúdo que estava em jogo.

O piloto técnico no YouTube Space foi desastroso, como todo bom piloto deve ser. Só que tinha um agravante: praticamente ninguém da equipe se conhecia e eu também não tinha experiência de trabalho com quase ninguém. Depois que tudo deu errado, estudei cada função, anotei num caderninho o que não tinha funcionado, perguntei pros excelentes profissionais que estavam à minha volta como resolver e conversei com cada um deles. Deu certo!

Da estreia até hoje nunca deixei de sentir medo. Como a Ana Konichi, nossa diretora de produção costuma dizer, no MyNews uma semana parece um mês. Começamos o canal com três programas semanais gravados e redes sociais. Hoje temos três lives diárias, cinco programas semanais, newsletters, site e programa de membros. A cada estreia e a cada projeto novo tem sempre um frio na barriga e o trabalho de entender os erros para evoluir e acertar. A diferença é que hoje somos uma equipe super unida e altamente profissional que entende a necessidade dessa constante renovação. A nossa mudança na pandemia, por exemplo, de gravações no estúdio para gravação remota, foi feita em tempo recorde: uma semana.

Nesses três anos, em paralelo ao conteúdo e à operação, me aventurei também em outras áreas do negócio. Fomos selecionados quatro vezes na captação de projetos para investimento em jornalismo do Google e do YouTube. Também me enveredei nos projetos de parceria comercial. E agora, no programa de membros. Para todas essas atividades novas, que exigem muita preparação e estudo, tive que me redescobrir e aprendi que praticamente tudo é possível desde que você esteja disposto a fazer. Disposto a correr o risco de errar, olhar para seu erro e tentar novamente.

Não me esqueço do dia que liguei para a Mara, praticamente chorando, porque uma operação em Brasília não tinha dado certo. Eu estava arrasada e ela me aliviou. “Bia, o que estamos fazendo ninguém nunca fez. Faz parte da inovação errar”. Desde esse dia trabalho melhor com a possibilidade do erro.

E isso, claro, não quer dizer de maneira nenhuma ser menos profissional. Nossa equipe prima pela qualidade da informação, que é, claro, a nossa alma.
Aliás a nossa alma, pra quem não sabe, tem um forte lado feminino. O MyNews é liderado por mulheres. E temos mulheres na direção de todos os programas. Pessoas incríveis, inteligentes e super capazes.

Num momento em que o jornalismo está sendo tão atacado e ao mesmo tempo é tão necessário é importante celebrar essa conquista do canal de chegar aos 3 anos firme, forte e com tantos reconhecimentos e prêmios. E também agradecer a todos que participaram de alguma forma do projeto, aos que acreditaram e investiram e aos que assistem ao canal e leem este site.

Ainda temos um longo caminho pela frente para realizar todos os nossos projetos e sonhos, que são muitos. Vou encerrar com uma frase roubada da Luciana Festi, nossa diretora de operações, dita a propósito num desses momentos frio na barriga do MyNews, “pra gente nada é impossível”.

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Repórter Brasil é alvo de ataques; associações repudiam e cobram providências https://canalmynews.com.br/mais/reporter-brasil-e-alvo-de-ataques-associacoes-repudiam-e-cobram-providencias/ Wed, 13 Jan 2021 15:44:11 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/reporter-brasil-e-alvo-de-ataques-associacoes-repudiam-e-cobram-providencias/ Abraji, Fenaj, OAB e SJSP manifestaram apoio à instituição e à liberdade de expressão

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Desde a primeira semana de 2021, a ONG Repórter Brasil vem sofrendo uma série de ataques virtuais, causando instabilidades no site do veículo, que chegou a sair do ar. Na última quinta-feira (7), a sede da redação, em São Paulo passou por uma tentativa de invasão física.

Horas depois das primeiras investidas digitais, no dia 6, a organização recebeu um e-mail anônimo exigindo que determinadas reportagens publicadas fossem retiradas integralmente do ar: “Como devem ter percebido vcs passaram por alguns problemas tecnicos na ultima data. Para que isso nao ocorra novamente removam as materias nas pastas de 2003, 2004, 2005 (sic)”.

Prontamente, em comunicado oficial, a instituição declarou que não atenderia “nenhuma tentativa de constrangimento ilegal, ainda mais uma que represente autocensura”, tendo em vista a situação de “flagrante desrespeito à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa”.

Na manhã seguinte à nota, os ataques continuaram, e a sede da Repórter Brasil sofreu uma tentativa de ataque, impedida pela chegada de vizinhos ao local. O arrombamento do portão, então, não foi consumado, mas ele terá que passar por reparos. Com isso, a segurança local precisou ser reforçada.

Ataques online configuram nova prática de censura
Investidas digitais contra o site Repórter Brasil configuram nova prática de censura.
(Foto: Lorenzo Cafaro/Pixabay)

No dia 8, os criminosos encaminharam um novo e-mail: “vamos esperar até 11/01 para que atendam nossas solicitações…”. Na segunda-feira, data mencionada na mensagem, o site passou por novos ataques, mais intensos, que impossibilitaram o acesso ao domínio por algumas horas.  

Assessorada por advogados, os dirigentes do site acionaram o Ministério Público Federal para dar início às investigações, além de registrarem boletim de ocorrência na Polícia Civil.

Fundada em 2001, a Repórter Brasil é um grupo de jornalistas, cientistas sociais e educadores que atuam com foco em reportagens sobre direitos humanos, incluindo denúncias de trabalho escravo.

Método DDoS

Segundo a equipe de segurança digital da ONG, entre os dias 6 e 11 de janeiro, os invasores utilizaram uma tática chamada DDoS (‘Denial Of Service’ ou negação de serviço distribuída, em tradução livre), caracterizada como uma tentativa de sobrecarga em um servidor, visando a indisponibilidade de recursos para os usuários.

Para isso, o atacante comanda um computador mestre capaz de gerenciar outros milhões de computadores, denominados ‘zumbis’. Assim, a máquina principal escraviza esses milhares de zumbis, obrigando-os a acessar um determinado alvo ao mesmo tempo. Levando em consideração que os servidores web conseguem atender um número limitado de usuários, esse tráfego repentino é amplamente capaz de obstruir o sistema e causar seu colapso.

Essa metodologia, no entanto, não é considerada uma invasão, uma vez que ela realiza apenas a invalidação por intermédio da sobrecarga. O diretor da Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto, explicou que o site “recebe esse tipo de ataque por sobrecarga há muitos anos. O grande diferencial, que faz com que esse ataque seja novo, é um pedido de chantagem não financeira: ou vocês cometem autocensura ou a gente não vai deixar o site de pé. Isso é muito grave”. “Devemos ficar de olho porque isso vai ser uma prática”, completou.

Resistência midiática

Diversos veículos de comunicação se posicionaram sobre o episódio a favor da organização de jornalismo independente e, principalmente, da liberdade de expressão.

A diretoria da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) afirmou que “não aceita ultimatos e constrangimentos ilegais impostos a jornalistas e veículos. Atos criminosos como esses afrontam o direito fundamental da liberdade de expressão, garantido pelo art. 5º, inciso IX da Constituição Federal.”

O advogado Pierpaolo Bottini, coordenador do Observatório da Liberdade de Imprensa do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), disse ser “preocupante o galopante nível de ataque as instituições jornalísticas”.

“Desde o governo federal até hackers fazem sistemático vilipêndio aquilo que deveria ser defendido como pilar de uma sociedade democrática. É preciso reagir, investigar, identificar os responsáveis”, completa.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em nota assinada pela presidente da entidade, Maria José Braga, declarou que “é a primeira vez que temos um ataque cibernético com objetivo assumido de censura, portanto, assumidamente um ataque à liberdade de imprensa. A desfaçatez do ou dos responsáveis exige o repúdio de toda sociedade e uma resposta à altura das autoridades competentes”.

Também em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo (SJSP) asseguraram que as investidas “desrespeitam a liberdade de imprensa, afrontam a democracia e impõem censura ao site”, além de que as ameaças e ataques “são inconcebíveis em uma sociedade democrática e não podem ser tolerados.” O SJSP colocou-se à disposição para “somar-se às medidas judiciais já adotadas e solidariza-se com a organização que mantém o site jornalístico”, afirmou.

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