Boia brasileira mede potencial eólico em mar aberto Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão (Agência Brasil) TECNOLOGIA

Boia brasileira mede potencial eólico em mar aberto

Tecnologia está sendo desenvolvida pela Petrobras e pelo Senai

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  • Petrobras iniciou testes da boia Bravo, desenvolvida com recursos da Aneel e dos institutos Senai (ISI‑ER e ISI‑SE).
  • O projeto, lançado em 2021, tem investimento de R$ 9 milhões e prazo de dois anos.
  • A boia de 2,5 m de diâmetro e 3,5 m de altura foi instalada no litoral do Rio Grande do Norte e enviará dados por Bluetooth, Wi‑Fi ou satélite nos próximos sete meses.
  • Autossuficiente com painéis solares e aerogeradores, a Bravo deve reduzir em 40 % o custo de medição frente a equipamentos importados, viabilizando a avaliação de parques eólicos offshore.

A Petrobras iniciou os testes de um equipamento capaz de medir a velocidade e a direção do vento no mar. A tecnologia Bravo, sigla para Boia Remota de Avaliação de Ventos Offshore, possibilita a avaliação do potencial para instalação de parques de geração de energia eólica offshore (no mar, em tradução livre).

A Bravo está sendo desenvolvida com recursos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em parceria com os institutos Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) e em Sistemas Embarcados (ISI-SE).

O projeto, que foi iniciado em 2021 e tem duração prevista de dois anos, terá investimento total de R$ 9 milhões. O uso do equipamento nacional permitirá uma redução de 40% no custo em relação à sua contratação no exterior.

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Além de medir a velocidade e direção dos ventos, a Bravo pode processar pressão atmosférica, temperatura do ar e umidade relativa, além de informações sobre ondas e correntes marítimas.

A boia, que tem cerca de 2,5 metros de diâmetro e 3,5 metros de altura, foi instalada no litoral do Rio Grande do Norte e, nos próximos sete meses, permitirá acesso a dados coletados no local através de Bluetooth, Wi-Fi ou satélite. Sua energia é fornecida através de módulos fotovoltaicos e aerogeradores, a fim de que possa ser autossuficiente.

As informações coletadas pela Bravo serão comparadas com aquelas processadas por um sensor ótico fixo instalado no terminal salineiro de Areia Branca, que é capaz de medir a velocidade e a direção do vento entre 10 e 200 metros de altura. Com isso será possível medir a exatidão da nova tecnologia.