Brasileira relata rotina e caminhos para atuar nos grandes escritórios de advocacia dos EUA Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney carreira internacional

Brasileira relata rotina e caminhos para atuar nos grandes escritórios de advocacia dos EUA

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Advogada brasileira explica como funcionam os salários, a progressão na carreira e o processo de recrutamento nos grandes escritórios de advocacia dos Estados Unidos

Os grandes escritórios de advocacia dos Estados Unidos, conhecidos como big law, oferecem alguns dos salários mais altos do mercado jurídico global e atraem profissionais de diversos países. Em entrevista, a advogada brasileira Mariana Amaral, associada do escritório Hogan Lovells, em Washington, D.C., explicou como funciona a dinâmica de trabalho nesses ambientes altamente competitivos e quais são os principais caminhos para estrangeiros que desejam seguir carreira jurídica no país.

O mercado de trabalho americano não possui uma lei trabalhista como o famoso “CLT” brasileiro, mas possui benefícios maiores do que esse, como um cuidado da empresa e aumento salarial gradativo.  A advogada explica que a progressão salarial nos grandes escritórios costuma seguir uma estrutura definida. Para primeiro ano de formado, o salário é de US$ 225 mil por ano. Até o oitavo ano de carreira após a formação, os advogados recebem aumentos anuais de salário e após isso, o advogado pode até virar sócio do escritório. “Os big law investem muito na formação dos profissionais desde o início e, por isso, também se preocupam bastante com o desenvolvimento e a permanência desses colaboradores”, afirmou.

Esse cuidado começa já no processo de estágio. Segundo Mariana, o modelo americano é bastante diferente do brasileiro, pois os escritórios buscam atrair e disputar os melhores talentos desde cedo. “No estágio é bem diferente do Brasil, porque os escritórios querem atrair os bons profissionais”, disse. Para quem deseja seguir esse caminho, ela destaca que dominar o inglês, estudar intensamente e ter planejamento financeiro são passos fundamentais para conseguir competir no mercado jurídico americano.

No entanto, é importante se informar bem sobre o local que o colaborador pretende atuar. Segundo Mariana, a escolha do escritório em que trabalha hoje passou por uma análise estratégica sobre a solidez das instituições. “Eu pesquisei como os escritórios lidaram com a crise de 2008”, afirmou. Para ela, entender como cada banca reagiu a momentos de instabilidade econômica foi determinante para decidir onde gostaria de construir sua carreira.

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