Passa de 150 o número de mortos pelas chuvas na Europa Alemanha é o país mais afetado pelas chuvas na Europa. Foto: Serviço médico do Bundeswehr DESTRUIÇÃO NA EUROPA

Passa de 150 o número de mortos pelas chuvas na Europa

Situação é pior na Alemanha, onde 1,3 mil estão desaparecidos. Este é o pior desastre natural no país desde 1962

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  • Chuvas intensas nos últimos dias na Europa deixaram 153 mortos, com 133 óbitos confirmados pela Alemanha.
  • Na Alemanha, 1,3 mil pessoas estão desaparecidas em um distrito do oeste, sendo o pior desastre natural desde 1962.
  • Autoridades afirmam ser a maior precipitação em um século no país, tornando a Alemanha a mais afetada.
  • Na Bélgica, o governo registrou 20 mortes e 20 desaparecidos.

Subiu para 153 o número de mortos nas fortes chuvas que atingiram a Europa nos últimos dias.

A Alemanha é o país mais afetado. O governo confirmou 133 mortes em ocorrências relacionadas às enchentes, transbordamento de rios e deslizamentos de terra. Somente em um distrito no Oeste do país, 1,3 mil pessoas estão desaparecidas.

Este é o maior número de mortos em um desastre natural na Alemanha desde 1962, quando uma enchente causou a morte de 340 pessoas. As autoridades alemãs afirmam que essa é a maior quantidade de chuva no país em um século.

Alemanha é o país mais afetado pelas chuvas na Europa. Foto: Serviço médico do Bundeswehr

Outro país que registra vítimas é a Bélgica. O governo informou que 20 pessoas morreram e 20 estão desaparecidas. As chuvas também causaram estragos, em outros países como Holanda, França e Luxemburgo.

A Organização Meteorológica Mundial declarou que algumas partes da Europa Ocidental receberam dois meses de chuva em apenas dois dias. 

A chanceler Angela Merkel disse estar chocada com as imagens e prestou solidariedade às vítimas. O presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, culpou as mudanças climáticas pela devastação causada por um evento extremo.

 “Apenas se nos comprometermos de forma resoluta com a luta contra as mudanças climáticas poderemos controlar condições meteorológicas extremas como as que vivemos atualmente”, disse o presidente alemão