Senadores definem calendário pós-recesso A Praça das Abelhas, local destinado às coletivas de imprensa da CPI da Pandemia, também aguarda o fim do recesso parlamentar. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado CPI DA PANDEMIA

Senadores definem calendário pós-recesso

Em reunião virtual realizada neste domingo, membros da Comissão elegeram os próximos depoentes

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  • Senadores da CPI da Pandemia, liderados por Omar Aziz, definiram em reunião virtual (25/07) o calendário de atividades pós‑recesso.
  • As audiências reiniciam em 3 de agosto, com o reverendo Hamilton Gomes de Paula, acusado de negociar 400 mi de doses da AstraZeneca com a Davati.
  • Nos dias 4 e 5 de agosto, serão ouvidos Francisco Maximiano e Túlio Silveira, representantes da Precisa Medicamentos, intermediária do contrato Covaxin suspenso por denúncias de corrupção.
  • Após as denúncias, a Bharat Biotech encerrou o memorando com a Precisa e a Anvisa suspendeu testes clínicos e a análise de uso emergencial das doses no Brasil.

O presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), o vice-presidente Randolfe Rodrigues (REDE-AP), o relator Renan Calheiros (MDB-AL) e os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Simone Tebet (MDB-MS), Otto Alencar (PSD-BA) e Humberto Costa (PT-PE) participaram de uma reunião virtual neste domingo (25), e definiram quais os próximos passos da Comissão após o recesso parlamentar.

CPI da Pandemia - espaço coletiva de imprensa
A Praça das Abelhas, local destinado às coletivas de imprensa da CPI da Pandemia, também aguarda o fim do recesso parlamentar. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Os trabalhos recomeçam na próxima semana, dia 3 de agosto, quando os parlamentares devem ouvir o reverendo Hamilton Gomes de Paula – ele teria sido autorizado pelo governo federal a negociar 400 milhões de doses da Astrazeneca com a Davati. A negociação está sob suspeita.

No dia seguinte, 4 de agosto, é a vez de Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos; e no dia 5, Túlio Silveira, advogado e representante da empresa.

Lembrando que a Precisa era uma intermediária do contrato do Ministério da Saúde com o laboratório indiano Bharat Biotech, fabricante da vacina Covaxin. Depois das denúncias de corrupção envolvendo a empresa, o contrato foi suspenso. Na sexta-feira (23), a Bharat anunciou o fim do memorando de entendimento com a Precisa. E a Anvisa, em resposta, suspendeu a autorização para os testes clínicos e encerrou a análise do pedido de uso emergencial das doses no Brasil.

Um dos depoimentos mais aguardados na CPI é o do líder do governo na Câmara, deputado federal Ricardo Barros (PP-PR). o nome dele teria sido citado pelo presidente Jair Bolsonaro em reunião fechada sobre as supostas irregularidades no Ministério da Saúde.

Barros vai falar na segunda semana de agosto, juntamente com representantes da empresa VTCLOG. Na terceira semana, os senadores irão focar na disseminação de fake news ligadas à covid, e na quarta semana, na gestão dos hospitais federais do Rio de Janeiro.

Os técnicos da Comissão estão analisando quase dois terabytes (dois mil gigabytes) de documentos. Eles trabalham divididos em sete núcleos de investigação. A previsão é que a CPI finalize o relatório em meados de setembro.

Íntegra do programa ‘Café do MyNews‘ desta segunda-feira (26), que abordou o calendário da CPI pós recesso.

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