“Não temos uma figura à altura de colocar o Brasil no palco global”, diz especialista em Relações Internacionais Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU - Foto: Reprodução/Redes sociais Política internacional

“Não temos uma figura à altura de colocar o Brasil no palco global”, diz especialista em Relações Internacionais

Felipe Loureiro, professor da USP e Coordenador do Observatório da Democracia no Mundo, analisou o discurso de Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU

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  • Em 20/09, na abertura da Assembleia‑Geral da ONU em Nova York, António Guterres alertou sobre conflitos, fome e ameaça às instituições democráticas.
  • O presidente Jair Bolsonaro discursou em seguida, adotando tom contido, criticou o PT e fez balanço de seu governo.
  • O historiador Felipe Loureiro, da USP, afirmou que o Brasil não tem uma figura à altura para representá‑lo no palco global.
  • Para Loureiro, a falta de liderança compromete a contribuição brasileira às soluções dos problemas globais apontados pela ONU.

Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU – Foto: Reprodução/Redes sociais

Na abertura da Assembleia Geral em Nova York nesta terça-feira (20/09), o secretário-geral da ONU, António Guterres, chamou atenção para os conflitos ao redor do mundo, a fome e outros problemas sociais: “O nosso mundo está em perigo e paralisado. O Conselho de Segurança não consegue levar questões à frente, as instituições democrática estão sob ameaça e mesmo a cooperação internacional. Nós não podemos seguir assim”.

Em seguida, o presidente Jair Bolsonaro abriu os discursos do debate geral da Assembleia, com um tom mais contido, críticas ao PT e fazendo um balanço do seu governo. Para acompanhar e comentar a participação de Bolsonaro na ONU, Mara Luquet e Myrian Clark receberam no MyNews Especial o historiador Felipe Loureiro, professor de Relações Internacionais na USP e Coordenador do Observatório da Democracia no Mundo.

“É muito importante que os chefes de estado que falam depois do secretário-geral da ONU, apresentem a forma como eles enxergam a solução. Ou pelo menos como mitigar parte dos problemas levantados pelo secretário-geral. Por isso que é tão incômodo para quem estuda Relações Internacionais ver um país com o peso do Brasil e com a importância que o Brasil teve no exterior nas últimas décadas, assim. Infelizmente não ter uma figura à altura para colocar o país neste palco global, para dar a nossa visão e contribuição para muitos desses problemas”, explicou o professor.

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