Alexandre de Moraes decide soltar mais 173 presos por atos golpistas Golpistas invadem os Três Poderes (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) POLÍTICA

Alexandre de Moraes decide soltar mais 173 presos por atos golpistas

Continuam presos em Brasília cerca de 800 pessoas

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  • O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a soltura de 173 presos ligados aos atos golpistas de 8 de janeiro.
  • As decisões foram publicadas entre 27 e 28 de outubro, substituindo a prisão preventiva por medidas cautelares como tornozeleira eletrônica e restrição de saída.
  • Os detidos, que não seriam financiadores ou executores principais, podem responder às acusações em seus estados de origem.
  • A medida abrange presos de 13 estados, incluindo Alagoas, São Paulo e Rio de Janeiro, e considerou que a maioria são réus primários com filhos menores.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou 173 pessoas presas em decorrência dos atos golpistas de 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram depredadas por vândalos inconformados com o resultado da eleição presidencial. As decisões saíram entre esta segunda (27) e terça-feira (28).

As solturas foram determinadas em uma série de despachos dentro de um processo sob sigilo de relatoria de Moraes. O Supremo confirmou que as decisões ordenam a soltura imediata desses presos. O ministro entendeu que as condutas dessas pessoas foram menos graves, não sendo elas financiadoras ou executoras principais dos atos, e que por isso elas podem responder à denúncia a partir de seus estados de origem.

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Nesses casos, Moraes decidiu substituir a prisão preventiva por outras medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, cancelamento de passaporte, proibição de sair de casa à noite e aos fins de semana, cassação de qualquer registro para posse ou porte de armas, proibição de se comunicar com outros investigados e apresentação semanal a um juiz.

De acordo com as decisões, estão autorizados a voltar para suas casas presos de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

“Na análise dos casos, o ministro avaliou que a maioria tem a condição de réu primário e filhos menores de idade, além de já terem sido denunciados pela Procuradoria Geral da República por incitação ao crime e associação criminosa”, disse o Supremo, em nota.

Com as decisões, cerca de 800 das mais de 1,4 mil pessoas presas em Brasília ainda permanecem no sistema penitenciário do Distrito Federal.

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