Simone Tebet diz que novo arcabouço fiscal garante investimentos Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (Joédson Alves/Agência Brasil) ECONOMIA

Simone Tebet diz que novo arcabouço fiscal garante investimentos

Projeto de lei complementar deve ser divulgado ainda neste mês

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  • Simone Tebet, ministra do Planejamento, declarou na quinta‑feira (9) que o novo arcabouço fiscal garantirá investimentos e será bem‑recebido pelo mercado.
  • A afirmação foi feita após almoço no Ministério da Fazenda com o ministro Fernando Haddad, que levará a proposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
  • O projeto de lei complementar, decorrente da Emenda Constitucional da Transição, deve ser divulgado ainda este mês e servirá de base para a LDO de 2024.
  • Tebet ressaltou que o texto concilia sustentabilidade das contas públicas, controle do déficit primário e estabilização da dívida/PIB, sem prever quando o déficit será zerado.

O novo arcabouço fiscal garantirá investimentos e agradará a todos, inclusive ao mercado, disse nesta quinta-feira (9) a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Ela deu a declaração após almoçar, no Ministério da Fazenda, com o ministro Fernando Haddad, e reafirmou que o projeto de lei complementar deve ser divulgado ainda este mês.

Tebet e Haddad se encontraram para discutirem o novo marco fiscal previsto pela Emenda Constitucional da Transição. Na semana passada, a Fazenda concluiu a modelagem da proposta, que foi enviada ao Ministério do Planejamento para orientar a elaboração do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024.

Segundo a ministra, o texto concilia as preocupações com a sustentabilidade das contas públicas e a necessidade de garantir investimentos para a recuperação da economia. Ela informou que agora caberá a Haddad levar a proposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“É um arcabouço fiscal responsável, preocupado com a responsabilidade fiscal, com o déficit primário, com a estabilização da [relação] dívida/PIB, mas, atendendo a um pedido justo do presidente da República, porque assim quer a democracia brasileira, que temos que ter recursos necessários para o Brasil voltar a crescer”, declarou Simone Tebet.

Apesar de avaliar que o arcabouço garantirá a sustentabilidade das contas públicas, a ministra não se comprometeu com uma previsão de quando será possível zerar o déficit primário (resultado negativo nas contas do governo sem os juros da dívida pública). Ela disse que as novas regras são responsáveis e que agradarão a todos, inclusive ao mercado financeiro, mas não adiantou detalhes sobre a proposta.

Recentemente, o ministro da Fazenda informou que pretende divulgar o modelo de arcabouço fiscal antes da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que ocorrerá em 21 e 22 de março. A expectativa da equipe econômica é que o projeto dê segurança para que a autoridade monetária inicie o processo de queda da Selic (taxa básica de juros).