Santiago Peña, ex-presidente do Paraguai, é preso após sofrer impeachment Santiago Peña. Foto: EPA

Santiago Peña, ex-presidente do Paraguai, é preso após sofrer impeachment

Ex-presidente foi detido após decisão do Ministério Público; ex-presidente do Banco Central também recebeu ordem de prisão

00:00
  • Santiago Peña, ex‑presidente do Paraguai, foi preso na noite de 6 de junho após o Senado aprovar seu impeachment.
  • O Ministério Público determinou prisão preventiva de Peña e emitiu ordem de prisão contra Carlos Carvallo, ex‑presidente do Banco Central.
  • O processo está ligado ao colapso do banco digital Ueno, que deixou milhões de clientes sem acesso às contas e provocou protestos em Assunção.
  • O impeachment, aprovado por 44 dos 45 senadores, retirou Peña da chefia do Executivo e anulou seu direito à senadoria vitalícia prevista na Constituição.

Após ter o impeachment aprovado pelo Senado, Santiago Peña foi preso na noite desta sexta-feira (6). O Ministério Público do Paraguai havia determinado a prisão preventiva do Peña. Além dele, Carlos Carvallo, ex-presidente do Banco Central do país, também recebeu uma ordem de prisão.

O caso envolvendo o escândalo e a quebra do banco digital Ueno provocou protestos em Assunção e aumentou a pressão sobre o governo de Peña. A instituição deixou milhões de clientes sem acesso às próprias contas.

A destituição de Peña foi aprovada por 44 dos 45 senadores da Casa. Um dos parlamentares não compareceu à votação.

Crise no Paraguai pode atingir brasileiros e pressionar relação com o Brasil, diz especialista

Com a condenação no julgamento político, Peña perdeu não apenas a chefia do Poder Executivo, mas também o direito à senadoria vitalícia, prerrogativa prevista no artigo 189 da Constituição paraguaia, negada a presidentes destituídos por impeachment.

Sem a imunidade do foro privilegiado, o agora ex-mandatário responderá diretamente perante a Justiça ordinária, onde enfrenta representações criminais por suspeitas de enriquecimento ilícito, tráfico de influência e gestão em benefício próprio, além de uma nova investigação penal aberta pela Procuradoria-Geral do Estado.

Relacionados