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Partido acusa governo de usar benefícios sociais para favorecer chapa presidencial; ação aponta impacto de R$ 73 bilhões em medidas adotadas em 2026
O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, admitiu a tramitação de uma ação apresentada pelo Novo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O partido acusa a chapa de abuso de poder político nas eleições de 2026. Cueva determinou que os envolvidos apresentem defesa em cinco dias.
A ação aponta que o governo editou 35 atos normativos, entre medidas provisórias e decretos, de 1º de janeiro a 16 de outubro de 2026. Segundo o Novo, as medidas criaram ou ampliaram benefícios, incluindo o reajuste do Bolsa Família, com impacto estimado em R$ 73 bilhões. Para a legenda, as iniciativas utilizaram a máquina pública para favorecer eleitoralmente Lula e Alckmin.
Após receber as defesas, o ministro decidirá se encerra o processo ou dá continuidade à investigação. Caso avance, a ação poderá incluir depoimentos de testemunhas e coleta de provas. Outras 11 ações contra a chapa já tramitam na corregedoria do TSE. Processos desse tipo podem resultar em cassação de mandato e inelegibilidade, caso a Justiça Eleitoral confirme as irregularidades.