Planalto vê renúncia de Peña como nova derrota política de Trump na América Latina Santiago Peña. Foto: reprodução

Planalto vê renúncia de Peña como nova derrota política de Trump na América Latina

Governo Lula avalia que crise no Paraguai expõe fragilidade de governos alinhados a Washington e reforça necessidade de integração regional

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  • O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou nesta quinta‑feira (5) de novembro.
  • O Palácio do Planalto considerou a renúncia o terceiro revés de Donald Trump na América Latina em menos de duas semanas, após a reeleição de Lula e a vitória democrata nas eleições legislativas dos EUA.
  • O governo brasileiro alerta que a dependência excessiva de Washington pode ser arriscada para os países da região.
  • Lula pretende fortalecer a integração regional e manter relações pragmáticas com vizinhos, independentemente da orientação ideológica.

A renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, nesta quinta-feira (5), representa mais uma derrota política de Donald Trump na América Latina, na avaliação do Palácio do Planalto. Interlocutores do governo Lula consideram o episódio o terceiro revés do presidente americano em menos de duas semanas. Os anteriores foram a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a vitória democrata nas eleições legislativas dos Estados Unidos.

Para aliados do governo brasileiro, a saída de Peña envia um alerta aos países da região. Segundo essa avaliação, uma política excessivamente dependente de Washington pode trazer riscos. Apesar disso, o Planalto não prevê uma nova onda de governos de esquerda na América Latina. A prioridade é construir relações pragmáticas com os países vizinhos, independentemente da orientação ideológica de seus presidentes.

Santiago Peña renuncia à presidência do Paraguai em meio a crise bancária

Lula pretende fortalecer a integração regional durante o quarto mandato. Entre as prioridades está o combate ao crime transfronteiriço, especialmente ao narcotráfico. O governo também quer limitar a influência militar dos Estados Unidos por meio do programa Escudo das Américas. Além disso, busca ampliar a cooperação ambiental e as ações conjuntas contra o desmatamento.

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