Lula amplia lista de cotados para a Casa Civil e evita indicar sucessor Foto: reprodução Notícias

Lula amplia lista de cotados para a Casa Civil e evita indicar sucessor

Presidente quer evitar que a escolha para o comando da pasta seja interpretada como uma indicação antecipada de sucessão política. Haddad e Camilo Santana seguem entre os favoritos.

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  • Lula ampliou a lista de nomes para o cargo de ministro da Casa Civil em seu quarto mandato.
  • A decisão busca evitar que a escolha do novo ministro indique antecipadamente um sucessor político.
  • Além de Fernando Haddad e Camilo Santana, também foi incluída a ex‑ministra Gleisi Hoffmann.
  • O presidente teme que a nomeação de Haddad ou Santana provoque disputa interna pela liderança do PT.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu ampliar a lista de nomes para o comando da Casa Civil em seu quarto mandato. Com isso, pretende evitar que a escolha do novo ministro indique antecipadamente seu sucessor político. Inicialmente, a disputa reunia Fernando Haddad e Camilo Santana, ambos do PT. Agora, porém, Lula quer avaliar outras alternativas antes de tomar uma decisão.

Antes das eleições, Haddad aparecia como favorito para assumir a pasta. Entretanto, Camilo Santana ganhou força após integrar o núcleo da campanha de Lula no segundo turno. Segundo interlocutores ouvidos pela CNN Brasil, o presidente teme que a escolha de um dos dois antecipe uma disputa pela liderança do partido. Por esse motivo, aliados também apresentaram o nome da ex-ministra Gleisi Hoffmann, que não conseguiu se eleger ao Senado pelo Paraná.

Enquanto avalia os possíveis nomes, Lula também discute outras funções para Haddad e Camilo no governo. Entre as alternativas estão os ministérios da Educação e da Segurança Pública. Neste último caso, a mudança depende da aprovação da PEC da Segurança. Além disso, o presidente considera a experiência de 2010 como referência. Naquele ano, Dilma Rousseff deixou a Casa Civil para disputar a Presidência. A escolha acabou consolidando a então ministra como sucessora política de Lula.

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