PGR denuncia mais 150 investigados por atos golpistas Golpistas invadindo os Três Poderes no DF (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) POLÍTICA

PGR denuncia mais 150 investigados por atos golpistas

Dos novos acusados, 134 são identificados como incitadores dos crimes

00:00
  • PGR denunciou 150 pessoas ao STF na segunda‑feira (20) por participação nos atos de 8 de janeiro.
  • Entre os denunciados, 16 são acusados de executar e 134 de incitar violência contra os Poderes Constitucionais.
  • Os 134 incitadores foram presos no quartel do Exército e soltos sob medidas cautelares, respondendo por incitação e associação criminosa.
  • Com a nova denúncia, o total de acusados chega a 1.187; dos 1,4 mil presos, 294 permanecem no sistema penitenciário do DF.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta segunda (20) ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais 150 acusados de participarem dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. A nova denúncia envolve 16 acusados de atuarem como executores e 134 identificados como incitadores dos crimes. Até o momento, 1.187 pessoas foram denunciadas pelos atos.

De acordo com a PGR, os 16 acusados foram presos em flagrante dentro do Palácio do Planalto no dia dos atos golpistas e estão em liberdade. Eles tiveram a prisão substituída por medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de manter contato com outros investigados. O grupo é acusado dos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

O grupo de 134 denunciados foi preso no quartel do Exército e posteriormente solto sob condição de cumprimento de medidas cautelares. Neste caso, eles são acusados de incitação de animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais e associação criminosa.

De acordo com o balanço divulgado na semana passada pelo STF, dos 1,4 mil presos pelos ataques, 294 (86 mulheres e 208 homens) permanecem no sistema penitenciário do Distrito Federal. Os demais foram soltos por não representarem mais riscos à sociedade e às investigações.

Relacionados