Curi na esquerda, Castro ao centro e Marcelo na direita / Foto: divulgação Governo do estado do Rio
Felipe Curi e Menezes são ocupar cadeiras em Brasília e no Rio de Janeiro
Um ano praticamente após a megaoperação dos complexos da Penha e do Alemão, que deixou 122 mortos, dois ex-secretários do Governo Cláudio Castro foram eleitos deputados. Felipe Curi (PP) e Marcelo de Menezes (PL) foram os responsáveis pela ação mais letal da história do Rio de Janeiro, em outubro de 2025, e agora assumiram cargos em Brasília e na Alerj.
Felipe Curi teve uma votação considerada expressiva e, mesmo no PP, partido hoje sem a força que já teve anteriormente, somou 133.626 votos para o Congresso Federal, enquanto seu ex-colega de secretaria conquistou uma cadeira na Alerj com 46,7 mil votos pelo PL. Nas urnas, o número de Curi era associado à quantidade de mortes na megaoperação, “1122”, ou seja, 122 mortos — cinco eram policiais, e os demais 117 eram suspeitos de envolvimento com o crime organizado. Ambos também são aliados de Douglas Ruas.
Outro nome presente na megaoperação foi o policial delegado Bernardo Leal (PP), que recebeu 57.254 votos e será companheiro de Marcelo Menezes na Alerj, no Rio de Janeiro. Atingido por tiros na ação, ele precisou amputar uma das pernas. A megaoperação ocorreu em 28 de outubro de 2025 e deixou 122 mortos. Ao todo, foram mobilizados cerca de 2,5 mil policiais. Para o Governo, ainda sob o comando de Cláudio Castro, a ação foi considerada um sucesso.
Pela primeira vez, os policiais vão ter cargos na política nacional e carioca. Eles assumem os mandatos a partir de 2027.