Troca de acusações envolve pedidos de cassação de chapas, remoção de conteúdos nas redes sociais e denúncias de interferência algorítmica; TSE amplia sessões para julgar ações sobre propaganda eleitoral
As campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificaram a disputa na Justiça Eleitoral. Na reta final do segundo turno, os dois lados acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com acusações de desinformação. Além disso, pediram a remoção de conteúdos publicados nas redes sociais e a cassação das chapas adversárias.
Flávio pediu a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones. Também apresentou uma ação contra a campanha petista por suposta disseminação de informações falsas. Em contrapartida, o PT acusa a Meta, dona do Instagram e do Facebook, de restringir o alcance de publicações favoráveis a Lula. O partido também pede a cassação da chapa de Flávio e Alfredo Gaspar, além da inelegibilidade de ambos e de Pablo Marçal.
Enquanto as ações avançam, o TSE determina a retirada de publicações dos dois lados. Entre os conteúdos questionados estão vídeos feitos com inteligência artificial e postagens sem comprovação suficiente. Diante do aumento de processos, o presidente da Corte, Kássio Nunes Marques, ampliou as sessões virtuais sobre propaganda eleitoral. Agora, serão três por semana até o segundo turno. Além disso, o ministro substituto Marco Aurélio Bellizze foi designado para atuar como juiz auxiliar na área.