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Levantamentos da Indexa/Broadcast e da Palver mostram disputa apertada no segundo turno, com o senador do PL numericamente à frente, mas o presidente reduzindo a distância; rejeição elevada e voto consolidado limitam o espaço para mudanças
Lula se aproxima de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial, segundo duas pesquisas divulgadas nesta quinta-feira (15). Na Indexa/Broadcast, o senador tem 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente. Já a Palver aponta Flávio com 50% e Lula com 49% das intenções de voto. Assim, os dois levantamentos indicam empate técnico a dez dias do segundo turno.
Além da disputa apertada, os candidatos enfrentam dificuldades para conquistar novos eleitores. Na pesquisa Indexa/Broadcast, 87% afirmam que já decidiram definitivamente o voto. Entre os apoiadores de Lula e Flávio, esse índice chega a 91%. Por sua vez, a Palver aponta que 95% dos entrevistados mantiveram no primeiro turno a escolha que já haviam feito. A rejeição também pesa: na Indexa, 51% dizem que jamais votariam em Flávio, enquanto 50% rejeitam Lula.
Os levantamentos também revelam diferenças entre os grupos eleitorais. Segundo a Indexa/Broadcast, a rejeição a Lula chega a 82,8% entre os evangélicos. Já Flávio enfrenta maior resistência entre as mulheres, com 55,3%, e os jovens de 16 a 24 anos, com 62%. Além disso, a avaliação do governo representa um obstáculo para o presidente. Metade dos entrevistados desaprova sua administração, enquanto 54% dizem que ele não merece mais quatro anos no cargo. Na pesquisa Palver, Lula aparece à frente entre eleitores que não votaram no primeiro turno. Flávio, por outro lado, tem vantagem entre os eleitores de Ronaldo Caiado.
Diante desse cenário, a disputa deve se concentrar na mobilização das bases e na conquista dos eleitores ainda dispostos a mudar de posição. A Indexa/Broadcast entrevistou 2 mil eleitores por telefone nos dias 13 e 14 de outubro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, e o registro no TSE é BR-04629/2026. Já a Palver realizou entrevistas on-line entre 10 e 13 de outubro, com 5 mil participantes e amostra efetiva de 1.783 após ponderação. A margem de erro máxima informada é de 2,3 pontos percentuais, e o registro no TSE é BR-08028/2026. Como as metodologias são diferentes, os resultados devem ser analisados separadamente. Ainda assim, ambos apontam para uma eleição sem vantagem estatisticamente conclusiva.