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Levantamentos da Palver e do Meio/Ideia mostram senador numericamente à frente, com diferenças dentro da margem de erro; maioria dos eleitores afirma já ter definido o voto
As pesquisas Palver e Meio/Ideia divulgadas nesta semana apontam uma disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial de 2026. No levantamento da Palver, Flávio aparece com 50% das intenções de voto, contra 48% de Lula. Já a pesquisa Meio/Ideia registra 51% para o senador e 49% para o petista nos votos válidos. Em ambos os casos, a diferença está dentro da margem de erro, caracterizando empate técnico.
Nos votos totais, a pesquisa Meio/Ideia mostra Flávio com 48% e Lula com 46%. Além disso, brancos e nulos somam 3,4%, enquanto 2,6% dos entrevistados estão indecisos. O levantamento ouviu 1.500 eleitores por telefone, entre os dias 15 e 19 de outubro, e tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Por sua vez, a Palver entrevistou 5 mil eleitores pela internet, entre os dias 18 e 20, com margem de erro de 2,4 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Os levantamentos também indicam que a maior parte do eleitorado já consolidou sua escolha. Segundo a Palver, 79% dos eleitores de Lula e 80% dos apoiadores de Flávio afirmam que nada os faria mudar de voto. Da mesma forma, na pesquisa Meio/Ideia, 83,7% dos entrevistados dizem já ter decidido em quem votar, enquanto 16,3% admitem a possibilidade de mudar de candidato. Entre os fatores que poderiam alterar a escolha estão o desempenho nos debates e a descoberta de propostas consideradas prejudiciais ao eleitor ou à família.
A avaliação do governo federal também aparece entre os pontos relevantes da disputa. Na Palver, 51% desaprovam a gestão Lula, enquanto 48% aprovam; além disso, metade dos entrevistados classifica o governo como ruim ou péssimo. Já no Meio/Ideia, a desaprovação chega a 48,2%, ante 46,4% de aprovação. Embora existam diferenças metodológicas entre os institutos, os resultados indicam avaliações relativamente próximas. Assim, com o segundo turno marcado para domingo, 25 de outubro, a disputa permanece indefinida nas pesquisas, e os últimos dias de campanha podem ser decisivos para a mobilização dos eleitores.