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Mara Luquet e Evandro Éboli analisam a rápida apreensão de passaporte do senador e o impacto das investigações da PF
A derrota eleitoral de Flávio Bolsonaro abriu uma crise jurídica imediata. No programa Café do MyNews, os jornalistas Mara Luquet e Evandro Éboli detalharam as medidas adotadas contra o senador. Apenas minutos após a apuração das urnas, a Polícia Federal pediu a retenção de seus passaportes. A decisão do ministro Alexandre de Moraes ocorreu de forma monocrática e sem consulta à Procuradoria-Geral da República. O mandado foi entregue enquanto o parlamentar visitava o pai, que cumpre prisão domiciliar.
O cenário penal do congressista tende a se agravar nos próximos meses. Flávio responde a duas frentes investigativas no Supremo Tribunal Federal. O caso Dark Horse apura crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas; já a Operação Sem Desconto analisa conexões financeiras e mensagens com o advogado Willer Tomaz. Em fevereiro, com o fim do mandato parlamentar, ele perderá o foro por prerrogativa de função.
Diante desse cenário, os apresentadores apontaram riscos no protagonismo excessivo do Judiciário. Luquet alertou que medidas sem fundamentação pública clara fortalecem a narrativa bolsonarista nas redes. Para a jornalista, o magistrado não pode agir sob suspeita de perseguição ou revanchismo político. Além disso, a falta de transparência nas decisões ameaça a credibilidade da Suprema Corte junto à sociedade, e o desafio central do momento exige serenidade institucional para evitar novos conflitos civis.
Além do cerco nos tribunais, Flávio sofre um esvaziamento de sua liderança partidária. Éboli destacou que o PL reconheceu a vitória de Lula logo após o resultado. A postura de aliados como Tarcísio de Freitas reforça a rejeição a teses golpistas de anulação eleitoral. Como resultado, consolida-se uma transição na direita, abrindo espaço para novas lideranças no Congresso. Sem mandato e sob forte vigilância judicial, o clã Bolsonaro perde força de articulação.