Imagens da PF, após prisão de Vorcaro, com cabelo raspado ! Foto: Divulgação/PF
Laudo identificou centenas de arquivos criados e modificados durante a custódia do aparelho, mas não determina quem realizou as mudanças nem comprova adulteração intencional
Uma perícia contratada pela defesa de Daniel Vorcaro identificou alterações em centenas de arquivos do celular do ex-banqueiro após a Polícia Federal apreender o aparelho. Segundo o laudo, 657 arquivos sofreram modificações em 18 de novembro de 2025, horas depois da prisão de Vorcaro. Além disso, outros 436 arquivos surgiram na mesma data.
Ao ampliar a análise, o perito encontrou 999 arquivos modificados após a apreensão. Entre eles está o banco de dados do WhatsApp, que reúne conversas, chamadas e informações sobre mídias. O relatório também aponta conexões USB, ativações da câmera frontal e registros relacionados a senhas durante o período em que a PF manteve o aparelho sob custódia.
No entanto, o documento não identifica quem operou o celular nem comprova uma adulteração deliberada. O perito Marcos Monteiro afirma que os registros não permitem distinguir ações humanas de processos automáticos. Além disso, a defesa questiona a cadeia de custódia e afirma que não recebeu os dados brutos da extração forense.
Diante dos apontamentos, os advogados pediram ao Supremo Tribunal Federal acesso integral aos registros e voltaram a solicitar a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares. Vorcaro está preso desde 4 de março, por suspeita de tentar interferir nas investigações. A apresentação da perícia ocorreu dias depois de a PF indiciá-lo e outras 14 pessoas no inquérito sobre as fraudes envolvendo o Banco Master e o BRB.