Eleições nos EUA podem alterar relação de Trump com o Brasil READING, OHIO - MARCH 11: U.S. President Donald Trump reacts during a tour of a Thermo Fisher Scientific facility on March 11, 2026 in Reading, Ohio. President Trump is highlighting his administration's push to lower drug prices at the biotechnology and pharmaceutical company. (Photo by Andrew Harnik/Getty Images)

Eleições nos EUA podem alterar relação de Trump com o Brasil

Possível avanço dos democratas no Congresso americano pode levar presidente a adotar postura mais pragmática e destravar negociações sobre tarifas comerciais

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  • Eleições de meio de mandato nos EUA ocorrerão na terça‑feira (3) e podem mudar a relação entre Trump e o Brasil.
  • Se os democratas conquistarem maioria no Congresso, Trump pode rever políticas externas, inclusive medidas comerciais contra o Brasil.
  • O governo Lula indica que uma derrota de Trump poderia reduzir a atuação ideológica dos EUA na América Latina e facilitar acordos como a regulação de big techs.
  • A expectativa é que mudanças em Washington destravam as negociações sobre o “tarifaço” a produtos brasileiros, paralisadas desde 30 de setembro.

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para a próxima terça-feira (3), podem influenciar a relação do presidente Donald Trump com o Brasil. Caso os democratas conquistem maioria no Congresso, o republicano poderá rever parte de sua política externa, incluindo as medidas comerciais contra o governo brasileiro.

Segundo integrantes do governo Lula, uma derrota eleitoral pode levar Trump a reduzir a atuação ideológica na América Latina. Além disso, uma maioria democrata deve pressionar a Casa Branca a adotar posições mais pragmáticas para aprovar propostas e garantir o orçamento. O novo cenário também pode favorecer pautas defendidas pelo governo brasileiro, como a regulação das big techs.

No Brasil, a expectativa é de que as mudanças políticas em Washington ajudem a destravar as negociações sobre o tarifaço imposto a produtos nacionais. As conversas estão paralisadas desde 30 de setembro, quando ocorreu a última reunião entre os dois países. Agora, o governo Lula aguarda uma sinalização americana com propostas de mudanças nas relações comerciais.

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