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Diplomatas avaliam que presidente americano já enfrenta pressão interna pelo episódio e defendem pragmatismo na relação entre os países
Segundo análise do g1, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não pretende transformar em crise diplomática a ajuda da Casa Branca na saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. Após a revelação de que um funcionário do governo americano contratou o avião usado pelo senador, diplomatas e assessores defendem uma postura pragmática em relação a Donald Trump.
A avaliação é que o presidente americano já enfrenta cobranças internas sobre o episódio. Além disso, os democratas podem explorar o caso nas eleições de meio de mandato, marcadas para novembro. Na disputa, estarão em jogo todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado.
Diante desse cenário, o governo brasileiro prefere evitar um confronto direto com Washington. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, poderá tratar do assunto com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, durante a reunião dos chanceleres do G20. A equipe de Lula também considera importante manter o diálogo com Trump, que ainda tem dois anos de mandato, para preservar negociações de interesse do Brasil.