As Eleições nos EUA podem afetar dólar e juros no Brasil? Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caminhando na Casa Branca | Foto: Abe McNatt/Casa Branca Notícias

As Eleições nos EUA podem afetar dólar e juros no Brasil?

Disputa pelo controle do Congresso americano pode limitar os planos econômicos de Donald Trump e influenciar o fluxo de investimentos para mercados emergentes.

00:00
  • Eleições de meio de mandato nos EUA ocorrem em 3 de novembro de 2024.
  • Voto definirá controle da Câmara dos Representantes (vantagem dos democratas) e do Senado (cenário equilibrado).
  • Resultado pode restringir a agenda econômica de Donald Trump e ampliar a fiscalização democrática.
  • Expectativa de impacto no Brasil por meio de oscilações do dólar e dos juros americanos.

As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, conhecidas como midterms, acontecem nesta terça-feira (3) e podem provocar mudanças na política econômica do presidente Donald Trump. A disputa pelo controle do Congresso vai definir o espaço que o republicano terá para aprovar medidas sobre impostos, gastos públicos e regulação. Além disso, o resultado pode influenciar as expectativas dos investidores e provocar oscilações nos mercados internacionais.

As projeções apontam vantagem dos democratas na disputa pela Câmara dos Representantes. Já no Senado, o cenário aparece mais equilibrado. Caso a oposição conquiste maioria em uma ou nas duas Casas, Trump poderá enfrentar dificuldades para avançar com sua agenda econômica. Ao mesmo tempo, os democratas terão mais poder para fiscalizar o governo e questionar suas decisões.

No Brasil, os efeitos podem chegar principalmente por meio do dólar e dos juros americanos. Isso porque os títulos do Tesouro dos Estados Unidos servem de referência para investimentos em diversos países. Se os rendimentos desses papéis aumentarem, investidores podem retirar recursos de mercados emergentes, como o brasileiro. Consequentemente, o dólar pode subir frente ao real e pressionar os juros futuros no país. Por outro lado, um cenário de menor tensão fiscal nos EUA pode favorecer a entrada de investimentos no Brasil.

Relacionados