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Midterms podem reduzir o poder do presidente americano e dificultar reformas fiscais. Especialistas alertam para possíveis impactos nos mercados e na estabilidade econômica.
As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, conhecidas como midterms, podem enfraquecer o governo de Donald Trump e dificultar a aprovação de sua agenda econômica. A votação acontece nesta terça-feira (3) e renova todas as cadeiras da Câmara dos Representantes e um terço do Senado. Segundo projeções citadas pela CNN Brasil, os democratas têm 85% de chance de conquistar a maioria na Câmara e 60% de possibilidade de avançar no Senado. Além disso, a aprovação de Trump está em 32%, o menor índice de seus dois mandatos.
Caso os republicanos percam espaço no Congresso, Trump poderá enfrentar obstáculos para aprovar novos cortes de impostos e medidas orçamentárias. Por outro lado, uma composição dividida pode reduzir as incertezas legislativas no curto prazo e favorecer a reação da bolsa americana. Entretanto, especialistas alertam que a falta de consenso pode dificultar reformas estruturais. O problema ganha importância diante do déficit fiscal americano, que chegou a US$ 1,99 trilhão no ano fiscal de 2026. Além disso, a dívida federal alcançou US$ 32,5 trilhões.
A disputa também pode aumentar a instabilidade política nos Estados Unidos. Com menos apoio parlamentar, Trump pode recorrer com maior frequência a decisões unilaterais, especialmente nas áreas de tarifas comerciais e imigração. Além disso, uma eventual maioria democrata na Câmara permitiria ampliar investigações sobre o governo e fiscalizar empresas de tecnologia. Enquanto isso, fatores como a inflação, os juros americanos e os conflitos internacionais continuarão influenciando os mercados. Portanto, o resultado das eleições será importante para definir os limites políticos e econômicos do governo nos próximos dois anos