Foto: Viory/Reprodução
protestos em paris
Jovens tentaram furar bloqueio policial perto do Panteão em protesto por verbas para a educação; dezenas de universidades foram afetadas
Segundo informações da agência de notícias Viory, centenas de estudantes desafiaram a proibição de sua rota no centro de Paris nesta terça-feira. Eles tentaram furar o cordão policial perto do Panteão. Diante disso, os agentes usaram gás lacrimogêneo para dispersar o grupo.
Imagens revelam manifestantes pressionando as linhas da tropa de choque. Ao mesmo tempo, policiais usam gás para conter o avanço. Além disso, a multidão marcha pelas ruas, aplaude e cria correntes humanas, enquanto as forças de segurança bloqueiam vias da capital. O confronto começou durante atos contra as medidas econômicas e educacionais do governo francês. Nesse sentido, estudantes exigem verbas para o setor e contestam a precarização do ensino.
A polícia parisiense vetou a marcha da entidade estudantil Interfac Île-de-France. Inicialmente, o trajeto ligaria o Panteão à sede do Medef, principal sindicato patronal do país. As autoridades citaram riscos de segurança como justificativa. Portanto, ofereceram uma alternativa na periferia, entre Porte de Charenton e Porte de Montreuil. No entanto, os líderes rejeitaram o plano por considerarem a medida um ataque ao direito de protesto.
O Tribunal Administrativo de Paris manteve o veto nesta terça-feira. Consequentemente, a corte rejeitou o pedido da organização para liberar o itinerário original. Mesmo com a decisão contrária, centenas de jovens ocuparam o Quartier Latin. Grupos tentaram cruzar o centro histórico, mas a polícia barrou o avanço e deu início aos confrontos perto do Panteão.
A mobilização reflete uma onda de insatisfação em toda a França. Os alunos denunciam a falta de profissionais e a degradação estrutural das escolas e universidades. Nesse contexto, o Ministério do Ensino Superior confirmou problemas em 51 das 184 faculdades do país nesta terça-feira. Além disso, sindicatos relataram bloqueios em mais de 50 campi.
Por fim, os organizadores preveem novos atos em breve, já que os trabalhadores convocaram uma greve geral para quinta-feira, 5 de novembro.