Santiago Peña. Foto: reprodução
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A quebra da fintech vizinha derruba o presidente do país e reacende comparações com fraudes financeiras no Brasil
No programa Café do MyNews, os jornalistas Mara Luquet e Evandro Éboli debateram a recente e profunda crise bancária no Paraguai. A intervenção estatal no Ueno Bank provocou a renúncia do presidente Santiago Peña sob forte ameaça de impeachment. Com quase três milhões de clientes lesados, a quebra da instituição digital revelou ativos fraudulentos e grave insolvência de capital. Além disso, a ligação direta do mandatário com o grupo controlador acelerou seu isolamento político.
Durante o debate, os apresentadores traçaram paralelos entre o caso vizinho e o caso do Banco Master no Brasil. Ambas as histórias expõem modelos de expansão meteórica sustentados por aportes de fundos de previdência e laços com o poder público. No entanto, a dimensão do tombo paraguaio apresenta proporções ainda mais dramáticas. Enquanto a liquidação do Master atingiu nichos específicos no sistema nacional, o Ueno Bank alcançou quase metade da população e paralisou pagamentos vitais.
A derrocada atinge em cheio os planos de muitos empresários e investidores brasileiros. Nos últimos anos, parte do empresariado buscou refúgio fiscal e facilidades tributárias no mercado paraguaio. Contudo, a paralisação do banco digital congelou recursos em cidades estratégicas de fronteira. Dessa maneira, a promessa de um paraíso liberal de negócios ruiu diante de um rombo financeiro bilionário.
Portanto, o escândalo ultrapassa a esfera financeira e já redefine o tabuleiro geopolítico regional. Os comentaristas detalharam o desenrolar das investigações criminais e as semelhanças com antigas fraudes bancárias.