Tese de defesa do Lula fica mais forte, avalia cientista político sobre suspeição de Moro O ex presidente Luis Inacio Lula da Silva votou em ABC hoje pela manhã. Foto: Fotos Públicas / Ricardo Stuckert. SUPEIÇÃO DE MORO

Tese de defesa do Lula fica mais forte, avalia cientista político sobre suspeição de Moro

Para analista de risco político, suspeição de Moro na 2ª Turma do STF fortalece narrativa de que ex-presidente foi alvo de perseguição política

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  • A Segunda Turma do STF, em 23 de março, reconheceu parcialidade no processo contra Lula.
  • O julgamento reforça a tese do PT, desde 2018, de que Lula foi alvo de perseguição política.
  • O analista Creomar de Souza, da Consultoria Dharma, afirmou que a decisão tem maior impacto político que a anulação feita por Edson Fachin.
  • Segundo Souza, o reconhecimento de parcialidade de Moro fortalece as pretensões políticas de Lula.

O julgamento da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que entendeu que houve parcialidade no processo contra Lula fortalece a tese que o Partido dos Trabalhadores (PT) vem construindo desde 2018, além de garantir maior força política ao ex-presidente. Essa é a avaliação do analista político e CEO da Consultoria Política Dharma, Creomar de Souza.

Em entrevista ao Dinheiro Na Conta, Souza avalia que a decisão desta terça-feira (23) pode ser ainda mais importante, do ponto de vista da narrativa política, do que a decisão do ministro Edson Fachin que anulou as decisões de Moro sobre Lula por julgar incompetente a 13ª Vara Federal de Curitiba. 

“A decisão de hoje é mais importante  dentro do jogo político porque ela recai sobre os julgadores [do ex-presidente Lula]. Em algum nível, o STF percebeu que Moro julgou Lula com parcialidade. Traduzindo: quer dizer que a tese construída desde 2018 pelo PT ganha muita força”, explica Souza. 

O analista lembra que desde a prisão do ex-presidente em 2018, PT e Lula têm alegado que o ex-presidente seria alvo de uma perseguição política para tirá-lo do jogo eleitoral. “A tese de Lula se torna mais forte em termos de pretensões políticas”, diz ele. 

Para o analista, que também é colunista do MyNews, a decisão da Segunda Turma tem efeito do ponto de vista político, além de Lula, para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o lavajatismo como plataforma política “porque coloca em xeque a lisura das ações feitas pela Lava Jato”. 

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