Laudo do IML aponta que homem morto após ser atacado por agentes da PRF foi asfixiado Imagem da gravação que mostra momento em que policiais fecham porta traseira do carro. Foto: Reprodução (redes sociais) VIOLÊNCIA POLICIAL

Laudo do IML aponta que homem morto após ser atacado por agentes da PRF foi asfixiado

Genivaldo de Jesus Santos foi morto após uma abordagem violenta de agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na quarta-feira (25), em Umbaúba (SE).

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  • O Instituto Médico Legal de Sergipe (IML) divulgou, em 26/10, que a morte de Genivaldo de Jesus Santos, ocorrida em 25/10 em Umbaúba (SE), foi causada por asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda.
  • A vítima, homem negro com transtornos mentais, foi abordada por agentes da Polícia Rodoviária Federal enquanto pilotava uma moto, segundo familiares.
  • Testemunhas relataram uso de spray de pimenta e de um “gás” lançado dentro da mala da vítima durante a abordagem.
  • O IML enviou amostras ao Instituto de Análises e Pesquisas Forenses (IAPF) para definir a causa exata da asfixia, enquanto a PRF afirmou ter usado técnicas de imobilização e instrumentos de baixo potencial ofensivo.

O Instituto Médico Legal (IML) de Sergipe divulgou nesta quinta (26) os resultados das análises preliminares do corpo de Genivaldo de Jesus Santos, homem negro morto após uma abordagem violenta de agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na quarta-feira (25), em Umbaúba (SE). De acordo com o IML, a morte de Genivaldo foi causada por asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que policiais rodoviários federais imobilizam a vítima e a colocam em um porta-malas de uma viatura. As imagens mostram que uma fumaça saía do carro enquanto o corpo de Genivaldo estava preso no compartimento, transformado em uma espécie de “câmara de gás”.

Em entrevista ao G1, um sobrinho da vítima afirma que ele pilotava uma moto no momento da abordagem truculenta e que os agentes usaram spray de pimenta e lançaram um “tipo de gás dentro da mala”. De acordo com familiares e conhecidos, o homem tinha transtornos mentais.

A nota do IML diz que o corpo de Genivaldo foi submetido a uma necrópsia médico forense e que amostras foram encaminhadas ao Instituto de Análises e Pesquisas Forenses (IAPF) para a definição da causa da morte. “A asfixia mecânica é quando ocorre alguma obstrução ao fluxo de ar entre o meio externo e os pulmões. Essa obstrução pode se dar através de diversos fatores e nesse primeiro momento não foi possível estabelecer a causa imediata da asfixia, nem como ela ocorreu”, diz a nota.

A PRF, por sua vez, afirmou que a abordagem contou com “técnicas de imobilização e instrumentos de menor potencial ofensivo”. Em nota, a corporação diz que Genivaldo sofreu um “mal súbito”, informação que não condiz com os resultados da análise prévia divulgada pelo Instituto Médico Legal de Sergipe.

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