A avaliação sobre quem está vencendo a guerra no Oriente Médio segue em aberto, mas especialistas apontam que a resposta não pode ser medida apenas pela superioridade militar. Um artigo recente do Financial Times, citado em debate, destaca que, embora o Irã tenha sofrido perdas importantes, mantém vantagens estratégicas ligadas à geografia, ao tempo e à resistência de sua população . Nesse cenário, a insistência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em afirmar vitória não reflete necessariamente a complexidade do conflito.
A movimentação militar norte-americana — com envio de tropas, deslocamento de sistemas de defesa e tentativas de engajar aliados — é vista por analistas não apenas como demonstração de força, mas também como sinal de incerteza. A estratégia reativa, segundo avaliações, exige alto custo político e logístico, o que pode tornar a operação prolongada e controversa internamente nos EUA .
Do outro lado, o Irã demonstra capacidade de resistência sustentada. Especialistas destacam que o país não é apenas um ator regional fragilizado, mas uma nação com histórico milenar, forte identidade cultural e população altamente educada. Além disso, houve preparação prévia para o conflito, com investimento em mísseis e estratégias de dispersão territorial, o que dificulta uma resposta militar decisiva por parte dos adversários .
A guerra também produziu um efeito inesperado: a unificação interna do país. Mesmo diante de críticas ao regime, a ameaça externa tende a fortalecer o sentimento nacionalista e reduzir divisões internas. Para analistas, esse fator pode ter sido subestimado por Washington, evidenciando que, mais do que poder bélico, conflitos dessa natureza exigem compreensão profunda das dinâmicas sociais e históricas envolvidas.