Trump em sua campanha eleitora | Foto: Reprodução/Intagram
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Enquanto aliados europeus evitam enviar navios para a região e defendem saída diplomática, no Brasil André Mendonça manda CPMI do INSS devolver à PF dados sigilosos de Daniel Vorcaro após vazamentos.
Trump enfrenta dificuldade crescente para convencer aliados a embarcarem em sua escalada no Oriente Médio. Europa e Reino Unido resistem à pressão da Casa Branca para enviar navios de guerra e participar de uma operação no Estreito de Hormuz, deixando claro que não pretendem assumir os custos de um conflito que veem como uma escolha de Washington e de Israel. A resistência expõe o isolamento político do presidente americano justamente no momento em que ele tenta ampliar a coalizão militar na região.
A recusa europeia tem razões práticas e políticas. Os países do continente já lidam com pressões econômicas internas, aumento de gastos com defesa desde a guerra da Ucrânia e pouca disposição para entrar em mais um confronto de alto risco. Para governos como os de Alemanha, França, Itália e Reino Unido, mandar embarcações para a região significaria assumir desgaste interno, risco de mortes e novas despesas militares em uma guerra sem horizonte claro de saída.
O impasse também revela um erro de cálculo da estratégia de Trump. A avaliação de analistas e especialistas citados no debate é que o presidente americano subestimou a capacidade de resistência do Irã e imaginou que conseguiria uma resposta rápida, com apoio automático de parceiros ocidentais. Em vez disso, vê crescer a cautela entre aliados, enquanto o conflito se prolonga e amplia os custos econômicos e geopolíticos para toda a região.
Mais do que uma disputa militar, o que está em jogo agora é a credibilidade da liderança americana. Ao não conseguir mobilizar os europeus, Trump reforça a percepção de que entrou numa guerra sem planejamento sólido e agora tenta repartir com outros países o peso de uma crise que ajudou a aprofundar. O resultado é um cenário de maior insegurança internacional, com risco de novos ataques, impactos sobre rotas estratégicas e um desgaste cada vez maior para os Estados Unidos e Israel.