Lula e Alcolumbre se cumprimentaram no privado, mas secamente Alcolumbre e Lula durante posse do novo comando do TSE, ontem, em Brasília | Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Lula e Alcolumbre se cumprimentaram no privado, mas secamente

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Nos bastidores, antes da posse no TSE, os dois “desafetos” se encontraram, mas não trocaram um dedo de conversa

Não foi em público, mas no privado que se deu ao menos um cumprimento, um aperto de mãos, entre o presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Davi Alcolumbre, ontem, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na posse de Kassio Nunes como presidente da Corte, essas autoridades se encontraram na “cochia” do tribunal, próximo à Sala das Togas, espaço de relaxamento, descanso e um café dos ministros, que não é muito grande.

Sem clima, Lula e Alcolumbre não trocaram uma palavra, exceto as da formalidade de um cumprimento: “Olá, como vai? Tudo bem, e você?”. O presidente do Senado logo se afastou e, com seu jeito despachado, logo puxou conversa, mas foi com André Mendonça e Hugo Motta. Lula estava em outra rodada, com Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes. As autoridades faziam às vezes de entreterem os convidados que não se bicam.

Interlocutores dos dois lados tentam aproximá-los, mas a ferida da derrota de Jorge Messias no plenário do Senado ainda vai levar um tempinho para passar. Alcolumbre foi oficialmente convidado para a cerimônia na manhã de ontem, no Palácio do Planalto, no lançamento do Brasil Contra o Crime Organizado, mas não compareceu. Também oficialmente, alegou algo na linha de “compromissos anteriormente assumidos.

Fim da sessão da posse de Kassio, Lula foi embora, sempre como anfitriã a ministra Cármen Lúcia. Alcolumbre foi conduzido até a saída pelo ministro Cristiano Zanin.