Endividamento pode transformar Brasil em Venezuela, diz Guedes O ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele resiste, mas já admite possibilidade de volta do auxílio emergencial. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) Ministro da Economia

Endividamento pode transformar Brasil em Venezuela, diz Guedes

Ministro defendeu limites para o endividamento público e falou sobre sua permanência no cargo

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  • O ministro da Economia, Paulo Guedes, alertou que o aumento da dívida pública pode levar o Brasil a uma situação semelhante à da Venezuela.
  • Em entrevista ao podcast “Primocast”, publicada nesta terça‑feira (2), Guedes criticou a expansão dos gastos, associando‑a ao risco de inflação e ao populismo.
  • O ministro afirmou que permanecerá no cargo enquanto for útil e contar com a confiança do presidente Jair Bolsonaro, podendo ser demitido em 30 segundos se perder a confiança.
  • Guedes acrescentou que alcançar níveis de desenvolvimento como Alemanha ou Estados Unidos exigiria de dez a quinze anos de políticas econômicas diferentes.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o aumento da dívida pública pode deteriorar a situação econômica do Brasil e que segue no cargo “enquanto puder ser útil e gozar da confiança do presidente”.

“Para virar a Argentina, seis meses. Para virar Venezuela, um ano e meio. Se fizer errado, vai rápido. Agora, quer virar Alemanha, Estados Unidos? [São necessários] dez, quinze anos na outra direção”, disse Guedes em entrevista publicada pelo podcast “Primocast” nesta terça-feira (2).

O ministro da Economia fez críticas ao crescimento da dívida pública e afirmou que a expansão dos gastos pode levar à inflação: “Essa é a ameaça permanente do populismo, é justamente você querer dizer ‘vou acabar com a desigualdade dando dinheiro para todo mundo’, você leva, por exemplo, como o Brasil já foi, duas vezes para a hiperinflação.”

Guedes disse que segue ministro de Jair Bolsonaro (sem partido) se puder ajudar o Brasil. “Tenho noção de compromisso enquanto puder ser útil e gozar da confiança do presidente. Se o presidente não confiar em meu trabalho, sou demissível em 30 segundos. Se eu estiver conseguindo ajudar o Brasil, fazendo as coisas que acredito, devo continuar. Ofensa não me tira daqui, nem o medo, o combate, o vento, a chuva”, afirmou.

Os comentários ocorrem após Bolsonaro trocar o presidente da Petrobras. O general Joaquim Silva e Luna ocupará a cadeira que até então era do economista Roberto Castello Branco.