Leilão do 5G brasileiro não restringe Huawei Tecnologia 5G, cujo leilão no Brasil virou novo capítulo da relação turbulenta do governo com a China. (Foto: Unsplash) TECNOLOGIA 5G

Leilão do 5G brasileiro não restringe Huawei

Portaria publicada pelo governo federal ainda prevê rede privada para governo. Edital deve ser votado nesta segunda-feira

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  • O Ministério das Comunicações publicou no Diário Oficial a portaria que define as regras do leilão do 5G no Brasil, sem restrição à Huawei.
  • As normas criam uma rede exclusiva para órgãos do governo federal e devem ser adotadas pela Anatel no edital a ser votado em 1º de maio.
  • Apesar da pressão do ex‑presidente dos EUA, Donald Trump, o Brasil mantém a participação da Huawei no processo.
  • O país reafirmou, em novembro, sua adesão ao “Clean Network”, aliança liderada pelos EUA para limitar empresas chinesas no mercado global de 5G.

A portaria com as regras para a realização do leilão do 5G (a quinta geração da telefonia móvel) foi publicada no Diário Oficial da União. O texto elaborado pelo Ministério das Comunicações não prevê qualquer restrição à gigante chinesa Huawei. 

As normas também determinam a criação de uma rede exclusiva para órgãos do governo federal. As regras devem ser seguidas pela Agência Nacional de Telecomunicações para o edital do leilão, que deve ser votado nesta segunda-feira (1º) em uma reunião da agência. 

Tecnologia 5G, cujo leilão no Brasil virou novo capítulo da relação turbulenta do governo com a China
Tecnologia 5G, cujo leilão no Brasil virou novo capítulo da relação turbulenta do governo com a China.
(Foto: Unsplash)

Disputa com China

O governo brasileiro estava sendo pressionado pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump para não permitir que a Huawei seja a empresa fornecedora do 5G brasileiro. A disputa pelo 5G é um dos principais pontos da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

O Ministério das Relações Exteriores declarou, em novembro do ano passado, que o Brasil havia se juntado aos Estados Unidos em uma aliança para impedir o acesso das empresas chinesas ao mercado mundial de 5G. De acordo com o Itamaraty, a iniciativa se chama “Clean Network” e conta com a participação de nações europeias e da Otan.

Integrantes da Anatel já haviam informado que o leilão não poderia ter restrições de empresas específicas. Apesar disso, o governo poderia alegar “segurança nacional” para impor restrições à Huawei, empresa líder na tecnologia 5G.