Foto: reprodução
Aliados temem que Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, retire o canal do WhatsApp do ar nesta sexta-feira (23); André Janones orienta seguidores a migrarem para o espaço oficial de Lula
Integrantes da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) receberam informações de que Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pode suspender o canal “Exército do Lula” às 18h desta sexta-feira (23). Diante do risco, o deputado André Janones (Rede-MG), criador do grupo, orientou os seguidores a entrarem também no “Canal do Lula”. A medida busca manter a mobilização caso o tribunal bloqueie o espaço.
A preocupação cresceu após novas medidas judiciais contra o canal, que reúne milhões de seguidores no WhatsApp. Na quinta-feira (22), Nunes Marques deu 24 horas para a Meta apresentar um relatório técnico sobre o funcionamento do grupo. O ministro atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que acusa o canal de promover ações coordenadas nas redes sociais.
Nunes Marques já determinou duas vezes a suspensão do canal. Na primeira ocasião, em 11 de outubro, o ministro atendeu a uma solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro, que apontou a divulgação de informações falsas. Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a decisão. Dois dias mais tarde, Nunes Marques voltou a ordenar o bloqueio, mas permitiu o funcionamento após o registro do canal na Justiça Eleitoral.
Na quinta-feira, a defesa de Lula pediu ao TSE que retirasse o “Exército do Lula” do registro oficial da campanha. Os advogados alegam que Janones administra o canal de forma independente, sem recursos ou orientação da candidatura. O deputado também recorreu ao tribunal para evitar novas suspensões. Até o momento, Nunes Marques não confirmou uma nova ordem de bloqueio para esta sexta-feira. A indefinição preocupa aliados de Lula, que temem perder um importante canal de mobilização a dois dias do segundo turno.