Em meio a disputas judiciais, Globo cancela debate presidencial

Em meio a disputas judiciais, Globo cancela debate presidencial

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Após confirmação de ausência de Flávio Bolsonaro e presença de Renan Santos, emissora decide por não realizar debate entre candidatos a presidência

A Rede Globo cancelou o debate presidencial a menos de 30 minutos do início, nesta quinta-feira (01). Após a desistência de Flávio Bolsonaro e a confirmação de Renan Santos, a emissora entendeu que as regras definidas pelo TSE não foram respeitadas e confirmou que não realizará mais o encontro. O MyNews está presente e acompanha todo o desenrolar

Por volta de 19h25, Flávio Bolsonaro confirmou em suas redes sociais que não participaria mais do debate. Renan Santos, do Missão, que já havia protestado bastante por não ter sido chamado, teve a presença confirmada. A Rede Globo se pronunciou por meio de nota oficial, citando as medidas da Justiça como motivo para o cancelamento. Vale lembrar que Lula já havia confirmado sua ausência antes de todo o desenrolar. Estavam presentes no local Ronaldo Caiado, Zema e Augusto Cury.

Nota oficial:

“A primeira é assinada pela ministra Stella Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, e atende a um pedido da coligação da candidatura de Lula, do PT, à Presidência do Brasil. A decisão torna inválido o item das regras do debate que trata de candidatos ausentes. A ata com as regras, assinada por todos os partidos, inclusive o PT, determina que, em caso de ausência do candidato, o púlpito reservado a ele seja mantido vazio no cenário, com uma placa que o identifique. E que, numa das rodadas de tema livre do debate, os candidatos presentes que assim desejarem formulem, em trinta segundos, o que fariam ao candidato que não compareceu. A decisão da ministra Stella Aranha proíbe o púlpito com o nome de Lula e a formulação das perguntas que seriam feitas a ele.

A segunda notificação recebida pela Globo esta noite é de uma decisão proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e atende a um pedido feito pelo partido Solidariedade a respeito da participação no debate de Renan Santos, do Missão. As regras que estabelecem que candidatos devem ser obrigatoriamente convidados para debates em rádio e TV são determinadas por lei e reguladas por portaria do Tribunal Superior Eleitoral: devem ser convidados obrigatoriamente os candidatos de partidos com representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. Em atendimento a essa regra, a Globo convidou para o debate os candidatos: Augusto Cury, do Avante; Flavio Bolsonaro, do PL; Ronaldo Caiado, do PSD; e Lula, do PT.

Uma outra decisão, do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, na terça-feira, alterou entendimento do próprio TSE na contagem de parlamentares no Congresso para fins de debate e decidiu que Romeu Zema, do Novo, teria direito de participar do debate. E a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, proferida há pouco, determinou a participação do candidato Renan Santos no debate, mesmo o Missão, partido de Renan, tendo apenas um parlamentar no Congresso Nacional.

A Globo tem longa tradição na organização de debates eleitorais. Nosso propósito é promover a discussão de ideias para o Brasil e oferecer aos eleitores a oportunidade de comparar projetos. Nosso dever é o de promover a democracia, mas as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais. Por essa razão, a Globo decidiu cancelar o debate desta noite. No horário, será exibido o capítulo inédito da novela Quem Ama Cuida.”

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