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Presidente concede entrevista ao SBT News nesta segunda-feira (19) e defende medidas anunciadas pelo governo, como a reposição da inflação do Bolsa Família e o perdão de dívidas de MEIs
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a atuação de seu governo e rebateu acusações de estelionato eleitoral durante sabatina ao SBT News, nesta segunda-feira (19). Questionado sobre o anúncio de medidas consideradas importantes em meio ao período eleitoral, como o aumento do Bolsa Família, o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) e uma proposta de gratuidade a ser enviada ao Congresso, Lula afirmou que as iniciativas atendem às necessidades da população e não devem ser condicionadas ao calendário das eleições.
Ao explicar a reposição da inflação no Bolsa Família, o presidente afirmou que a medida foi possível após a equipe econômica identificar espaço fiscal no orçamento. Lula lembrou que o benefício foi mantido em R$ 600 e recebeu adicionais de R$ 150 por criança de até seis anos e de R$ 50 para crianças e adolescentes de até 17 anos. Segundo ele, a recomposição do valor é uma obrigação do governo. “Eu fiquei muito nervoso porque reposição de inflação é obrigação em qualquer lugar do mundo”, declarou.
Sobre o perdão das dívidas de microempreendedores individuais, Lula disse que o governo identificou cerca de R$ 15 bilhões em débitos acumulados e defendeu a medida como uma forma de permitir que os trabalhadores regularizem sua situação financeira. O presidente também mencionou propostas para ampliar os limites de faturamento dos MEIs e permitir a contratação de mais funcionários. Para Lula, a existência de eleições não justifica deixar de conceder benefícios considerados possíveis do ponto de vista fiscal.
Questionado sobre a concentração de anúncios e avanços legislativos nas semanas próximas à eleição, o presidente afirmou que as propostas vinham sendo discutidas anteriormente e citou a aprovação da reforma tributária como uma das principais realizações de sua gestão. Lula também mencionou a tramitação de iniciativas relacionadas à segurança pública e ao fim da escala de trabalho 6×1. Ao defender sua atuação, o presidente ressaltou a responsabilidade fiscal e social do governo e afirmou que não deixaria de adotar medidas em benefício da população por causa do período eleitoral.