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Oriente Médio
Países europeus evitam participação direta no conflito e defendem desescalada enquanto bloqueio do Estreito de Ormuz pressiona a economia global
A reação cautelosa de aliados dos Estados Unidos à escalada militar contra o Irã indica que a crise aberta pela decisão do presidente Donald Trump de ampliar o conflito no Golfo Pérsico dificilmente terá uma solução rápida. Governos europeus e parceiros da Otan demonstram resistência em participar de ações militares diretas, enquanto defendem negociações para conter os impactos estratégicos e econômicos da guerra.
O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã — uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte global de petróleo — agravou a situação e colocou pressão sobre países ocidentais para encontrar uma resposta conjunta. Ainda assim, líderes europeus têm reiterado que o conflito não foi iniciado por eles e que qualquer envolvimento militar precisa de planejamento e consenso internacional.
Segundo análise da BBC, autoridades e militares europeus apontam que uma eventual operação para garantir a navegação no estreito seria extremamente complexa, envolvendo ameaças aéreas, marítimas e submarinas. Além disso, muitos países reduziram ao longo dos anos investimentos em operações navais específicas, como a remoção de minas marítimas, o que dificulta uma resposta rápida.
Enquanto Washington sinaliza que pode intensificar ataques contra posições iranianas na costa, aliados preferem pedir a redução da escalada e buscar uma solução diplomática. A avaliação entre governos europeus é que, sem um plano claro e sem garantias sobre os objetivos militares da campanha, a participação direta no conflito permanece improvável no curto prazo.