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Conflito no Oriente Médio
Conflito entre EUA, Israel e Irã amplia número de vítimas, pressiona preço do petróleo e aumenta tensão política internacional
O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã chegou ao 14º dia nesta sexta-feira (13) com intensificação dos combates e crescimento do número de vítimas civis e militares na região. Segundo informações divulgadas pela CNN, ataques e contra-ataques continuam sendo registrados em diversos pontos do Oriente Médio, incluindo Israel, Irã, Líbano e países do Golfo, sem sinais claros de desescalada diplomática até o momento.
Nas últimas horas, novos bombardeios e lançamentos de mísseis foram registrados. Israel afirmou ter atingido alvos ligados a forças paramilitares iranianas em Teerã, enquanto o Irã declarou ter disparado mísseis contra território israelense com apoio do Hezbollah, a partir do sul do Líbano. Explosões também foram registradas em cidades como Beirute e Dubai, onde sistemas de defesa aérea interceptaram projéteis. O saldo humanitário segue aumentando, com quase dois mil mortos no Irã e no Líbano, além de vítimas em outros países da região.
A guerra também tem ampliado seus efeitos econômicos. O preço do petróleo Brent ultrapassou os US$ 100 por barril, pela primeira vez desde 2022, pressionado pelas ameaças de fechamento do Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. Autoridades iranianas sinalizaram que o bloqueio pode ser usado como instrumento de pressão, o que preocupa mercados globais e governos dependentes da rota.
Além da escalada militar, cresce a tensão política internacional. Segundo a CNN, o Pentágono teria subestimado a disposição do Irã de fechar o estreito após os ataques americanos. No Congresso dos Estados Unidos, senadores planejam realizar as primeiras audiências públicas para discutir o conflito e avaliar a condução da estratégia militar no Oriente Médio, enquanto aliados e rivais monitoram os desdobramentos da crise.