OTAN evita entrar na guerra dos EUA contra o Irã e expõe limites da aliança Foto: Nexo Jornal guerra

OTAN evita entrar na guerra dos EUA contra o Irã e expõe limites da aliança

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Países europeus resistem a envolvimento militar direto por falta de base legal e risco de escalada; aliados defendem solução coletiva sem ofensiva imediata

A Otan tem evitado se envolver diretamente na guerra entre Estados Unidos e Irã, apesar da pressão do presidente Donald Trump. O republicano criticou a postura dos aliados e cobrou apoio para uma operação que reabra o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo global, bloqueada pelo Irã desde o início do conflito.

Mesmo com as críticas, países como Alemanha, França e Reino Unido rejeitaram participar de uma ofensiva militar. O secretário-geral da aliança, Mark Rutte, afirmou que há consenso sobre a importância de garantir a navegação na região, mas destacou que os membros ainda discutem alternativas sem o envio direto de tropas.

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Segundo análise citada pela Gazeta do Povo, a principal razão para a cautela está na natureza defensiva da Otan, que só pode ser acionada em caso de ataque direto a um de seus integrantes — o que não ocorreu até o momento. Por isso, os países não veem base jurídica para uma intervenção coletiva.

Além da questão legal, há um cálculo estratégico. Governos europeus avaliam que entrar na guerra pode ampliar custos econômicos e militares e provocar uma escalada regional. Também pesa o fato de os Estados Unidos não terem articulado previamente a ofensiva com os aliados, o que aumentou a resistência dentro da aliança.

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