Ali Khamenei. Foto: Bloomerang.
Crise no Oriente Médio
Líder Supremo do Irã desde 1989, Ali Khamenei se tornou a principal autoridade política e religiosa do país e peça-chave nas disputas envolvendo o programa nuclear iraniano e a rivalidade com Israel e os Estados Unidos
O aiatolá Ali Khamenei, Líder Supremo do Irã desde 1989, morreu após uma ofensiva militar israelense que atingiu alvos estratégicos em Teerã e outras cidades do país, segundo informações divulgadas por autoridades da região. A morte ocorre em meio à maior escalada de tensão entre Irã e Israel nos últimos anos, no dia 28 de fevereiro de 2026.
Nascido em 1939, em Mashhad, Khamenei era a autoridade máxima da República Islâmica, acima do presidente e do Parlamento. Ele assumiu o posto após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da Revolução Islâmica de 1979, e consolidou poder sobre as Forças Armadas, o Judiciário e as principais decisões de política externa.
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A ofensiva israelense foi descrita como preventiva e teria mirado estruturas consideradas sensíveis do aparato militar iraniano, incluindo instalações associadas ao programa nuclear e ao desenvolvimento de mísseis de longo alcance. Explosões foram registradas na capital e em cidades estratégicas como Isfahan.
A morte de Khamenei abre um período de incerteza política no Irã e amplia o risco de retaliação militar, além de pressionar mercados globais e mobilizar a diplomacia internacional.
Neste domingo (1º), o governo iraniano anunciou que o aiatolá Alireza Arafi assumirá interinamente as funções de líder supremo, conforme prevê a Constituição. Ele passa a integrar o Conselho de Liderança Provisório ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni Ejei, até que a Assembleia dos Peritos escolha um sucessor definitivo.
A sucessão definitiva será decisiva para indicar se o Irã manterá a linha dura adotada nas últimas décadas ou se haverá mudanças na condução política e estratégica do país em um momento crítico para o equilíbrio do Oriente Médio.