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Negociações de 21 horas fracassam e aumentam risco de escalada militar e impacto no petróleo
As negociações entre Estados Unidos e Irã terminaram sem acordo após 21 horas de reuniões em Islamabad, no Paquistão. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que os iranianos recusaram os termos propostos, especialmente em relação ao programa nuclear, que segue como principal ponto de divergência entre os dois países.
Enquanto Washington exige garantias de que Teerã não avançará no desenvolvimento de armas nucleares, o governo iraniano defende o direito de manter seu programa para fins pacíficos e acusa os EUA de utilizarem a pressão diplomática como estratégia política. A liderança iraniana também afirmou que apresentou propostas consideradas promissoras, mas que não houve avanço por falta de confiança no lado americano.
Após o impasse, o presidente Donald Trump adotou um tom mais duro e afirmou que pode impedir a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz. Segundo ele, a Marinha dos EUA está autorizada a interceptar navios e atuar contra ameaças na região, o que eleva o risco de uma escalada militar em uma das áreas mais sensíveis do mundo.
O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo global. Qualquer restrição no tráfego pode impactar diretamente os preços da energia e pressionar a economia internacional, aumentando a instabilidade em meio às tensões já elevadas no Oriente Médio.