Flip teve mesmo público de antes da pandemia, com 25 mil pessoas Flip 2022. Foto: Ernesto Carriço FLIP

Flip teve mesmo público de antes da pandemia, com 25 mil pessoas

Hoteis em Paraty ficaram com taxa de ocupação em 90%

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  • A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) concluiu sua 20ª edição no domingo (27) em Paraty, homenageando a escritora Maria Firmina dos Reis.
  • Aproximadamente 25 mil visitantes compareceram, com ocupação de hotéis e pousadas atingindo 90%, número semelhante ao da edição presencial de 2019.
  • Após dois anos de programação online por causa da Covid‑19, o público retornou presencialmente, demonstrando ansiedade pelo reencontro.
  • Apesar de dúvidas sobre a realização presencial, mudança de data para novembro e coincidência com a Copa do Mundo, o evento transcorreu sem incidentes e recebeu boa receptividade.

Terminou neste domingo (27) a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que em sua 20ª edição homenageou a escritora Maria Firmina dos Reis, autora do primeiro romance abolicionista do país, Úrsula, lançado em 1859. Durante cinco dias, o público retornou à cidade do litoral sul fluminense, depois de dois anos acompanhando os debates literários apenas de forma on-line, devido à pandemia de covid-19.

De acordo com o diretor artístico da Flip, Mauro Munhoz, a taxa de ocupação nos hotéis e pousadas de Paraty chegou a 90% durante os dias da festa, o que representa um público de 25 mil pessoas, número próximo ao recebido na última edição presencial da Flip, em 2019. “O público estava de fato ansioso pelo retorno ao presencial e fez conosco uma linda comemoração de 20 anos”, disse ele.

Munhoz ressalta que havia muitas dúvidas sobre o evento ser presencial, além da mudança de data para novembro, quando normalmente ocorre nos meses de junho e julho, além da coincidência com a Copa do Mundo de Futebol.

“Como seria fazer a Flip no verão? Choveria? E a Copa? Como o clima político e social afetaria a festa? Todas essas perguntas foram respondidas pela ocupação da cidade, pelos aplausos do público durante as mesas e pelos tantos encontros que aconteceram durante a festa. A estação das chuvas foi generosa conosco e apenas refrescou os dias de calor. A Copa, por sua vez, contribuiu para o clima de festa que tradicionalmente se espalha pela cidade durante a realização da Flip”.

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Para ele, o resultado superou as expectativas e reflete o trabalho intenso realizado pela organização junto à comunidade de Paraty.

“Esses cinco dias são resultado de um longo percurso, não só pelos meses de trabalho que antecede a festa, mas, sobretudo, pelas ações de permanência e enraizamento no território que dão sustentação ao que pudemos experienciar desde quarta-feira (23)”.

O evento contou com 17 mesas na programação principal, com convidados como a educadora e filósofa Guarani Mbya Cris Takuá, a filósofa e escritora Djamila Ribeiro, a professora norte-americana Saidiya Hartman, a antropóloga argentina Rita Segato, o crítico literário Luiz Mauricio Azevedo, a poeta performer luso-angolana Alice Neto de Sousa, o ator, diretor e escritor baiano Lázaro Ramos e as autoras Cecilia Pavón, Cidinha da Silva, Ladee Hubbard, Nastassja Martin e Teresa Cárdenas.

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