Papa Francisco tem encontro inédito com clérigo xiita Papa Francisco. Foto: Mazur/catholicnews.org.uk Líderes religiosos

Papa Francisco tem encontro inédito com clérigo xiita

É a primeira viagem internacional do Sumo Pontífice desde o início da pandemia de covid-19

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  • Papa Francisco encontrou o aiatolá Ali al‑Sistani em Najaf, Iraque, no sábado (6).
  • O encontro, realizado na casa de Sistani, foi transmitido pela TV estatal e marcou a primeira visita de um líder da Igreja Católica ao Oriente Médio.
  • Sistani, de 90 anos, é uma das principais autoridades do islamismo xiita no Iraque; o Papa enfatizou a colaboração entre religiões.
  • Em seguida, Francisco visitou Ur, considerada berço do judaísmo, cristianismo e islamismo, destacando as origens das fés.

O Papa Francisco encontrou neste sábado (6) o aiatolá Ali al-Sistani em Najaf, cidade no sul do Iraque, e defendeu a colaboração entre diversas religiões e comunidades. A reunião histórica ocorre no segundo dia da primeira visita de um líder da Igreja Católica ao país do Oriente Médio.

Sistani, de 90 anos, é uma das principais lideranças do islamismo xiita no Iraque e parte da reunião foi transmitida pela televisão estatal do país. O encontro ocorreu ocorreu na casa de Sistani.

Francisco foi, então, visitar a cidade de Ur, tida como berço do judaísmo, cristianismo e islamismo por ter sido o local de nascimento do profeta Abraão. “Este lugar abençoado faz-nos pensar nas origens, nos primórdios da obra de Deus, no nascimento das nossas religiões. Aqui, onde viveu o nosso pai Abraão, temos a impressão de regressar a casa. Aqui ele ouviu a chamada de Deus, daqui partiu para uma viagem que mudaria a história”, afirmou o Sumo Pontífice.

Em discurso anterior, no Palácio Presidencial, em Badgá, o Papa encontrou o presidente Barham Salih e defendeu “a participação de todos os grupos políticos, sociais e religiosos”. “Calem-se as armas! Limite-se a sua difusão, aqui e em toda a parte! Cessem os interesses de parte, os interesses externos que se desinteressam da população local. Dê-se voz aos construtores, aos artífices da paz; aos humildes, aos pobres, ao povo simples que quer viver, trabalhar, rezar em paz!”, disse Francisco.