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No dia 25 de setembro, é celebrado o Dia do Rádio no Brasil. Para marcar a data, juntamos dez filmes de diferentes épocas e estilos que mostram como o rádio pode ser muito mais do que um meio de comunicação: pode ser companhia, informação, entretenimento e até uma forma de criar vínculos entre pessoas. […]
No dia 25 de setembro, é celebrado o Dia do Rádio no Brasil. Para marcar a data, juntamos dez filmes de diferentes épocas e estilos que mostram como o rádio pode ser muito mais do que um meio de comunicação: pode ser companhia, informação, entretenimento e até uma forma de criar vínculos entre pessoas.
Em uma pequena cidade do Novo México, dois jovens descobrem uma misteriosa transmissão de rádio durante uma noite aparentemente comum. A partir daí, eles tentam entender a origem daquele sinal e o que ele pode significar. O filme transforma uma transmissão de rádio em motor de suspense e mostra a força da voz e do som para criar tensão mesmo quando aquilo que está sendo transmitido não pode ser visto.
Barry Champlain é um apresentador de um programa de rádio noturno conhecido por conversar abertamente com seus ouvintes. Durante uma noite particularmente intensa, as ligações recebidas começam a levar o programa para territórios cada vez mais delicados e claustrofóbicos. O filme coloca o radialista e os ouvintes no centro da narrativa e mostra o rádio como um espaço de diálogo, confronto e exposição pública.
Durante a Guerra do Vietnã, o irreverente locutor Adrian Cronauer chega a Saigon para comandar um programa de rádio destinado aos soldados americanos. Seu estilo descontraído entra em choque com os responsáveis pela censura militar. O filme mostra o poder que um locutor pode ter para mudar o tom de uma transmissão e criar uma conexão direta com quem está do outro lado do rádio.
Woody Allen revisita sua infância em Nova York e apresenta uma família que vive em meio à chamada Era de Ouro do rádio. Os programas, notícias, músicas e personagens radiofônicos fazem parte do cotidiano dos personagens. É uma verdadeira homenagem à presença do rádio na vida doméstica e à maneira como seus programas ajudavam a formar o imaginário de uma geração.
Em um bairro do Brooklyn, em um dos dias mais quentes do verão, diferentes moradores convivem com tensões raciais e sociais que vão aumentando ao longo do dia. No meio dessa comunidade está o DJ Mister Señor Love Daddy, que conduz sua programação diretamente das ruas do bairro. O rádio funciona como uma voz da comunidade. A programação do DJ acompanha os acontecimentos e ajuda a criar a identidade sonora do bairro, mostrando o veículo como parte da vida cotidiana.
Na última noite do verão de 1962, um grupo de adolescentes percorre as ruas de uma pequena cidade da Califórnia em busca de diversão, romances e novas experiências. Ao fundo, o rádio do carro acompanha toda a jornada, com músicas e a voz do lendário DJ Wolfman Jack. O rádio é praticamente um personagem do filme. As músicas e a voz do locutor acompanham os jovens durante a noite e ajudam a retratar a importância que o rádio tinha na cultura jovem e na formação dos gostos musicais.
Uma jovem rica e solitária foge de casa e acaba encontrando abrigo junto a dois artistas. A história mistura música, comédia e números de entretenimento em uma produção típica do cinema musical da época. O filme pertence a uma época em que cinema, música e rádio estavam profundamente conectados. É uma oportunidade de revisitar o entretenimento popular que ajudou a formar a cultura de massa do século XX.
Gabriel Noone é um apresentador de um programa de rádio noturno que mantém uma relação próxima com seus ouvintes. Quando começa a conversar com um jovem ouvinte chamado Pete, a relação entre os dois ganha contornos cada vez mais complexos. O filme explora uma das características mais particulares do rádio: a intimidade criada entre quem fala e quem escuta, mesmo sem que os dois estejam frente a frente.
Após perder a esposa, Sam Baldwin participa de um programa de rádio e conta sua história para milhares de ouvintes. Sua fala acaba chamando a atenção de Annie, uma mulher que está do outro lado do país. O filme mostra o rádio como um espaço capaz de aproximar desconhecidos e transformar uma voz ouvida à distância em uma experiência profundamente pessoal.
Um jornalista de rádio que viaja pelos Estados Unidos entrevistando crianças sobre suas expectativas para o futuro precisa cuidar temporariamente do sobrinho. A viagem dos dois transforma a relação entre tio e sobrinho. O trabalho de entrevista está no centro da história. O filme mostra o processo de ouvir outras pessoas, registrar suas vozes e transformar conversas em histórias, elementos fundamentais do jornalismo radiofônico.
Dos programas de entretenimento às entrevistas, passando pelo jornalismo, pela música e até pelo suspense, o cinema já mostrou o rádio de diferentes maneiras. Em comum, esses filmes lembram que, mesmo em uma época dominada pelas telas, existe algo particular na experiência de ouvir uma voz e imaginar o mundo que existe do outro lado.
Uma voz que continua presente, e deve ser comemorada neste dia 25 de setembro é o rádio. Mesmo com a transformação dos hábitos de consumo de mídia, o rádio continua tendo uma característica difícil de reproduzir. A capacidade de criar proximidade apenas pela voz e nada mais. O cinema precisa de múltiplas fontes de informação, trilha sonora, imagem, etc. Já o rádio é ponto de encontro entre pessoas que nunca se viram. Dos programas ao vivo às músicas e jingles que marcaram gerações, esses filmes mostram diferentes momentos dessa história e ajudam a entender por que o rádio ultrapassou a função de simplesmente transmitir conteúdo. Ele também registra épocas, aproxima comunidades e dá voz a histórias que poderiam passar despercebidas. No Dia do Rádio, revisitar essas produções é também lembrar que, antes de toda imagem, existe uma voz capaz de fazer o ouvinte imaginar o mundo do outro lado.