Miliciano suspeito de mandar matar Marielle Franco é preso na Paraíba Foto da vereadora Marielle Franco (Foto: Reprodução/Redes Sociais) OPERAÇÃO POLICIAL

Miliciano suspeito de mandar matar Marielle Franco é preso na Paraíba

Homem apontado por viúva de capitão Adriano Nóbrega como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco será transferido para o Rio de Janeiro

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  • Almir Rogério Gomes da Silva, identificado como líder da milícia Gardênia Azul, foi preso na noite de 28 em Queimadas (Paraíba) pela Polícia Civil.
  • A viúva do capitão Adriano Nóbrega afirmou que a milícia tentou envolver o marido no planejamento do assassinato da vereadora Marielle Franco (mar/2018), mas ele recusou.
  • O mandado de prisão foi emitido com base na condenação de Almir por outro homicídio ocorrido em outubro de 2018.
  • Na mesma operação, outro suspeito de homicídio no Rio, ocorrido em junho deste ano, também foi detido, supostamente por fuga para a Paraíba.

A Polícia Civil da Paraíba prendeu na noite desta quarta (28) o homem apontado pela viúva do capitão Adriano Magalhães Nóbrega (morto na Bahia e investigado por chefiar milícias no Rio de Janeiro) de ter matado a vereadora Marielle Franco (PSol/RJ), em março de 2018. Almir Rogério Gomes da Silva é apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como um dos chefes de uma milícia no estado. Ele foi preso por policiais da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, no município de Queimadas, na Paraíba.

Em entrevista à revista Veja, a viúva do capitão Adriano Nóbrega disse que o marido foi procurado por milicianos da milícia Gardênia Azul para planejarem o assassinato da vereadora Marielle Franco. Ainda segundo a viúva, Nóbrega teria se recusado a participar do crime.

O mandado de prisão foi cumprido com base na condenação do investigado em outro assassinato, em outubro de 2018. Junto com Almir Rogério também foi preso um outro homem, suspeito de um assassinato no Rio de Janeiro, em junho deste ano – possível motivo da fuga para o estado da Paraíba.

Investigações não avançaram

A vereadora Marielle Franco (PSol/RJ) foi assassinada a tiros na noite de 14 de março de 2018, juntamente com o motorista do veículo que a conduzia, Anderson Pedro Gomes. A principal linha de investigação aponta para uma execução planejada por milícias atuantes no município do Rio de Janeiro. Após três anos do crime, entretanto, o crime ainda não foi solucionado.